As mulheres sempre tiveram um papel fundamental na história da civilização humana. Uma das histórias mais notáveis é da rainha Ester que, sendo intercessora e obediente a Deus, não temeu perder a própria vida em favor do seu povo. A mulher tem habilidades sociais e emocionais que podem transformar o cenário de toda uma cidade!

Homens e mulheres são diferentes biologicamente, espiritualmente, fisicamente e emocionalmente, mas iguais em importância, dignidade e valor. Homem e mulher compartilham o privilégio de ser a imagem e semelhança de Deus. Nenhuma outra criatura possui este privilégio, e qualquer conduta que oprima, denigra ou diminua, viola os princípios dados pelo Criador para cumprir Seu propósito nesta Terra. Então como tem sido sua relação com o outro?

A violência contra a mulher é real, fruto da decadência e separação humana do seu relacionamento com Deus refletidos de forma de opressão social,  cultural, etc. Humanamente (ou seja, limitado, decaído e já fadado ao fracasso), o feminismo surgiu como resposta para tal enfrentamento. Mais um ato de força e pensamento humano, negando e indo contra os princípios dados pelo Criador, atribuindo tal violência à figura masculina, sua liderança, às crenças religiosas, ao condicionamento social etc. O fato é que o cerne da questão não está no gênero humano (homem), mas no rompimento do elo perfeito que nos unia, ou seja, está no homem e na mulher também.

Quando uma criança nasce, os pais são responsáveis por aquele ser e o nomeiam. Demonstram assim responsabilidade, afinidade e compromisso. Quando Deus presenteou Adão e este exclamou: “Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada ‘mulher’, porquanto do ‘homem’ foi extraída” (Gn. 2:23), tal ação expressa claramente a responsabilidade e compromisso de Adão sobre a mulher.

Quando os primeiros habitantes resolveram transgredir o único alerta dado, e estes tentaram se esconder, o Criador se reportou a quem desobedeceu por primeiro? Não! Ele questionou a quem tinha posto como líder. Portanto, SIM! Todo homem, pai, filho, esposo tem um papel  diante mulher que Deus dá e responderá pelas suas ações.

O homem possui um compromisso, mas tal regência não atribui benesses de superioridade, ao contrário! Homem e mulher não são pólos binários, como branco ou preto mas são sistêmicos, se complementam! Homens não são superiores nem mulheres inferiores, somos diferentes, cumprimos papéis diferentes. Quando o homem e mulher não se ouvem, se desrespeitam, se desprezam, não se valorizam, estão rejeitando os inúmeros ensinamentos de Deus (Gn.1:27). São conceitos tão simples, mas que a pequenez humana não é capaz de compreender!

Para a cultura humana se o homem ou a mulher tem mais conhecimento, se um ganha mais dinheiro do que o outro, se é provido de maior beleza física, então, assim supõem HUMANAMENTE, este é maior ou melhor do que o outro ser!!! Quanta efemeridade! Quanta ignorância! Quanta bestialidade e mediocridade! Quantas violência física, moral, psicológica gerada por seguirem tais concepções equivocadas e, pior, atribuem a culpa ao Criador. Se negam a percorrer o caminho mais difícil como diz meu amigo Dr. Bosco Ladislau: “ O caminho da cabeça ao coração”.

Jung disse, com muita razão, que a “humanidade sofre de uma imensa carência introspectiva”. O trabalho de introspecção é extremamente difícil, pois encontra inúmeras armadilhas. Se recusam a refletir sobre si mesmo e suas ações. Preferem mentir para si mesmo (self-deception), a autojustificação, a atribuição do erro a outrem ou o autocegamento. “A consciência é extremamente frágil; o espírito humano sabe rejeitar o que lhe é desagradável e selecionar o que lhe satisfaz. A memória e o esquecimento seletivos são também operadores de ilusão”, diz o pensador Edgar Morin.

Portanto, diante de toda essa complexidade, a mulher cristã, emerge com o seu poder de influência social, formadora de opinião, patriota, defendendo os valores, a família, a fé. Guerreira, ela trabalha, é detalhista, diligente, sábia, solidária, estuda, firma laços de receptividade que estimulam a geração de vida. Ela sabe que o homem não cumprirá o propósito dado por Deus para a humanidade sem o seu auxílio.

A mulher cristã na política é imprescindível porque ela SENTE, VIVENCIA, SOFRE e possui HABILIDADES distintas que o homem não possui, porque não faz parte da natureza que Deus preparou pra ele, sendo tais habilidades fundamentais para a fundação de uma sociedade mais próxima do Primeiro plano, mais justa, equilibrada, sendo importante notar que somente quando vir Aquele que é perfeito é que a humanidade será plena novamente.

Entendendo isso, a mulher cristã é feminina, defende o design divino dado por Deus. Defende a vida, a maternidade, a sua carreira profissional, não corrobora com assédio, preconceitos, nem violência contra as mulheres porque isso é contrariar o próprio Criador. Logo, empenha-se em romper com pensamentos distorcidos.

As mulheres são a maioria da população brasileira, mas são a minoria nos espaços de poder principalmente em cargos eletivos. Dessa maneira, é importante frisar que a mulher cristã não advoga pela guerra de sexos, mas, sim, pela conquista do espaço feminino na política, pela valorização da qualidade feminina na gestão dos bens públicos.

A própria mulher precisa romper, superar o preconceito e acreditar mais na própria mulher, apoiando mulheres virtuosas, altamente capacitadas, competentes, sendo capaz de dar equilíbrio ao cenário político brasileiro. A mulher precisa, além da união, reconquistar o espaço conservador da mulher na tutela de pautas próprias, que não a excluam (como as feministas fazem), mas que combatam o bom combate, cujo propósito nos é dado por Aquele que não muda, que não pisca e que nos ama.

Fabiane Araújo
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Deise Maria Di Lascio Pestana
Deise Maria Di Lascio Pestana
5 meses atrás

Que maravilha tê-la conosco. Tenho certeza que vamos aprender muito.Obrigada!É bom, que se toque sempre nesse assunto,para que a mulher saiba da sua importância em todos os setores.

William P
William P
5 meses atrás

WC ???: A própria mulher precisa romper, superar o preconceito e acreditar mais na própria mulher, apoiando mulheres virtuosas, altamente capacitadas, competentes, sendo capaz de dar equilíbrio ao cenário político brasileiro.??

WC ???: Muito bom espero que as mulheres cristã possam ouvir o chamado para esse contexto.

Anderson Rodrigues leite
Anderson Rodrigues leite
5 meses atrás

Muito bom ter mulheres como voce com tanto conhecimento e servir de inspiração para as outras…o lugar da mulher é onde ela quiser…PARABÉNS