Em nosso artigo de hoje vamos fazer uma abordagem diferente: ao invés de apenas críticas e reflexões político-sociais, vou contar a você a história de um país que desrespeita os direitos humanos de seus cidadãos, mas não é questionado por nenhum outro país do mundo, não porque os outros países têm medo de seu poderio militar, mas sim porque esse país é um importante parceiro comercial do mundo inteiro, então é feita vista grossa suas barbaridades e autoritarismo. Estamos falando dela mesmo, da China, a pátria mãe do coronavírus, o vírus que está causando pânico no Ocidente por causa da histeria midiática. A história da China é longa, tem mais de 4000 anos se formos pegar desde o início, por isso, a história que vou contar é como o comunismo se instaurou na China e como ela se tornou um país extremamente rico mesmo sendo comunista, pois se fosse contar a história inteira, um simples artigo não seria suficiente. Não se esqueça de deixar um comentário sobre o que você achou desse artigo ou se você tiver alguma dúvida sobre o conteúdo.

Tudo começou em meados do século XX, em que a China era governada por um governo corrupto. Eis então que um chinês que conhecia muito bem a história daquele país chamado Mao Tsé Tung começou a lutar contra o regime que estava em vigor. Depois de altos e baixos, em 1949, Mao conseguiu retirar, com imenso apoio da população chinesa, o governo corrupto do poder e como ele era o Secretário Geral e Presidente do Partido Comunista Chinês (PCC), partido que ele fundou com outros 3 homens em 1921, assumiu o governo da China.

Porém, nessa época da história do mundo, 1949, estavam no auge as ideias sobre socialismo e comunismo de Karl Marx. A União Soviética, que ficava do lado e estava se expandindo cada vez mais com o governo criminoso do ditador Stalin, resolveu apoiar a o comunismo na China, que à época, precisava de dinheiro e apoio, pois encontrava-se devastada (na verdade, a URSS apoiou o comunismo no mundo todo, inclusive no Brasil, quando tentaram implementar em 64, mas foram impedidos pelos militares). Já Presidente do país, em 1958, Mao deu início a uma campanha socialista chamada “O Grande Salto para Frente”, que consistia em estatizar todas as terras para que a China se desenvolvesse. Não deu outra: o resultado dessa política socialista, ao invés de desenvolver a China, devastou a mais ainda, o que gerou a “grande fome chinesa”, período em que os chineses tiveram que comer ratos, cascas de árvores e até cadáveres que foram desenterrados para sobreviver. A fome chinesa derreteu o apoio popular que Mao tinha e por isso ele deixou a presidência, mas seu espírito genocida não parou por aí, pois como ainda era Presidente do PCC, elaborou, para voltar ao poder, um plano diabólico chamado Revolução Cultural Chinesa. Mao precisava reconquistar o apoio do povo, então escreveu um livro chamado “Livro Vermelho”, em que continha explicações sobre como o proletário deveria se comportar, qual é a visão que o proletário deveria ter da cultura, da religião e como a China poderia sair da crise que foi gerada pelo próprio Mao, que como todo socialista, colocou a culpa do fracasso do grande salto nas “políticas externas”. Em outras palavras, o livro vermelho continha uma carga de doutrinação que dizia que Mao Tsé Tug tinha razão e que os outros estavam errados e quem discordasse das políticas maoístas, inclusive dentro do partido, deveriam ser eliminados. Mas ele não poderia fazer isso sozinho, precisava de um exército para tal, então como Mao era secretário geral do partido, determinou leitura obrigatória do livro vermelho nas escolas. Mas calma que isso não é o pior: Mao também deu poder de polícia para os jovens, que denunciavam seus próprios pais quando viam que eles tinham ideias contrárias às do livro vermelho. O resultado você, leitor, já deve saber qual foi: milhões de pessoas comuns, artistas e intelectuais foram enviados para campos de concentração e outros milhões foram mortos. A Revolução Cultural teve seu fim em 1976, mas apenas porque Mao Tsé Tung morreu.

