Conheça o future-se, a aposta do MEC para alavancar as universidades federais brasileiras

Que a esquerda é contra toda e qualquer medida que possa resolver os problemas do país, ainda mais aqueles problemas os quais tiram proveito, como o sucateamento das universidades públicas, que permite a perpetuação da doutrinação ideológica de esquerda, além de greves, pichações, uso de estudantes que não se formam para militância política, etc. O problema da universidade pública brasileira se agrava ainda mais quando os bons projetos e estudantes são punidos pelos atos dos estudantes socialistas militantes, os quais têm uma mentalidade antimercado e veem a universidade apenas como um centro para formação do que eles chamam de “raciocínio crítico”. Em outras palavras, o “raciocínio crítico” não é a capacidade de um estudante pensar sobre um determinado assunto e chegar a uma conclusão lógica a partir de seu pensamento individual, mas sim a falta de capacidade de o aluno questionar qualquer assunto logicamente e concordar com as ideologias majoritárias de esquerda que estão perpetuadas no ambiente acadêmico. Aquele que, na ótica da esquerda, não tem “raciocínio crítico”, logo é chamado de fascista, bolsominion, machista e outros adjetivos que eles difundem à exaustão para classificar e perseguir o pensamento heterodoxo.

O programa Future-se, no entanto, traz uma abordagem que pode ajudar a mudar esse cenário e fazer com que as universidades que aderirem (ele não é obrigatório, caberá à reitoria aderir ou não ao programa), uma vez que ele visa cumprir uma das metas de governo do Presidente Jair Bolsonaro, que era a de aproximar a universidade e o mercado com o objetivo de que elas tenham outras fontes de financiamento que não sejam apenas os recursos do estado, como é feito nas universidades de Cambridge, Califórnia, etc, em que o Estado participa apenas com, no máximo, 40% do orçamento. Vejamos então o que o Future-se traz de novo para melhorar o ambiente acadêmico e tornar as universidades verdadeiros centros de formação profissional.

O programa começa inovando ao permitir que recursos da Lei Rouanet, que outrora eram usados para eventos inúteis (como shows da Cláudia Leite, Luan Santana, Caetano Veloso e outros artistas que já são consagrados pelo público), para a reforma e manutenção de estruturas das universidades, como museus e bibliotecas. Esse recurso pode parecer pífio ou insignificante, mas para se ter uma ideia, somente em 2018, foram destinados à lei Rouanet 1,43 bilhões de reais para bancar esses eventos inúteis. Com menos de 1/3 desse valor, isto é, 500 milhões, seria possível ter reformado o Museu Nacional, que mais tarde sofreu um incêndio, que corroeu boa parte do patrimônio público brasileiro. Além disso, ainda sobraria verbas, caso a lei rouanet de 2018 tivesse sido destinada a universidades, para renovar o acervo de determinadas bibliotecas, comprar computadores novos para as universidades, etc. Houve acerto do MEC em reconhecer, finalmente, que cultura e educação andam de mãos dadas e nada mais inteligente que destinar verbas da área da cultura para a área da educação, uma vez que a cultura pode ser resolvida mais facilmente pela iniciativa privada. Grande acerto de Abraham Weintraub e sua equipe.

A criação de fundos para o aprimoramento também é outra novidade. O chamado “fundo do governo federal”, contará com um capital de 100 bilhões em ativos de imóveis doados pelo ministério da economia e destina-se ao gerenciamento macro das universidades, todas poderão usar para tocar um determinado projeto, pagar professores, contratar consultorias, etc. O outro fundo é um fundo individual de cada projeto ou universidade, que serão criados com o objetivo de arrecadar recursos para o financiamento de ideias que têm grande potencial de agregar valor. Ambos os fundos estarão também na bolsa de valores e poderão receber doações de quaisquer pessoas e instituições, principalmente as filantrópicas financiadas poro bilionários como Bill Gates, que patrocinou uma máquina norte americana que transforma lixo em água. No âmbito do Brasil, tais financiamentos acontecem principalmente por meio da Fundação Estudar, de Jorge Paulo Lemann.

