Como a esquerda ajudou o nazismo a assassinar 5 milhões de judeus

O que Mao Tsé Tung, Hitler, Mussolini e Stalin, ditadores de direita e esquerda segundo “intelectuais” progressistas, têm em comum, além de serem socialistas? A resposta é simples: todos eles eram a favor do desarmamento de suas populações para implementar suas políticas totalitárias, as quais, obviamente, encontrariam resistência caso houvessem armas apontadas para si, e isso eles mesmos reconhecem: Mao Tsé Tung, ditador do partido comunista chinês, já dizia: “todo poder político emana do cano de uma arma. O partido comunista deve possuir todas as armas, pois, assim, elas jamais poderão ser usadas contra o partido”. E não para por ai, Hitler também reconheceu o perigo das armas nas mãos “dos inimigos do povo e do estado”, eufemismo para designar todos aqueles que não fossem nazistas, quando em um discurso em 1942, disse: “o erro mais estúpido que poderíamos cometer seria permitir que judeus possuíssem armas”, já reconhecendo os perigos de uma população armada, como a da Suíça, a qual Hitler não invadiu pelo fato de que um povo armado e com uma cultura política de direitos naturais e constitucionais consagrados é muito mais difícil de domar que um povo que tem a cultura coletivista, que acha que o direito emana de um decreto de um burocrata. Neste artigo veremos como a esquerda ajudou o nazismo a desarmar os judeus no 3º Reich e como ela continua pregando a política do desarmamento, ainda que ela fracasse em todos os níveis e traga exatamente os resultados opostos aos esperados.

Primeiro de tudo, é necessário entender o contexto histórico em que a Alemanha se encontrava na época: 1ª guerra mundial, país quebrado, crise econômica e política, fim da monarquia e instauração da República. As leis sobre armas da Alemanha como 2º Reich e República de Weimar, isto é, pré-nazista, eram confusas e subjetivas, nada se podia entender muito sobre elas. O que se sabia de fato era que muitos alemães voltaram da guerra e mantiveram suas armas em casa para defesa pessoal, mesmo com as restrições do Tratado de Versalhes, que limitou a quantidade de armas na Alemanha pelo fato de ter perdido a guerra. Findo o período de guerra, em janeiro de 1919, ao proclamar a República de Weimar, o Sindicato dos Representantes do Povo baixou um decreto que obrigava que todas as armas e munições fossem entregues imediatamente, passou para os estados fixar um prazo e aquele que não entregasse as armas e as munições e fosse pego, estaria sujeito a multa e a 5 anos de prisão. Em março de 1919, um grupo de comunistas chamado “Levante Espartaquista”, munido de armas, atacaram uma delegacia e mataram 5 agentes de polícia, o que fez o ministro da defesa, Gustav Noske, já com a autorização do presidente social democrata Friedrich Ebert, eleito pela assembleia, a baixar um decreto que autorizava o abatimento daqueles que portassem armas de fogo. Juntou-se então o decreto expedido pelo sindicato dos representantes do povo e a proibição de fabricação e armas na Alemanha pelo tratado de Versalhes e o resultado foi um crescente número de milícias clandestinas armadas, algumas até tinham o aval dos militares, dentre elas os Freikorps, milícia que mais tarde se tornaria a SS e a SA, tropas fiéis ao partido nazista.

