O grande assunto nacional da semana que se encerrou sem dúvida foi a comemoração do Bicentenário da Independência, ocorrido na quarta-feira 7 de setembro. Depois de um hiato de dois anos causado pela pandemia da covid-19, os desfiles cívico-militares voltaram a ser realizados em várias cidades do país. Na capital federal, o Presidente da República Jair Bolsonaro participou dos atos comemorativos e assistiu aos desfiles ao lado de autoridades brasileiras e estrangeiras.

A festa cívica cobriu o país com as cores nacionais e a população foi em massa às ruas para celebrar o Bicentenário e também para jogar por terra todas as narrativas que insistiam em afirmar que haveria um golpe contra a democracia em nossa data nacional.

Como pôde ser visto por qualquer pessoa intelectualmente honesta, os brasileiros que foram às ruas não desejavam que nenhum golpe fosse dado. Os milhões de brasileiros que foram às ruas de forma pacífica deixaram claro ao mundo o anseio por um país onde a Constituição seja respeitada por todos; onde o Estado de Direito não seja subvertido em favor da vontade de alguns; onde as liberdades e garantias individuais grafadas na Constituição não sejam apenas retórica bonita mas sejam de fato respeitadas na prática; onde os interesses da sociedade sejam respeitados por seus representantes eleitos pelo voto direto;  onde a imprensa cumpra com o seu papel e leve às pessoas os fatos como eles ocorreram e distingam notícias de opiniões.

Os brasileiros mostraram a quem quiser ver que o Brasil tem uma vocação pacífica e que o seu povo está longe de ser favorável a práticas autoritárias. Ficou claro que um dos nossos maiores valores é a liberdade, e por ela estamos dispostos a lutar com as armas que forem necessárias.

Apesar da beleza dos atos e da quantidade de pessoas nas ruas, ainda temos que garantir que o país permaneça seguindo na direção correta. Por isso as eleições que ocorrerão em poucos dias serão cruciais para impedir que as coisas fiquem piores do que estão. Nossas liberdades já estão sendo vilipendiadas, a Constituição já está sendo rasgada, o Estado de Direito e o devido processo legal já estão sendo ignorados.

Será que no próximo ano teremos uma festa democrática tão bela quanto a que tivemos neste ano? Teremos ainda liberdade para sair às ruas e celebrar a nossa data nacional portando a nossa bandeira nacional ou seremos obrigados a portar bandeiras vermelhas? Será que mídias independentes, como o portal Vida Destra, ainda estarão no ar e ainda terão liberdade para criticar o que tiver que ser criticado?

Pode parecer um chavão, mas não é nenhum exagero afirmar que o futuro do país depende do resultado destas eleições. Nossas liberdades individuais e até mesmo a independência da nossa nação dependerão do resultado do pleito que se realizará.

Mais do que nunca devemos estar atentos ao processo eleitoral e devemos dar ao nosso voto a importância e o valor devido. Devemos dispensar à análise dos nossos candidatos toda a atenção necessária para que possamos fazer as melhores escolhas.

O futuro depende diretamente das nossas escolhas. Se teremos ou não uma bela festa cívica em 7 de setembro de 2023 dependerá de cada um de nós. E que fique claro, não é pela festa verde e amarela em si mas por aquilo que ela representa: nossa liberdade e nossa identidade como nação soberana.

 

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