O recente episódio a respeito da compra de leite condensado, realizada pelo Poder Executivo federal, e veiculado com grande estardalhaço pela velha e decadente imprensa, nos revela muito mais a respeito da própria imprensa, do que a respeito do governo federal.

E tal episódio nos mostra de maneira clara e cristalina, que a velha imprensa morreu. O que existe hoje se autodenominando imprensa, não passa de um amontoado de cadáveres insepultos, que insistem em exalar e espalhar o seu mau cheiro por todos os cantos do país. Jornais centenários e grandes grupos de mídia, outrora mensageiros da verdade e disseminadores de informação, se deixaram enrolar em tramas políticas e de busca pelo poder, que as condenaram à decadência e ao fim.

A responsabilidade por este fim melancólico não é apenas dos donos e dirigentes das empresas de mídia. As redes sociais proporcionaram às pessoas o acesso rápido a uma grande variedade de informações e notícias. Isto fez com que muitas pessoas passassem a desqualificar e a considerar dispensável o trabalho dos jornalistas. Ao mesmo tempo, estes profissionais deixaram de lado as responsabilidades inerentes à sua profissão, fazendo um trabalho raso e desqualificado, e assim contribuindo para a decadência do jornalismo tradicional que vemos hoje.

O trabalho jornalístico consiste em levar às pessoas informações a respeito de fatos, e para que isso ocorra de forma eficaz, é preciso que o jornalista responda a algumas perguntas básicas através da sua matéria: Qual é o fato? Quando ocorreu? Quem está envolvido? O que aconteceu? Como Aconteceu? Quais as consequências? Além disso, o bom jornalista averigua informações, faz pesquisas, conversa com diversas pessoas, tudo com o objetivo de levar ao público uma informação de qualidade, pautada na verdade do fato.

Se a imprensa morta-viva brasileira ainda se pautasse por estes conceitos básicos do jornalismo, não teria passado pelo recente vexame, com as “notícias” envolvendo a compra de leite condensado pelo Poder Executivo federal. Se tivesse realizado o seu trabalho com diligência, pesquisando e averiguando as informações, não teria passado tamanha vergonha. Os jornalistas da grande imprensa se reduziram a meros tuiteiros, jogando no lixo a pouca ética, credibilidade, e o pouco profissionalismo que ainda tinham. A profissão de jornalista tem se tornado motivo de chacota, sendo associada à militância política, para a vergonha e tristeza dos poucos profissionais que ainda seguem os princípios éticos da profissão.

Diante desta triste situação, nós da Revista Vida Destra, reiteramos o nosso compromisso junto a vocês, leitores, de sempre nos esforçar na busca pela excelência do nosso conteúdo, e de sempre sermos pautados pela Verdade, doa a quem doer, para que possamos contribuir de maneira positiva na construção de uma sociedade culta, bem informada e imune a manipulações. Cabe às mídias independentes preservar os valores éticos e profissionais do Jornalismo, pois assim os maiores beneficiados sempre serão vocês, nossos leitores.

 

 

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Nunes
Admin
2 meses atrás

Perfeito.

FABIO PAGGIARO
2 meses atrás

Infelizmente, o jornalismo, em todo o mundo, e como regra, tornou-se instrumento de ativismo político de esquerda, sem compromisso com os fatos, nem com a verdade. Tornou-se uma fábrica de narrativas, visando a vender uma “realidade utópica”, a criar pela repetição insistente da mentira um mundo que, efetivamente, não existe. A imprensa se transformou no Ministério da Verdade, conforme descrito por George Orwell em seu “1984”. Nesse processo, estamos verificando que se aprofunda o abismo entre leitores e essa mídia manipuladora, que perde rapidamente sua credibilidade.