Tendo em vista o crescimento de milícias, foi criada a lei sobre o desarmamento, em agosto de 1920, que proibia o uso de armas militares, como fuzis, mas nada falava sobre armas com menor potencial ofensivo, como pistolas. Mais tarde, a Suprema Corte da Prússia decidiu que cabia à polícia conceder a licença de posse armas de menor potencial ofensivo aos cidadãos, respeitando a lei que proibia armas pesadas. Em 1928, o decreto expedido pelo Sindicato dos Representantes do Povo de 1919, que obrigava as pessoas a entregarem todas as armas, perdera sua validade, o que fez um tribunal decidir que cidadãos que não entregaram suas armas não cometeram crimes, uma vez que o decreto prescreveu. Entre 1926 e 1928, estados começaram a legislar sobre armas, o que criou uma legislação extremamente complexa, o que levou ao governo federal na Alemanha, do partido esquerdista social democrata (uma espécie de PSDB alemão, porém sem tantos escândalos como o do Brasil, mas com as mesmas políticas intervencionistas), a criar uma lei que valia para todos e revogava todas as outras criadas pelos estados. Tal lei exigia licença para aqueles que queriam comprar e comercializar armas de fogo e munições, limitava o porte de armas para situações e locais específicos, proibia o posse, porte e compra para ciganos, condenados por quaisquer crimes, pessoas sob vigilância policial e pessoas que perderam os direitos civis, obrigando esse grupo de pessoas a entregar suas armas, caso possuíssem. Porém, essa lei tinha um pequeno problema: ela continuava a exigir, em meio a um contexto de formação de ideologias extremistas, como o próprio nazismo e o comunismo, o registro de armas em um arquivo do governo de todos aqueles que as possuíssem. Esse arquivo mais tarde cairia nas mãos de ninguém mais ninguém menos que Hitler e demais autoridades do nazismo, que usaram o para perseguir os “inimigos do povo e do estado”, inclusos judeus e sociais democratas, que mais tarde se arrependeram amargamente de ter criado tal política (válido lembrar que em 2013 a União Europeia cometeu o mesmo erro e hoje sabe quais armas todo cidadão europeu possui).

Em 1933, Hitler é eleito chanceler da Alemanha e fez uma série de emendas à lei de 1928 a fim de desarmar todos os “inimigos do povo e do estado”, o que incluía social democratas, ciganos, comunistas, judeus etc. Como viu que isso seria difícil de fazer, ele e Wilhelm Frick, ministro do interior, decidiram criar outra lei sobre desarmamento no Reich, a lei de Hitler e Frick. Em suma, ela exigia das pessoas comuns, isto é, cidadãos politicamente neutros e apoiadores do partido nazista, uma prova de necessidade para a obtenção de uma arma. Tal prova de não era necessária para membros de elite do partido nazista, como ministros de estado, secretários, assessores, membros da SA, SS e Gestapo, etc. A lei também criava uma licença para vender e montar fábricas de armas e de munições, além de fazer manutenção nelas, que não poderia ser concedida se o dono ou algum funcionário fosse judeu. Também limitou o tipo de armas que poderiam ser vendidas para as pessoas com licenças, e manteve o mesmo grupo de pessoas que não podiam comprar armas da lei de 28. Pelo fato de Hitler não saber se podia contar com uma maioria do povo alemão apoiando o desarmamento de judeus, uma vez que muitos deles lutaram pela Alemanha na Primeira Grande Guerra, eles não estavam, ainda, explicitamente proibidos de terem armas, a não ser que estivessem sob vigilância policial, mas isso em breve mudaria. Além disso, a lei garantia, a qualquer tempo, a revogação do posse de armas de qualquer um que ameaçasse ou parecesse agir contra o estado. O posse ilegal de armas era punido com até 3 anos de prisão e multa e o comércio de armas sem autorização estatal, com prisão por tempo indeterminado.

Mais tarde, em 1938, foi promulgada a lei de Himmler, chefe da SS, que condenava judeus a 20 anos de prisão imediata, sob tutela da Gestapo e sem direito à revisão judicial, se pegos com qualquer tipo de armas, incluindo as brancas. Tal lei foi resultado do assassinato do embaixador nazista Ernst von Rath supostamente pelo judeu Herschel Grynszpan, mas há controvérsias se foi realmente Grynszpan que disparou contra Ernst, ou um próprio nazista com o objetivo de culpar os judeus para justificar uma repressão contra eles. Esse episódio deu origem à “Reichskristallnacht”, ou, em português, “noite dos cristais”, que foi a noite do dia 9 para o dia 10 de novembro de 1938 em que tropas da SA e SS saíram às ruas, por ordens de Hitler, Himmler e Goebbels, e quebraram todas as lojas de judeus, invadiram suas casas em busca de armas, levaram sob custódia homens de 18 a 60 anos para campos de concentração (o que levou a uma superlotação dos campos e justificou posteriormente a construção de Auschwitz) e queimaram suas sinagogas, tudo isso sem a polícia, que sabia do plano, intervir. Posteriormente, Frick editou uma lei que reduzia essa pena devido a uma inimizade com Himmler. A lei de Frick era mais branda: a pena máxima era de 4 anos e garantia ao judeu pego com arma um julgamento, ainda que em um tribunal nazista.

