Durante a pandemia de coronavírus, o isolamento social está sendo utilizado como método quase que universal para prevenir a doença, porém, não há sequer indícios de que essa medida funcione, visto que países que não o adotaram tiveram menos mortes que países que o adotaram. A consequência negativa do isolamento social é que, com empresas fechadas, a economia fica estagnada e um processo de descivilização é iniciado na sociedade, uma vez que as pessoas não produzem, não recebem e não há bens para serem trocados no mercado como era antes do isolamento, em que boa parte das pessoas tinham emprego e tudo funcionava normalmente. No entanto, há um lado bom nessa pandemia: a China, ditadura comunista que abriga a maior parte das fábricas do mundo, passou a ser cobrada por países grandes, como Estados Unidos e Japão, que ofereceu pagar para que as empresas japonesas saiam de lá. Portanto, tudo indica que teremos um novo paradigma econômico pós pandemia, podendo o Brasil se beneficiar dele e é isso que irei explicar nesse artigo.

O mundo vive hoje, desde a ascensão da China como segunda potência do mundo, uma nova guerra fria entre capitalismo e socialismo, mas agora é muito mais grave, pois o inimigo é outro tipo de socialismo, não o no estilo russo que necessariamente entrará em colapso. Estamos falando do socialismo no estilo chinês, que consegue fazer uma síntese entre Estado autoritário e mercado para sustentar o regime ditatorial. O socialismo no estilo chinês foi o regime que levou a China a ser o que é hoje e para entender isso, vamos voltar no século XX: até 1976, a China era governada pelo ditador Mao Tsé Tung, que seguia o modelo de socialismo no estilo russo, tanto que suas políticas de estatização das terras do programa “o grande salto para frente” mataram milhões de chineses de fome, levando os a terem os hábitos nojentos de comer ratos e outros animais exóticos que têm hoje. Quando Mao morreu, em 1976, assumiu Deng Xiaoping em seu lugar. Deng não era muito fã do socialismo no estilo russo porque percebeu que ele estava fadado ao fracasso pelo simples fato de que aquele socialismo ignorava uma premissa básica elaborada pelo próprio Karl Marx, que dizia que antes de haver socialismo, deve haver o capitalismo mais selvagem possível, para que riquezas fossem geradas. Deng então iniciou reformas profundas que modernizaram a ciência, a tecnologia, a indústria, o comércio e a economia em si. As reformas consistiram basicamente na criação de zonas especiais em que as empresas que se instalassem lá não pagariam impostos e sindicatos não teriam poder de definir o salário das categorias, o que atrapalha o mercado. Não deu outra: com esse pouco de liberdade econômica, uma massa de empresas estrangeiras foram para a China e fizeram o país decolar. Tanto que seu PIB saltou chegou a crescer 9% por trimestre em alguns anos, como 2003.

Mas o que o Brasil tem a ver com isso tudo e como ele pode se beneficiar? É simples: como as empresas estão sendo pressionadas a deixar a China, pois o país deixou claro que não têm condições necessárias para manter a segurança jurídica da economia mundial devido não só as pandemias de coronavírus e H1N1, mas também por ser uma ditadura cujos tentáculos estão dominando cada vez mais os outros países, então o Brasil deveria fazer, neste momento, a mesma coisa: reduzir a zero os impostos para empresas estrangeiras se instalarem aqui; reformar completamente o sistema tributário para simplificar para as pessoas físicas; acabar com agências reguladoras que servem como verdadeiros tropeços à implementação do livre mercado, já que elas favorecem os oligopólios protegendo os; acabar de uma vez por todas com a máfia dos sindicatos, fechando os um por um; reduzindo as demais burocracias que surgem, a exemplo do que foi feito com a lei da liberdade econômica do Presidente Jair Bolsonaro, que já reduziu bastante; privatizando as empresas estatais que sobraram para que a segurança jurídica seja aumentada, pois as privatizações necessariamente reduzem a corrupção em uma empresa e impedindo, via lei, que Estados e Municípios e a própria União crie outras empresas estatais.

Todas essas medidas fariam com que as empresas que se salvassem da falência no mundo pós pandemia viessem para o Brasil porque aqui sairia mais barato para operarem e elas teriam mais segurança jurídica, uma vez que nenhum empresário quer passar de novo por pandemias, que geralmente surgem na China por seus hábitos anti-sanitários. Além disso, faria do Brasil uma potência econômica e futuramente militar, de respeito internacional, e salvaria o ocidente da nova onda de comunismo que tem se aproximado, dado que se fossem feitas tais reformas aqui, deixaríamos de ser um país de economia socialista e passaríamos a ser, de fato, capitalistas, algo que também salvaria os empregos que serão ceifados devido à incompetência e oportunismo de governadores como João Doria em lidar com o vírus chinês.

Vinicius Mariano
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Marcos
Marcos
1 mês atrás

Por favor, cite quais países não adotaram o isolamento e tiveram menos mortes, os números e a fonte. Isso seria muito útil. Obrigado.

Gogol
1 mês atrás

Muito bom, meu amigo! Uma urgência a que todos no Brasil têm que se atentar, para que o País possa sonhar em ser um ambiente promissor para novas empresas estrangeiras, é punir o ativismo comunista/socialista em seus órgãos públicos, nos 3 Poderes. Vemos todos os dias, por exemplo, muitos dentro do Poder Judiciário e do Ministério Público trabalharem incansavelmente para impor suas ideologias esquerdistas. Isso tem que acabar, todos que ocupam cargos públicos devem trabalhar com foco em suas atribuições e somente isso. Enquanto o capital estrangeiro continuar vendo que muitas leis são baseadas no comunismo e que os operadores… Read more »

Nunes
Admin
1 mês atrás

Temos uma grande chance nas mãos, será que o Congresso irá apoiar essa causa?

Rosana Mendes
Rosana Mendes
1 mês atrás

Seria maravilhoso ter empresas estrangeiras por aqui, gerando empregos! Torcendo para isso ???

Luiz Paulo Serrano
Luiz Paulo Serrano
1 mês atrás

Precisamos muito de educação, emprego e renda. O Brasil tem que ser dos brasileiros e não de políticos corruptos.