O projeto busca, ainda, para a internacionalização das universidades, um programa semelhante ao ciência sem fronteiras, mas muito mais bem gerido que o antigo, pois esse consistirá em buscar, ao redor do mundo, financiadores para projetos, principalmente da área de exatas e biológicas, além de buscar parcerias com universidades estrangeiras com o aluno pagando elas com serviços e/ou o governo pagando com dinheiro, por exemplo: um aluno que ganhe 50% de bolsa em uma universidade norte americana para jogar tênis em nome da Universidade terá os outros 50% bancados pelo governo federal brasileiro. Além disso, busca premiar os professores que escreverem artigos em nome da universidade para periódicos internacionais e que atuarem como mentores dos alunos em projetos inovadores e que o mercado tenha interesse em adquirir, o que acaba sendo um incentivo contra as greves que ora ou outra acontecem e prejudicam os estudantes sérios.

A promoção de naming rights também é uma boa do Future-se. Para quem não sabe, a prática chamada naming rights, no âmbito da educação superior brasileira, consiste em uma empresa patrocinar a construção de um campus, um projeto, a compra de um equipamento ou qualquer coisa do tipo para uma universidade e, em troca, ela poder colocar sua marca no campus como patrocinadora. Já há exemplos disso acontecendo: a Vale está ajudando na construção do campus da UniFei Itabira e patrocinando um estudo de viabilidade técnica de utilização do rejeito de flotação de minério de ferro em pavimentos asfálticos. Para isso, a mineradora investiu 3 milhões na compra de um equipamento italiano único no Brasil chamado AsphaltQube, e mais 20 milhões na construção do campus da UniFei. Esse é apenas um exemplo de como iniciativa privada e universidades públicas sem fins lucrativos, mas com fins de promoção e formação do pensamento do indivíduo para trazer soluções que melhorem a vida humana, podem trabalhar juntas em harmonia mais do que perfeita.

Óbvio que Abraham Weintraub sabe que a esquerda tem o toque oposto ao de Midas (para quem não sabe, na mitologia grega, Midas foi um rei o qual transformava em ouro tudo aquilo que tocava com seus dedos), isto é, tudo que a esquerda toca torna-se algo podre. Aconteceu com movimentos sociais como o movimento negro, o movimento LGBT, o feminismo, com a economia, com a cultura (museu nacional, administrado pelo reitor do PC do B da UFRJ) e educação brasileira e tudo aquilo que tocou, o que levou Margaret Thatcher, ex primeira ministra do Reino Unido, a elaborar a famosa frase “grama que a esquerda pisa não cresce nunca mais”, em alusão à facilidade que a esquerda tem em destruir as coisas que administra.  Tendo isso em vista, Abraham e sua equipe tiveram a brilhante ideia de delegar os recursos do Future-se a organização de caráter privado e sem fins lucrativos, são as chamadas Organizações Sociais. Já há hospitais universitários, como o hospital veterinário da USP, que são administrados por organizações sociais e elas têm funcionado até então. A crítica a esse modelo é que com ele pode haver corrupção, mas a corrupção é algo inerente ao estado, logo ela estará presente em todos seus atos. Ainda assim, a corrupção em organizações privadas em conluio com o poder público é menor que a corrupção de um ente público para com o outro.

O future se aparece como uma possível solução para um problema que já é realidade no Brasil desde o governo Lula: a diminuição do orçamento das universidades. É claro que o programa conta com algumas falhas, algumas delas são falta de objetividade em relação à gestão das Organizações Sociais e responsabilidade do estado, além de não cogitar a óbvia solução de cobrar mensalidade de alunos ricos, que têm condições de pagar pelo menos parte de seu estudo (medida essa defendida pelo Banco Mundial como forma de diminuir a desigualdade no Brasil). As falhas desse programa podem ser apontadas em sua consulta pública, neste link. É importante apontá-las, uma vez que a esquerda tem se posicionado contra, não por causa dos furos do programa, mas sim porque acha que a universidade só serve para o tal “raciocínio crítico” dito no começo, quando na verdade esquece que a Universidade é um centro de difusão de conhecimento e o conhecimento é mais um recurso econômico posto à disposição da sociedade para melhorar a sua vida.

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Vinicius Mariano

Formado em ciência da computação, pós graduando em desenvolvimento de software, estudante de direito e economia nas horas vagas, apaixonado por política e ciências sociais. Ex-esquerdista, que deixou essa pseudo-ideologia por respeito à lógica e ao uso racional do cérebro
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