Apesar da investida nazista, ainda havia esperança e ajuda para os judeus, as quais partiam de ações de “arianos” (ao contrário do que se pensa, a maioria na Alemanha nazista não apoiava Hitler, mas todos o temiam) que ajudaram judeus a se esconder e a esconder as armas em suas próprias casas, já que a SS e SA provavelmente não as revistariam. Houve também, em Varsóvia, na Polônia, um evento chamado “levante do gueto”, episódio o qual centenas de judeus mataram, com armas que conseguiram contrabandear e fabricar na medida do possível, mais de mil alemães, o que nos leva a concluir que se todos os judeus tivessem em posse de suas armas no 3º Reich, poderiam ter resistido mais facilmente aos nazistas, uma vez que forças estariam equiparadas, o que era perfeitamente reconhecido por Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, que escreveu em seu diário ao comentar o levante: “[…] isso é o que se esperar de judeus armados”. Houve, ainda, Oskar Schindler, um membro do partido nazista que salvou a vida de mais de 1200 judeus empregando os em suas fábricas de esmalte e munições na República Tcheca e ensinou os a manipular armas para caso houvesse a necessidade de usá-las. Houve também um evento interessante na Inglaterra, onde o governo distribuiu armas doadas pelos EUA para todos os seus cidadãos, judeus e ingleses, para resistir a uma eventual invasão nazista.

A revolução cultural, promovida por governos de esquerda no mundo há décadas, conseguiu fazer com que as pessoas pensem que sua segurança é um direito seu e dever/responsabilidade do estado e não de si mesmo, quando na verdade a segurança é sobretudo um serviço e de responsabilidade do indivíduo em si no primeiro plano, uma vez que as forças do estado não são onipresentes, segundo que, ao pedir a intervenção do governo para resolver um problema que é possível ser resolvido sem a sua intervenção, diminui-se o direito individual e aumenta-se a burocracia e o poder estatal, fazendo com que indivíduos fiquem mais vulneráveis às ações que tentam combater, como no caso do desarmamento, em que não faltam exemplos no mundo da relação aumento de armas X diminuição de crimes e diminuição de armas X aumento de crimes. Então, a pergunta que fica é: “por que a esquerda defende o desarmamento, mesmo ele apresentando resultados antagônicos?”. A resposta é simples: o político, o escritor e o intelectual de esquerda defendem o desarmamento civil para que suas agendas socialistas obtenham êxito e para que ganhem cada vez mais dinheiro com isso (é aquele mantra, socialismo pra vocês, capitalismo para mim). Engana-se quem acha que o socialismo vai vir pela luta armada, como dizia Marx, ele vai vir pela destruição da cultura, como disse Gramsci, e uma das formas de se destruir a cultura é diminuir direitos individuais dos indivíduos e aumentar o poder do estado, isto é, concentrar o poder nas mãos de poucos indivíduos, sob a alegação de que as pessoas que concordam com isso serão protegidas, mesmo que isso não ocorra, pois as forças do estado não são onipresentes, como já dito. Segundo, que o esquerdismo é uma doença mental, que destrói lentamente, nas escolas e universidades, a capacidade do indivíduo de raciocinar logica e matematicamente, através do argumento de autoridade, isto é, professores e “PhDs” no assunto falando que políticas como o desarmamento e socialismo são boas para a população e usando de uma pseudo-inteligência, com palavras gourmetizadas e estatísticas falsas.

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Vinicius Mariano

Formado em ciência da computação, pós graduando em desenvolvimento de software, estudante de direito e economia nas horas vagas, apaixonado por política e ciências sociais. Ex-esquerdista, que deixou essa pseudo-ideologia por respeito à lógica e ao uso racional do cérebro
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