Sleeping Giants, ou, em português brasileiro, “Gigantes Adormecidos” é um movimento que começou nos Estados Unidos em 2016 com o esquerdista bilionário Matt Rivitz e tinha por objetivo “tornar o fanatismo e o sexismo menos lucrativos”. O método deles é simples: um perfil no Twitter com milhares de seguidores posta tweets marcando empresas e avisando que seus anúncios estão aparecendo em sites conservadores e “pede” para que os anúncios, que são veiculados automaticamente através de plataformas como o Google Adsense, sejam retirados do site sob pena de eles espalharem para todos os clientes que aquela empresa apoia um site que faz discurso de ódio, propaga fake news ou outra coisa do tipo, o que levará aos clientes a boicotar os produtos. A empresa entende isso como uma ameaça e faz o que é economicamente mais barato: cede e remove o anúncio. No Brasil não foi muito diferente: o perfil brasileiro do Sleeping Giants apareceu em 17 de maio, teve o apoio de Felipe Neto, Luciano Huck, Gregório Duvivier e já conta com mais de 250 mil seguidores, além de diversas empresas ameaçadas, como Dell, Fiat, Mercado Livre, que responderam ao perfil, dizendo que vão retirar seus anúncios do site Jornal da Cidade Online, a vítima da vez. A ideia aqui não é descobrir se o Jornal da Cidade Online posta ou não fake news, mas sim dissertar sobre essa estratégia da esquerda, que é uma ameaça à liberdade de expressão.

Friedrich Hayek, um dos economistas responsáveis por construir a síntese argumentativa que destruiu as ideias socialistas no século passado, dizia que “Quando todas as fontes de informação estão submetidas a um controle único, já não se tem apenas uma situação em que se tenta persuadir o povo disso ou daquilo, mas sim de controlá-lo”. O que o Sleeping Giants faz não é uma cruzada contra as fake News, mas sim contra sites de direita e conservadores, com afinidades pró Trump, Bolsonaro, Boris Jhonson e etc. Quer a prova? Veja se esse movimento irá questionar sites ligados ao PSOL que disseram que Cuba tinha descoberto a vacina para o coronavírus, ou se ele irá questionar o site Metrópoles, que publicou texto dizendo que o General Heleno circulava em seu prédio mesmo infectado com coronavírus, algo que Heleno desmentiu, ou o próprio The Intercept, quando disse que o aplicativo “Bolsonaro App” espionava fotos, cartão de memória e localização ou, claro, será que vão bater na Folha de São Paulo, que disse, sem apresentar nenhuma prova, em matéria da jornalista Patrícia Campos Mello, em 2018, poucos dias antes do segundo turno das eleições, que o até então candidato Jair Bolsonaro praticava caixa 2. A resposta nós já sabemos: não vão, pelo simples fato de que a esquerda não tem o menor interesse em combater as fake news, mas sim de ter o monopólio delas para que usem conforme o seu bel-prazer, como fora feito em 2018, com o caixa 2 de Bolsonaro que a Folha não provou até agora.

Não é de hoje que a esquerda tenta censurar a direita, essa história começa em 2016, quando Donald Trump começa sua campanha. Tal como nos Brasil, a mídia dos EUA é majoritariamente de esquerda e o povo majoritariamente conservador, o que criou um vácuo no oligopólio da comunicação dominado por empresas como CNN e NSBC: os conservadores procuravam algo que ia além da demonização que a mídia tradicional fazia com Trump e com a santificação que fazia com Hilary Clinton, então, para atender essa demanda, começaram a surgir os pequenos canais no YouTube e sites como Paul Joseph Watson e The Righting, que foram ganhando cada vez mais audiência de pessoas de direita pró Trump. Como a esquerda viu que estava perdendo audiência, começou diversas ações para derrubar tais veículos em todas as redes sociais, pois eles faziam “discurso de ódio”. Mas o que vem a ser discurso de ódio? Ninguém sabe, esse termo foi cunhado após Trump fazer seus discursos politicamente incorretos e hoje ele pode ser definido como tudo aquilo que a esquerda não gosta que você fale. Logo, chamar uma pessoa que está acima do peso de gorda é discurso de ódio? Sim. Fazer discursos pró nazismo é discurso de ódio? Também. Perceba que não há senso de proporcionalidade para definir o que é discurso de ódio, o que é um problema, pois equipara fazer uma piada com gordos com fazer alusão a um movimento racista e assassino. Mas se por um lado ninguém sabia objetivamente o que era discurso de ódio, as grandes empresas de tecnologia que administram as redes sociais, como Facebook, Google e Twitter, tem usado esse argumento para banir perfis conservadores e impedir de difundir tais ideias. A essa altura, sequer deve haver dúvida de que essa perseguição existe de fato, mas nunca é tarde lembrar alguns exemplos que ocorreram: em 2019, a jornalista Megan Murphy foi banida do Twitter após chamar o travesti não operador Jessica Yaniv pelo pronome “o”. O Twitter considerou tal atitude um ato de “missgender”, que é quando você usa o pronome errado para se referir a uma pessoa. um detalhe que deve ser mencionado: Jessica Yaniv tem pênis e queria fazer depilação em uma clínica feminina. Em 2019 ocorreram as eleições para o parlamento Europeu e no Twitter 33 contas de candidatos aos cargos foram suspensas. Dessas, 32 eram de candidatos de direita e apenas uma não. Em 2016, o Projeto Veritas reuniu um grupo de garotas bonitas e foi a um bar atrás de um engenheiro do Twitter. Com tudo arquitetado, as garotas começaram a dar em cima do engenheiro e ele confessou como a empresa faz para banir perfis de direita, pois nas palavras do engenheiro: “quando vemos coisas relacionadas a Trump, a Deus, damos ban, pois isso só pode ser robô da Rússia”. Esses são apenas alguns casos, muita gente já sentiu na pele o que é ter milhares de seguidores e ser banido pelo Twitter sem motivos plausíveis.

