Por @sssilveirado – Imbituba/SC, 27/03/2019

 

Nova celeuma criada pela imprensa, sempre mais preocupada em atacar o Presidente Bolsonaro que efetivamente informar: a determinação do Presidente para que as Forças Armadas promovam atos para comemorar “o golpe militar de 1964”.

 

Causa-me (ainda) espanto é a tentativa da imprensa em por palavras na boca do Presidente. Na abertura da reportagem, Willian Bonner (@realwbonner) afirma[1]:

 

O Presidente Jair Bolsonaro mandou que os quartéis celebrem o 31 de março. Em 1964, foi nesse dia que um golpe militar inaugurou uma ditadura que duraria 21 anos. Segundo o porta-voz da Presidência, Bolsonaro considera que não houve uma ditadura no Brasil. (grifei)

 

Em pronunciamento, o porta-voz da Presidência, Gal. Otávio Rêgo Barros, afirmou que

 

O presidente não considera 31 de março de 1964 golpe militar. Ele considera que a sociedade, reunida e percebendo o perigo que o país estava vivenciando naquele momento, juntou-se, civis e militares, e nós conseguimos recuperar e recolocar nosso país num rumo que, salvo melhor juízo, se isso não tivesse ocorrido, hoje nos estaríamos tendo algum tipo de governo aqui que não seria bom para ninguém. (grifei)

 

Qualquer um que busque a história[2] verá que o contexto no qual o país se encontrava em março de 1964 era o de completo caos, senão vejamos:

 

Em 1964, houve um movimento de reação, por parte de setores conservadores da sociedade brasileira – notadamente as Forças Armadas, o alto clero da Igreja Católica e organizações da sociedade civil, apoiados fortemente pela potência dominante da época, os Estados Unidos – ao temor de que o Brasil viesse a se transformar em uma ditadura socialista similar à praticada em Cuba, após a falha do Plano Trienal do governo de João Goulart de estabilizar a economia, seguido da acentuação do discurso de medidas vistas como comunistas na época, tais como a reforma agrária e a reforma urbana. Inúmeras entidades anticomunistas foram criadas naquele período, e seus discursos associavam Goulart, sua figura e seu governo, e o “perigo comunista” ou “perigo vermelho”. Esse discurso, que até fins de 1963 ficara confinado a setores da extrema-direita, conquista rapidamente maior espaço e acaba por servir de “cimento da mobilização anti-Goulart”, propiciando uma “unificação de setores heterogêneos numa frente favorável à derrubada do presidente”.

[…]

Para outras lideranças militares, foi uma contrarrevolução. Segundo o coronel Jarbas Passarinho: “O movimento militar de 1964 foi uma contrarrevolução, que só se efetivou, porém, quando a sedução esquerdista cometeu seu erro vital […]. A disciplina e a hierarquia estavam gravemente abaladas. As Forças Armadas só então se decidiram pela ofensiva, reclamada pela opinião pública. O apoio da sociedade brasileira, da imprensa, praticamente unânime, da maioria esmagadora dos parlamentares no Congresso, da Igreja, maciçamente mobilizada nas manifestações das enormes passeatas, as mulheres rezando o terço e reclamando liberdade, tudo desaguou na deposição de João Goulart, sem o disparo de um tiro sequer, o povo aclamando os militares”. (grifei)

 

Nosso atual Vice-Presidente, Gal. Hamilton Mourão (@GeneralMourao), flamenguista como eu, recentemente falou à Globonews que “havia um governo (militar) instaurado e havia tentativas de derrubar esse governo. Havia uma guerra, e numa guerra a primeira coisa que se perde é a razão”.

 

Excessos foram cometidos, sim; torturas e homicídios de ambos os lados, sim; mas o mal maior foi extirpado: a sombra do comunismo e de uma ditadura comunista similar à cubana, à norte-coreana e, mais recente e próxima, à venezuelana.

 

Ninguém foi perseguido e/ou exilado por ser feio, mas pelo comportamento subversivo, contrário ao regime instaurado e governante no país à época. E, dizem, algumas memórias ainda assombram os subversivos de outrora. Talvez esteja aí a raiva incontida para tantos ataques ao Presidente. Ou a fonte de tamanha ira seja a – agora seca – fonte de dinheiro público que costumava jorrar ou pela Lei Rouanet ou por projetos e subvenções através do Ministério da Cultura.

 

Enfim, até O Globo atesta não ter havido golpe, mas uma retomada do rumo do país:

Finalmente, no mais recente e célebre caso de “psicografia” ocorrido no país, Miriam Leitão (@MiriamLeitaoCom) lê uma resposta no ponto eletrônico, numa tentativa vã e desastrada de convencer a opinião pública de que houve golpe, quando na entrevista do Presidente Bolsonaro à Globonews, ele faz menção ao Editorial de Roberto Marinho com relação a 1964, tratando por revolução:

 

Sobre a pataquada mencionada acima, clique aqui.

 

Com tudo, tivemos a dita “dura” para os subversivos, os marginais. Como bem disse nosso Vice-Presidente, “meus heróis não morreram de overdose”!

BRASIL!

[1] Disponível em: https://globoplay.globo.com/v/7485496/. Acesso em: 27 mar. 2019.

[2] Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Golpe_de_Estado_no_Brasil_em_1964. Acesso em: 27 mar. 2019.

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