Em 1978, dois anos após a morte de Mao, um dos seus opositores de dentro do Partido, Deng Xiaoping, torna-se o Líder Político da China e propõe o socialismo de mercado, regime que Mao era contra, mas que levou a China a ser a potência que é hoje. O socialismo de mercado consiste na centralização política com a ditadura do Partido Comunista Chinês junto com a adoção de medidas capitalistas para manter o regime funcionando, como, por exemplo: abertura econômica, tolerância da propriedade privada para empresas estrangeiras, mão de obra barata não organizada sindicalmente (pois muitos sindicatos têm o poder de definir salários), isenção para importação de máquinas e equipamentos essenciais e diminuição de impostos. A eficiência das medidas de Deng Xiaoping foi visível: em poucos anos, graças às reformas econômicas, a China atingiu o crescimento extraordinário de 9% em apenas um trimestre no ano de 2003, o que permite a consolidação da ditadura socialista. A adoção do capitalismo para conduzir ao socialismo e consequentemente ao comunismo, no entanto, não é nenhuma novidade: o próprio Karl Marx defende, na sua obra “O Manifesto Comunista” que “para a chegada do socialismo, o capitalismo deve ser levado às suas últimas consequências”, pois Marx reconhecia que o capitalismo trouxe diversas coisas boas, como o desenvolvimento econômico e social que beneficiou o mundo e nenhum líder socialista, com exceção do Deng Xiaoping, considera essa lição de Karl Marx. E ainda querem dizer que nós é que o deturpamos.

Apesar de o socialismo de mercado vigorar desde 1978, o poderio autoritário da China não diminuiu nem um pouco, pelo contrário, só aumentou. Estão reprimindo Hong Kong, território autônomo, pelo fato de os cidadãos de lá estarem protestando contra uma lei que foi aprovada na China que permite que os cidadãos de Hong Kong presos sejam enviados para a China para cumprirem a pena lá. Só tem um problema: o mero fato de falar mal do governo chinês pode ser considerado crime e as prisões na China são verdadeiros campos de concentração para doutrinar as pessoas nos moldes do comunismo e os métodos não poderiam ser outros para essa doutrinação: tortura pesada, desde drogas e privação do sono até choques elétricos. Outro grande absurdo é o “sistema de créditos”, criado em 2017 e implementado totalmente agora, em que cada cidadão será monitorado nas ruas, trens, aviões e ônibus do país pelas mais de 400 milhões de câmeras que existem e caso esse cidadão tenha comportamentos “inadequados”, passará a sofrer consequências como ser impedido de viajar, conseguir empréstimos, comprar casas, abastecer o carro, se matricular numa escola privada etc. Mas o que é considerado um comportamento inadequado pelo PCC? São vários: jogar muito videogame, atravessar fora da faixa, criticar o governo, visitar sites não autorizados dentre outras idiotices. Esse sistema materializa a ditadura socialista do livro 1984, de George Orwell, em que o estado vigia todas as pessoas e pune aquelas que têm comportamentos inadequados ou que cometem o chamado “pensamento crime”, que consiste, basicamente, em falar mal do governo ou fazer alguma crítica, qualquer que seja. Lembra também um pouco o episódio “Queda livre”, da série americana Black Mirror, em que as pessoas são ranqueadas de acordo com o seu comportamento e se atingirem um nível muito baixo no ranking, são presas pelo estado. É verdade que o Big Brother por enquanto se restringe à China, mas o país já está dando seus passos para “liderar o mundo”, como disse o ditador presidente Xi Jinping no Congresso do Partido Comunista Chinês em 2017. Um desses passos é a China comprar empresas estratégicas no ocidente, como por exemplo, de energia: para se ter ideia, 1/3 da energia elétrica do Brasil é controlada por empresas estatais chinesas, que foram vendidas graças à bagunça que a socialista Dilma Rousseff fez no setor quando foi presidente. Quem garante, então, que em um futuro breve, quando estivermos fazendo críticas ao governo Chinês ele não aperte um botão e nos coloque no escuro? Afinal de contas, ele não teria nada a perder. Mas não são só as empresas de energia que a China está comprando, as de mídia também estão na lista: a emissora Band, por exemplo, foi comprada no final de 2019 pela China Media Group, que pertence ao Estado chinês. Com a audiência que a Band tem, fica mais fácil para o governo chinês manipular informações a seu favor, já que no Brasil há uma alta parcela da população idiotizada.

Uma coisa é fato: a China precisa ser parada pra ontem, pois se isso não acontecer, o mundo viverá, no futuro, debaixo da asa de um regime autoritário que já mostrou que não tem limites para atingir seus objetivos. Como diz uma mensagem que fora escrita nas paredes de uma universidade em Hong Kong: “querido mundo, o PCC vai se infiltrar no seu governo, as empresas chinesas irão interferir nas decisões políticas do seu país, a China vai sequestrar sua casa como fez em Xinjiang. Tome cuidado, ou seja o próximo”.

Vinicius Mariano
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Mayck
Mayck
1 mês atrás

O PCC e o islã estão numa disputa acirrada.Quem chegar primeiro, não permitirá a chegada do outro.Todos nós perderemos.
Aliás,seria bom trazer um artigo falando dessa “disputa”.

Nunes
Admin
Reply to  Mayck
1 mês atrás

Concordo na questão de disputa acirrada. A luta contra o establishment é grande.