A tragédia que estamos testemunhando ocorrer em Manaus, capital do estado do Amazonas, tem várias origens e vários responsáveis. Ao contrário do que as narrativas tem afirmado, o presidente Jair Bolsonaro não é o culpado pelo colapso do sistema de saúde daquela cidade.

Sabemos que o sistema de saúde brasileiro foi sucateado ao longo de décadas. Há por todo o país inúmeros esqueletos de hospitais inacabados e, os que estão prontos funcionam, em sua maioria, de forma precária. São poucos os hospitais públicos que funcionam perfeitamente, dispondo de todos os recursos financeiros, materiais e humanos de que necessitam. Recuperar este sistema e proporcionar à população o acesso gratuito a ele, é uma tarefa hercúlea, que não deveria ter sido negligenciada por sucessivos governos, mas foi.

Além do descaso dos políticos, ainda existe a corrupção. Sabemos que, embora o governo federal tenha rompido com tal prática sob a gestão do presidente Bolsonaro, ela ainda existe, e está entranhada em nosso sistema político. E em Manaus não foi diferente. A atual crise não ocorreu apenas pelo sucateamento de décadas, mas também pelo desvio das verbas que deveriam ter sido investidas na preparação do sistema de saúde, para o aumento de doentes causado pela pandemia da Covid-19. Esta corrupção foi a causa da prisão da secretária estadual de Saúde do Amazonas, Simone Papaiz, durante operação da Polícia federal, em junho de 2020.

O governo federal enviou recursos ao estado do Amazonas, para serem usados em ações de preparação e combate aos efeitos da pandemia, não apenas na área da saúde, como também na economia. A pergunta que todos se fazem é: onde foram parar tais recursos? De que forma foram gastos? Cabe ao governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), ao prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), e ao ex-prefeito, Arthur Virgílio Neto (PSDB) prestarem os devidos esclarecimentos a respeito do uso dos recursos recebidos do governo federal. Não se pode ignorar as responsabilidades dos membros do Poder Executivo local, e nem as do Poder Legislativo de Manaus, e colocá-la toda no colo do presidente da República.

Também não podemos esquecer a responsabilidade que a grande imprensa tem a respeito dos eventos ocorridos em Manaus. Ao incentivar a falsa narrativa que tenta colar no presidente a imagem de “genocida”, desviou o foco dos governantes locais, permitindo que cometessem irregularidades sem serem devidamente fiscalizados. E, ao incentivar a narrativa de que não há tratamento precoce para a Covid-19, mesmo com vários estudos e relatos médicos mostrando o contrário, só contribuiu para aumentar o número de pacientes na rede pública manauara.

Não podemos nos esquecer que a quarentena, tão defendida pela imprensa, tinha o objetivo de desacelerar a proliferação da Covid-19, permitindo a preparação do sistema público de saúde, para absorver o aumento de pessoas que necessitariam de cuidados médicos. Mesmo após quase um ano de repetição desta narrativa pela mídia, tal preparação não ocorreu, mesmo após os governantes locais terem recebido fartos recursos disponibilizados pelo governo federal. E a imprensa, ao invés de cumprir o seu papel fiscalizador, faz vista grossa à irresponsabilidade de gestores locais e tenta construir uma narrativa que responsabiliza unicamente o presidente. A velha e decadente mídia, trabalha dia após dia para prejudicar a sociedade, em troca da conquista de objetivos nefastos e escusos.

A verdade precisa ser dita e os verdadeiros culpados apontados, julgados e condenados. A imprensa brasileira deveria se lembrar que imputar falsamente um crime a alguém, É CRIME!

 

 

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Ismael Almeida
2 meses atrás

Bravo!

Fabio Sahm Paggiaro
2 meses atrás

A imprensa se tornou um poder supra estatal em todo o mundo. Em nome da liberdade de expressão estão acabando com ela.

Fabio Sahm Paggiaro
2 meses atrás

A imprensa se tornou um poder supra estatal em todo o mundo. Ela é que define as pautas e os políticos, com medo, se adequam. E essa mesma imprensa está tomada pelos comunistas. Se utilizam da liberdade de expressão para acabar com ela. Caminhamos rápido para o totalitarismo disfarçado. Isso tem que acabar antes que acabe com a democracia.

Davidson Oliveira
2 meses atrás

Belo texto. Sem mais acréscimos.