POLÍTICO PRESO

 

Por Fabrício da Silveira – São Paulo/SP, 06/02/2019

 

Com a notícia da segunda condenação do ex-presidente Luiz Inácio por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, entre outros crimes (a primeira, pelo Triplex no Guarujá, a 12 anos e 3 meses, e esta, pelo sítio em Atibaia, a 12 anos e 11 meses), agora pela Juíza Gabriela Hardt, aquela mesma do “Se começar nesse tom comigo, vamos ter problemas”, vi aflorarem em sua defesa os discursos de “perseguido” e de “preso político”.

Corrigindo: o marginal, ex-metalúrgico alçado à categoria de estadista elegível ao Prêmio Nobel da Paz, é POLÍTICO PRESO.

E aqui temos um caso singular: o discurso de “preso político” propalado por seus asseclas é pura jogada de marketing; como preso político, ele consegue apoio da Organização das Nações Unidas, posa de “perseguido” em vários países e democracias e é ferrenhamente defendido pelos mais incautos ou, na maioria, de má-índole.

A esquizofrenia canhota está cada dia mais convencida de que o político preso é, na verdade, preso político e perseguido pela ditadura.

Eles estão corretos.

Ele é preso, político, corrupto e leviano; perseguido pela ditadura do bem, do combate ao crime e do cumprimento às leis e ao Estado Democrático de Direito.

Mas, extrapolando os limites morais, querem-no como “Nobel da Paz”. Ele mesmo, o discurso populista, que chamara mulheres de “grelo-duro” e fora ovacionado; a “alma mais honesta desse país”; o analfabeto funcional que, às custas da pobreza, foi eleito e reeleito Presidente da República para “nunca antes na história desse país” tirar “milhões da pobreza”.

E eu aqui, na minha humilde opinião, pensando que, ao se referir a “milhões”, estava realmente se referindo às pessoas.

Como diria Robin, “Santa ignorância, Batman!”

Enfim, o político preso amarga uma segunda condenação – sem provas – mas com todo o arcabouço judiciário pátrio mantendo (ou até aumentado) sua pena.

Lastimável, #sqn.

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