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6 verdades sobre o meio ambiente que a administração Biden gostaria de censurar

 

 

A conselheira da Casa Branca, Gina McCarthy, propôs que as empresas de tecnologia eliminem conversas que contestem a narrativa sobre energia.

 

Fonte: The Federalist

Título original: 6 Truths About The Environment The Biden Administration Would Like To Censor

Link para a matéria original: aqui!

Publicado em 17 de junho de 2022

 

Autora: Elise McCue

 

A conselheira da Casa Branca para questões nacionais do clima, Gina McCarthy, empurrou a censura esquerdista um passo à frente ao propor, na última quinta-feira, que as empresas de tecnologia devem eliminar conversas que questionem a narrativa da administração sobre energia.

“As empresas de tecnologia têm que parar de permitir que indivíduos específicos, repetidamente, espalhem desinformação”, disse McCarthy em uma entrevista para o Axios.

Vamos fingir que concordamos com a hipótese de McCarthy, de que “desinformação” inclui os fatos e as opiniões que não foram especificamente fornecidos aos americanos pelo governo. Aqui estão seis verdades sobre o meio ambiente que a administração Biden provavelmente censuraria.

1. O Green New Deal* pode prejudicar o meio ambiente.

[Em tradução livre, o Novo Acordo Verde.]

O plano da esquerda de usar “uma mobilização semelhante à da II Guerra Mundial para, assim, enfrentar a grave ameaça criada pela mudança climática” não só é excessivamente radical para angariar amplo apoio, como também acarreta problemas ao meio ambiente. Isso sem falar no valor de US$ 5 trilhões, que seria o custo para alternar das matrizes a carvão e nuclear para uma energia 100% renovável.

As políticas que reduziriam drasticamente a produção doméstica de combustíveis fósseis não eliminariam o consumo desses combustíveis em nível global. Alternativamente, a produção desses combustíveis fósseis continuará ocorrendo em lugares onde os padrões não são tão altos quanto nos Estados Unidos, resultando em mais toxinas sendo liberadas no meio ambiente.

Além disso, a assim chamada “energia verde” exige terras raras e outros componentes que, no momento, são controlados por países que destroem o meio ambiente para fins de ganho político e econômico, como é o caso da China. Os componentes necessários às fazendas eólicas e baterias dos carros elétricos contêm muitas toxinas importantes e exigem volumes enormes de energia para montagem e instalação, e ainda fornecem como retorno uma energia de baixa qualidade.

2. Uma mudança em massa para carros de baixo consumo de gasolina só tem viabilidade imediata para os ricos, e jamais para o setor de transportes.

Os veículos elétricos (VEs) são aproximadamente US$ 10.000 mais caros do que um carro mediano, e os custos não param aí. A instalação de uma estação doméstica de recarga pode custar algo entre US$ 300, por um equipamento de recarga extremamente básico, até US$ 35.000, por carregadores mais avançados. Outros gastos incluem custos adicionais nas contas de energia elétrica do domicílio, com licenças VE especiais, e despesas com reformas especiais.

E de onde os ambientalistas irracionais acham que vem a geração de eletricidade para abastecer esses carros? Às vezes, do carvão; às vezes, do gás. Certamente não das fazendas eólicas.

Embora Biden alegue que “o motorista típico economizará US$ 80 ao mês”, quando trocar um carro a gasolina por um VE, sua afirmação negligencia os altos custos de compra e manutenção dos VEs – fatores que os tornam uma opção irrealista para a maioria dos americanos. Ignora também que os veículos elétricos usados para fins de trabalho – caminhões, veículos agrícolas, semi-reboques e similares – são completamente inviáveis. Mesmo que, futuramente, sejam fabricados em larga escala, seus componentes estão sujeitos a todos os problemas dos outros VEs, quais sejam, energia e terras raras.

O que a energia “verde” realmente significa é “baixa energia”. E uma sociedade com baixa [produção/suprimento de] energia é uma sociedade assolada pela pobreza.

