Há vinte anos, em 11 de setembro de 2001, o mundo testemunhou o maior ataque terrorista da história, quando aviões de passageiros foram sequestrados e colididos contra as duas torres do World Trade Center, em Nova Iorque, e contra o Pentágono, em Washington. Um quarto avião, também sequestrado, caiu em uma área rural na Pensilvânia, antes de atingir seu alvo, que poderia ser na capital, Washington.

Naquela ocasião, os ataques realizados pela organização terrorista Al Qaeda, sob o comando do terrorista Osama Bin Laden, tinham objetivos políticos. Porém, a fonte inspiradora principal era o extremismo islâmico e o seu desejo de levar a Jihad, a guerra santa muçulmana, travada contra aqueles considerados infiéis e inimigos do islã, ao resto do mundo. Os Estados Unidos sempre foram considerados pelos extremistas o Grande Satã a ser combatido, não só por sua força política, econômica e militar, mas principalmente pela sua influência cultural, espalhando ao redor do mundo valores contrários aos valores do islã. No fundo, os ataques contra alvos americanos tão simbólicos tinham o objetivo de minar a influência, não só dos valores americanos, mas também dos valores ocidentais, baseados na moral judaico-cristã e portanto, muito diferentes dos valores islâmicos. Até mesmo o conceito de democracia, tão valorizado por nós, não tem o mesmo valor para os muçulmanos. E a Sharia, a lei islâmica, soa extremamente autoritária para nós.

Muito se fez desde então, para se coibir novos atentados terroristas, com muitas ações militares contra alvos terroristas sendo realizadas, e até uma guerra sendo travada. Mas temos que fazer uma pergunta: nestas duas décadas pós atentados, foram feitos os mesmos esforços para coibir outros tipos de ataques contra a cultura e os valores ocidentais?

A resposta é um preocupante NÃO. Enquanto soldados de diversos países travavam batalhas contra terroristas, a cultura islâmica avançava sobre a cultura e os valores ocidentais, através da imigração em massa, principalmente para países europeus. Esta imigração, somada a outros fatores como a agenda globalista, continuou atacando os nossos valores, enfraquecendo vários dos pilares que constituem o sustentáculo da civilização ocidental. A fé cristã, a família, o casamento, a proteção da infância e as liberdades individuais foram sistematicamente atacadas. E a pandemia da covid-19 serviu de pretexto para que esses ataques fossem intensificados, em todo o mundo, mas principalmente nos países ocidentais.

E mesmo com toda a repressão militar, os atentados continuaram ocorrendo, como o massacre na redação do jornal Charlie Hebdo, o atentado contra fiéis na Basílica de Nice e o assassinato de um padre e o incêndio da catedral de Nantes, todos na França e perpetrados por imigrantes muçulmanos. Vários outros ataques contra alvos cristãos ocorreram em outros locais da França, e também na Alemanha, mas tais atos não se restringiram a alvos cristãos, como vimos em ataques ocorridos na Suécia. Porém, os ataques direcionados á nossa fé e à nossa cultura não são os únicos que a civilização ocidental vêm sofrendo.

O Brasil não passou ileso a tudo isso, ao contrário. Nosso país, um dos maiores países cristãos do mundo, tem sido alvo de ataques contra os seus valores e a sua fé. Embora nosso país não tenha sofrido ataques terroristas diretos, como os ocorridos em 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, sofremos ataques indiretos, perpetrados por agentes que agem no mundo todo para implantar uma agenda que visa criar uma nova ordem mundial,  usando para isso todos os meios possíveis para destruir os valores que são a liga constituinte da nossa sociedade tradicional.

Estes ataques às nossas liberdades, à nossa soberania e aos nossos valores, foram os responsáveis por levar milhões de brasileiros às ruas no último dia 7 de setembro. Mais que celebrar o Dia da Independência, nosso povo foi bradar novamente por liberdade, se colocando contra os ataques que a nossa sociedade e as nossas instituições, vêm sofrendo há tempos. Embora alguns fatos pareçam não ter conexão uns com os outros, se analisarmos bem profundamente cada caso, veremos que existe, sim, conexão entre vários deles.

Que possamos todos permanecer vigilantes e atentos, pois os inimigos são muitos. Mas enquanto defendermos os nossos valores, através do exercício das nossas liberdades individuais e da nossa fé, seguiremos firmes como nação. A derrota virá no dia que consideramos que nossos valores estão seguros e não precisamos mais lutar. Que este pensamento esteja longe das nossas mentes, e que a lembrança destes dois eventos, em 11 de setembro de 2001 e 7 de setembro de 2021, possam nos servir de inspiração para nos mantermos alertas.

As futuras gerações agradecem.

 

 

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