Prezados leitores:

Este artigo é o segundo de uma série escrita pela jornalista Renata Araújo. Esperamos que apreciem este rico conteúdo que trazemos até vocês! Caso tenham perdido o artigo anterior, ele pode ser facilmente acessado pelo link abaixo:

Parte I

 

Continuação:

 

Na sequência de nossos textos sobre as instituições e organismos nacionais e internacionais que atuam dentro do complexo Fiocruz e do sistema de saúde, emitindo notas e pareceres que embasam matérias da mídia alinhada a essas iniciativas, tumultuando a opinião pública e desinformando, trataremos da composição dos conselhos de saúde em diversos âmbitos, como da própria Fiocruz.

No âmbito em análise, temos diretivas do Ministério da Saúde, OPAS, ONGs internacionais membros da Aliança Global para Vacinas e Imunização (GAVI), que fazem circular no ambiente valores impressionantes incrementados por dinheiro público.

A Aliança se descreve como uma parceria público-privada, uma união de governos de países, com a Organização Mundial da Saúde (OMS), UNICEF, o Banco Mundial, a Fundação Bill & Melinda Gates e outros doadores privados, incluindo fundações, ONGs, associações profissionais e comunitárias, organizações religiosas e universidades; fabricantes de vacinas; institutos de pesquisa e técnicos de saúde, entre outros.

Estas são as organizações que influem diretamente na Fiocruz. Com base nas suas inclinações já conhecidas de todos, sabemos o que pensam ser adequado para saúde e governos.

Por todas essas influências, a Fiocruz é, talvez, o mais aparelhado e ativista dentre os órgãos governamentais.

Direciona as atividades de pesquisa e formação, apoia movimentos de esquerda e sociais como o MST e a ABONG, componentes também do Conselho Nacional de Saúde, estudado pormenorizadamente adiante.

É sabido, segundo fontes, que quando movimentos sociais e de esquerda faziam alguma manifestação em Brasília, a Fiocruz fornecia alojamento em suas instalações no campus da UNB.

 

Fundação Rockfeller, membros da GAVI e outras e a riqueza fármaco-biológica brasileira.

 

Além da Amazônia, o Brasil é rico em conhecimento biológico, no Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e outras áreas, e ainda em conhecimento farmacêutico.

Os povos indígenas se tratam há milênios com substâncias que, desde 1910 ao menos, com a vinda da Fundação Rockfeller para o Brasil, são exploradas e levadas para o exterior, para sintetização e fabricação de medicamentos.

Isso antes de existir o conceito de biopirataria. É certo dizer que o Brasil e sua riqueza fizeram a fazem a fortuna das maiores farmacêuticas do mundo, como Hoechst, BASF e Bayer, Pfizer, Johnson & Johnson, dentre outras que não por acaso, estão sempre direcionando suas pesquisas para a Amazônia.

O próprio entorno do Castelo de Manguinhos possui vasta vegetação tropical reunindo características de mangue e Mata Atlântico, de onde certamente saiu muita matéria-prima para as pesquisas no Brasil do século XX, principalmente levando em conta que na região de então, nada mais havia além do imponente Castelinho.

Foi facultado à Fundação Rockefeller o acesso também à Amazônia, que como sempre foi uma preferência para as pesquisas internacionais, haja vista o bioma inigualável presente na floresta brasileira. Desde a sua vinda para o Brasil, existem fartos registros de visitas dos pesquisadores à região amazônica e notável influência organizacional dentro da Fiocruz por parte da Fundação Rockfeller, organizando inclusive a formação de enfermeiras para combater surtos no início do século passado.

No próximo texto, falaremos sobre a estrutura insustentável de movimentos sociais na saúde brasileira, na forma de Conselhos. Até lá.

Continua.

 

 

Renata Araujo, para Vida Destra, 15/04/2021.                                                                  Vamos debater o tema! Sigam-me no Twitter: @Renata_AFVA

 

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