Como conquistamos espaço nas redes e passamos a enfrentar esse problema de perseguição das próprias empresas de tecnologia e de perfis como o do Sleeping Giants, surge a pergunta: o que fazer? Bem, as respostas são várias, e são animadoras, vamos lá: o primeiro passo é divulgar o máximo as ações do Sleeping Giants, pois muitas dessas empresas têm clientes majoritariamente conservadores que não sabem que elas estão cedendo a narrativas esquerdistas pró censura. Para isso, foi criado os perfis Waking Giants e Gigantes Não Dormem, então siga os e divulgue as denúncias que eles fazem, marcando as empresas e cobrando delas, afinal, nós somos os clientes e no mercado somos nós que mandamos. Outra estratégia que devemos começar a pensar é considerar deixar o Twitter e migrar para uma plataforma como a rede social GAB, onde não há censura e a liberdade de expressão é 100% livre, além de se parecer muito tanto com o Twitter quanto com o Facebook, o que a torna mais fácil de usar. E uma terceira ideia é começar a adotar o bitcoin. Mas o que é isso? Basicamente, bitcoin é uma moeda digital que foi criada em 2009 e circula desde então. Ela não é emitida por nenhum governo, logo, o Estado não tem controle sobre ela, o que é vantajoso, pois, desta forma, o bitcoin nunca sofre com a inflação, apenas com a deflação, isto é, ele vale cada vez mais. Para se ter ideia, quando ele foi criado valia centavos. Hoje, dia 24 de maio de 2020, ele vale 50 mil reais e vai continuar se valorizando cada vez mais por ser superior a qualquer moeda estatal. Mas por que adotar o bitcoin? Muitas doações a sites de direita são feitas através do serviço “Apoia-se”, que permite que pessoas possam doar para outras via cartão de crédito, débito e boleto (isto é, doar com a moeda real), mas essa plataforma também foi cobrada pelo Sleeping Giants e suspendeu temporariamente o serviço no site Jornal da Cidade Online. Com o bitcoin, isso seria simplesmente impossível, pois a única coisa que o dono do site precisaria fazer é deixar o código da sua carteira de bitcoin na página do seu site e quem tivesse poderia doar. Uma vez que você tenha recebido a doação, você pode trocar bitcoin por reais em qualquer casa de câmbio online. No entanto, o bitcoin é uma tecnologia muito pouco conhecida ainda, então logo farei artigos e talvez vídeos explicando o que ele é, como usar e por que ele é importante na guerra cultural.

Pois bem, é fato que há censura nas redes sociais, mas elas não conseguirão nos derrubar, pois de um lado está o oligopólio da tecnologia (Twitter, Google, Facebook etc), o oligopólio do jornalismo (Folha, Estadão, CNN etc) e a esquerda poderosa que tem forte influência nesses meios. Do outro, estamos nós, com um perfil no Twitter com alguns seguidores e sites que têm menos acesso que a Folha de SP, mas que têm servido para levar informações que elegeram líderes como Bolsonaro e Trump, coisa que a mídia tradicional não faz, apenas mostra os pontos negativos e ainda completamente enviesados, o que manipula o pensamento das pessoas, tornando as controladas pelos oligopólios da comunicação. Isso nos leva a concluir que o que fez a direita se fortalecer foi a informação descentralizada, isto é, hoje, com as redes sociais, ainda que limitadas, como o Twitter, que vive nos caçando, temos acesso a informações que contestam o que a mídia diz e conseguimos provar que ela está errada. Agora o que precisamos fazer, todos nós, do Presidente ao militante, é adotar essas estratégias, de mudar para plataformas livres como o GAB, onde não seremos censurados, utilizarmos bitcoin para amenizarmos os problemas com o Sleeping Giants e cobrar as empresas que eles estão pressionando, pois como muitas têm aderido a esse movimento, as poucas do setor que não aderirem vão ganhar prestígio no meio conservador e terão seus produtos mais consumidos, ao passo que as outras serão boicotadas por terem nos boicotado.

Vinicius Mariano
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Nunes
Admin
1 mês atrás

Começamos a semana com ótimas informações.
Eles tentarão, mas não irão nos calar.

Andre Bom - O BRASIL não pode parar!
1 mês atrás

Ótima análise, muito esclarecedora! Eu apenas reforçaria a sugestão de ação que todos nós podemos fazer. Não devemos nos limitar apenas a cobrar das empresas, devemos efetivamente interromper o consumo de seus bens e serviços até que revejam a posição e divulgar isso, divulgar também que estas empresas estão sendo parciais e contra os conservadores, que acatam fake news como se fossem verdade supostamente a fim de combater fake news! Devemos ainda acessar o site dessas empresas e deixar comentários nas mesmas linhas onde for possível, inclusive no SAC e em reviews de produtos e serviços.

Marcia Regina Pinto
Marcia Regina Pinto

Gostei da ideia, André, precisamos agir já

Maria Angela
Maria Angela
1 mês atrás

Perfeito.

Marcia Regina Pinto
Marcia Regina Pinto
1 mês atrás

MUITO explicativo, teremos que tomar medidas urgentes para bloquear esse movimento!!!