A resposta para esse pergunta pode ser dada de duas formas: a primeira, porque não nascem mais tantos talentos para o futebol como antes, e a segunda, porque o futebol se tornou politicamente correto e tentar um drible “humilhante” virou motivo de briga dentro das quatros linhas.

Prefiro acreditar na segunda opção, o futebol está se tornando chato sem os dribles, carretilhas, chapéus e tantos outros que quando feitos são motivos de briga por parte do “humilhado”, mas afinal, a beleza do futebol consiste em lances como estes e os gols são meras conclusões de um lance.

Quem já foi ao estádio assistir uma partida sabe como é a energia de um lance assim,  que um jogador do time adversário sofre, ainda mais se for contra um grande rival, pela televisão também se tem muita emoção, mas nos estádios a energia é outra.

Eu mesmo, quando fui assistir São Paulo x Palmeiras no Morumbi pelo Campeonato Brasileiro de 2019, senti falta de lances de efeito e por fim o jogo terminou 1×1 com o gol de empate do Palmeiras por cobertura (já virou rotina nesse clássico), mas no fim a partida por si só foi feia!

Dando uma de saudosista, eu queria ver uma partida entre a seleção de 2002 do Brasil e de 2010 da Espanha, que para mim jogavam um futebol bonito de ver, com grandes jogadas e, principalmente, jogadores que driblavam e encantavam a todos. Ronaldinho Gaúcho foi um dos poucos que foi aplaudido em pé pela torcida do maior rival do Barcelona, e sabe por que? Porque jogou bonito o El Clássico e sem ser considerado desrespeitoso contra os adversários quando driblava. Desde o goleiro até os atacantes os dribles deveriam ser incentivados.

Ao olhar o futebol atual, além de Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar, quem mais possui habilidade para fazer com que o drible pareça tão natural quanto respirar? Houve um ou outro jogador que possuiu um ano de auge e só faltava fazer chover, mas no fim foram jogadores de uma temporada só, vide caso do Phillipe Coutinho, Son Heung-min, Delle Ali, De Jong, entre tantos outros.

Nenhum deles conseguiu se tornar um grande driblador como seus antecessores, os mais velhos lembraram de Figo, Zidane, Pirlo, Gattuso, além dos brasileiros que dispensam comentários como Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e outros, parecia que nas décadas passadas o drible era comum e a arte consistia nisso. O futebol paulista deu um passo grande ao autorizar a volta de bandeiras aos estádios e isto pode deixar mais claro do que nunca que o futebol é para ser sentido também  e não apenas jogado, como diz o ditado: “Nunca será apenas futebol”!

 

 

Lucas Barboza, para Vida Destra, 05/01/2022.                                                                Sigam-me no Twitter! Vamos conversar sobre o meu artigo! @BarbozaLucaas

 

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Luiz Carlos de Oliveira Arantes
Luiz Carlos de Oliveira Arantes(@luiz_carlos_arantes)
20 dias atrás

Falou tudo. O politicamente correto está tirando a beleza de outrora do futebol brasileiro. Muito mimimi, muita falta, pouca educação em campo e baixo nível de arbitragens.