Ao Jean Wyllys, Eu também me senti ameaçado no Brasil

Pois é sr. Jean Wyllys, eu também já desejei deixar o Brasil por me sentir ameaçado. Por me sentir ameaçado pela corrupção instaurada e institucionalizada pelos políticos e pelos partidos de esquerda. Eu já me senti ameaçado de morte quando fui a um hospital e os médicos não tinham sequer itens básicos de primeiros socorros para cuidar de mim e dos outros pacientes por causa dos milhões desviados do SUS.
Eu quis deixar o Brasil por sentir que minha liberdade de expressão estava sendo tolhida pelo politicamente correto, que me rotula de homofóbico, machista, racista, nazista, fascista se não concordo com a agenda vitimista defendida por vocês da esquerda.
Eu também já desejei deixar o Brasil por medo de que meu filho tivesse sua inocência destruída e sua sexualidade relativizada ou questionada por professores militantes progressistas que não respeitam os valores familiares, que apresentam apenas um lado da história, o que corrobora suas narrativas muitas vezes anticientíficas e enviesadas. Sei que não são todos, mas muitos deles se tornaram um perigo para a saúde psicológica e intelectual das nossas crianças e jovens.
Eu já senti desejo de deixar esse país por ser considerado um estuprador em potencial, mesmo que eu não compactue com aqueles que cometem tal ato asqueroso.
Eu já senti vontade de deixar o país ao ter minha fé vilipendiada ou classificada como fundamentalista, mesmo essa fé tendo feito, ao longo da história, muito mais por aqueles que você diz defender do que qualquer movimento social, ONG ou político de esquerda.
Eu já pensei em deixar o país por não concordar com a morte de inocentes indefesos, enquanto um comportamento libertino e irresponsável é incentivado tanto para homens quanto para mulheres.
Eu já quis deixar o país por me sentir ameaçado de morte devido à enorme taxa de criminalidade que nos assola com mais de 63.000 mortes ao ano. Por ter um Estado que é incompetente em proteger o cidadão, mas que lhe nega o direito à legítima defesa. Eu desejei deixar o país ao ver o quanto se protege aqueles que são inimigos da sociedade, sob a desculpa de direitos humanos, enquanto o cidadão, que trabalha e paga impostos para garantir a boa vida dos políticos e as verbas recebidas pelas ONGs, é massacrado sem ter quem o defenda.
Eu senti vontade de sair do país ao ver o policial ser tratado como criminoso e o criminoso como vítima, logo o policial que é mais útil que um político, pois nunca vi político fazendo partos de emergência no meio da rua, ajudando pessoas enfermas, ou arriscando a própria vida para salvar a de outros que ele nem conhece.
Eu senti vontade de deixar o país ao ver a campanha que se faz para a liberação de drogas, pois vejo quantas pessoas têm suas vidas destruídas pelo vício e, mais uma vez, são aqueles aos quais você chama de fundamentalistas que auxiliam os que sem forças para lutarem sozinhos, clamam por ajuda.
Eu senti vontade de deixar o Brasil ao ver uma imprensa ativista e militante de esquerda fazer de tudo para destruir a reputação de quem não é progressista, demonizando quem não apoia o discurso vigente nesse meio, uma imprensa sustentada com dinheiro público para levar para os lares brasileiros toda sorte de lixo, que ousam chamar de arte.
Eu senti vontade de deixar o país ao ver o esbanjamento do dinheiro suado dos nossos impostos sendo usado para promover o bem-estar em outros países, financiando ditaduras genocidas, enquanto nosso povo não tem suas necessidades mais básicas atendidas.
Eu senti vontade de deixar o país ao ver a Arte ser relativizada e usada como ferramenta de destruição de mentes e bons costumes. Enfim, meu caro Jean, durante quase uma década e meia eu senti que o Brasil da esquerda não era um país onde eu pudesse viver e criar meu filho, ampliar minha família. Eu vivi com medo de morrer todas as vezes que sai de casa, eu temi que o pior pudesse acontecer com quem amo. Eu tive que aprender a viver num lugar onde o pensamento, o modo de vida e a vontade da maioria não eram respeitados e fiz isso por longos quatorze anos. Aguentei firme enquanto vocês faziam da minha vida um inferno. Bon Voyage! Au revoir!

João Alves

Professor
Formado em Letras Português / Inglês desde 2013
Casado com Luciana
Pai do João Miguel
Defensor da família tradicional como base de toda sociedade
Gosta de música dos anos 1960, 1970 e 1980
É locutor
Toca bateria nas horas vagas
João Alves
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