3. Nem todo fracking é prejudicial.

O [uso de] fracking* para extração de gás natural, uma das formas de combustível fóssil, é um meio pelo qual a América tem explorado nossos recursos naturais sem causar emissões excessivas de gás carbônico na atmosfera. Além disso, ajudou a estimular nossa economia, produzindo centenas de milhares de empregos no setor.

*[Fracking: método de extração também conhecido como fraturamento hidráulico.]

Contudo, o Presidente Biden, além de repetidamente prometer que eliminará o fracking, planeja erradicar os combustíveis fósseis e, por meio de um processo oneroso, substituí-los por uma energia completamente “limpa”.

4. Abortos químicos despejam resíduos perigosos no sistema hídrico.

Os abortos domésticos – que, usando produtos químicos, provocam privação, desintegração e expulsão de bebês do ventre de suas mães – geram impactos ambientais, além dos óbvios problemas morais e riscos à saúde. No estágio final do aborto, em que o corpo destruído do bebê é expelido do ventre, os ativistas pró-aborto da Planned Parenthood orientam as mulheres a tratar os restos mortais como [se fossem o produto de] “períodos menstruais intensos” e descartá-los no vaso sanitário.

A presidente do Students for Life, Kristan Hawkins, observa que, com os abortos químicos representando quase 40% de todos os abortos realizados, há uma preocupação crescente com os perigos que o descarte de restos humanos pode causar em nossos sistemas hídricos.

Com a decisão da FDA de permitir o envio de pílulas abortivas pelos Correios, tal efeito colateral do aborto químico via pílulas certamente será silenciado.

5. A energia intermitente não está preparada para substituir combustíveis fósseis.

Cerca de 1,2 milhão de megawatts de energia eólica e solar foi instalado ao longo dos últimos 10 anos, mas o mundo ainda consome 80% de combustíveis fósseis. Por que? Em grande parte, por causa da não confiabilidade das formas de energia intermitente.

Considere os diversos fatores que afetam a capacidade energética que esses recursos renováveis podem realmente produzir: vento inconsistente, ângulo e potência do sol e outros fatores. Apesar desse 1,2 milhão de megawatts instalado, somente uma fração foi realmente produzida por tais fontes renováveis.

Enquanto Biden promete uma mudança completa para fontes de energia renovável, a realidade mostra que essas fontes não são tão confiáveis quanto os combustíveis fósseis, e a total substituição dos combustíveis fósseis pela “energia verde” provocará efeitos devastadores em nosso país e no mundo. Uma economia baseada em baixa energia significa mais americanos famintos, piora na assistência médica e na educação etc.

6. Máscaras faciais descartáveis são tóxicas para o meio ambiente.

O volume de máscaras faciais produzido desde o início da Covid-19 está na casa das dezenas de bilhões, e muitas delas acharam o caminho para os nossos oceanos. Descobriu-se que toxinas perigosas – como chumbo, cobre e antimônio – são liberadas dessas máscaras quando elas entram em contato com a água. Além de tudo isso, estima-se que serão necessários cerca de 450 anos para a degradação dessa onda de máscaras faciais descartadas.

Esse fato é um mau presságio para a administração Biden que trabalha para perpetuar o pânico da Covid, mais recentemente, com a alegação de que um terço dos americanos está em áreas cuja incidência de casos é alta. Apesar de admitirem que esta não é uma variante tão catastrófica quanto a ômicron, a convocação para que os americanos continuem a usar máscaras faciais só intensifica os danos ambientes resultantes dessas máscaras.

 

Elise McCue é estagiária no Federalist e estudante na Virginia Tech, graduanda em jornalismo multimídia e em redação profissional e técnica. Ela escreve artigos opinativos e sobre estilo de vida para o Collegiate Times e reportagens sobre o cenário musical da região sudeste da Virgínia para o The Roanoke Times.

 

 

Traduzido por Telma Regina Matheus, para Vida Destra, 20/06/2022.                                  Faça uma cotação e contrate meus trabalhos através do e-mail  [email protected] ou Twitter @TRMatheus

 

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