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Declarações de executivo da mídia conservadora sobre as 3 grandes mentiras de Mar-a-Lago ‘deixam em pânico’ o Departamento de Justiça

 

 

Garland, como qualquer bom advogado, sabia exatamente o que estava dizendo e sabia exatamente o quanto estava disfarçando a verdade…

 

Fonte: The Western Journal

Título original: Conservative Media Executive Nails ‘Panicking’ DOJ on 3 Big Mar-a-Lago Lies

Link para o artigo original: aqui!

Publicado em 16 de agosto de 2022

 

Autor: Joe Saunders

 

Uma semana e um dia após a operação do FBI na residência do ex-Presidente Donald Trump, no sul da Flórida, o público americano ainda nada sabe sobre muito do que está acontecendo em seu próprio governo.

Mas uma coisa ficou evidente desde o início e, dia após dia, fica cada vez mais clara:

A verdade sobre a missão em Mar-a-Lago não está vindo do Departamento de Justiça do Presidente Joe Biden – nem do Procurador Geral, Merrick Garland.

Em uma postagem no Twitter, publicada na segunda-feira, Sean Davis, CEO e cofundador do Federalist, delineou três maneiras que Garland e seu Departamento de Justiça, com a cooperação bajuladora da mídia mainstream, vêm usando para ludibriar ativamente as pessoas às quais deveriam servir.

É um quadro bem feio.

“O Departamento de Justiça está em pânico”, escreveu Davis. “Primeiro, Garland alegou que o mandado tinha alcance limitado. Era mentira. Então, Garland alegou que o Departamento de Justiça só se pronunciaria nos autos do processo. Era mentira, como comprovam os vazamentos. O Departamento de Justiça alegou que a operação policial era URGENTE! Mais uma mentira, pois Garland alardeou [o assunto] com semanas de antecedência.”

 

[N.T.: Observe o comentário de Rebecca Ballhaus: ‘Garland analisou por semanas se aprovaria ou não o pedido para um mandado de busca e apreensão em Mar-a-Lago, dizem fontes’.]

O argumento é brutal, mas também verdadeiro.

Os propagandistas da mídia progressista podiam ter contestado parte da verborragia. Em sua declaração minuciosa e robótica à mídia jornalística, na quinta-feira, Garland não disse efetivamente que a busca na residência de Trump tinha abrangência “limitada”; ele simplesmente deixou implícito, e de uma forma que qualquer americano sensato entenderia que ele estava dizendo exatamente isto.

“Sempre que possível, é prática padrão utilizar meios menos intrusivos como alternativa a uma busca e apreensão, além de restringir o escopo de qualquer busca que se tenha realizado”, disse o procurador geral ao seu país, sem nenhuma hesitação na voz.

Mas não havia nada de “limitado” na operação do FBI que envolveu a participação de aproximadamente 30 agentes e pessoal de apoio e durou cerca de 10 horas. No National Review – website conservador com uma história bem documentada como ninho de ultrajantes NeverTrumpers [N.T.: algo como ‘Trump, jamais”] – o ex-procurador federal Andrew McCarthy detonou o mandado de busca e apreensão [qualificando-o] como um instrumento flagrantemente politizado, a fim de buscar evidências para vincular Trump à incursão no Capitólio, em 6 de janeiro de 2021.

“Esse mandado de busca e apreensão foi uma licença para uma expedição de pesca. Em um oceano”, escreveu McCarthy.

Garland, como qualquer bom advogado, sabia exatamente o que estava dizendo e sabia exatamente o quanto estava disfarçando a verdade, portanto, ele sabia exatamente o que fazia naquele momento de desprezo por seus compatriotas, e que foi televisionado nacionalmente.

Ele também é um ex-juiz federal que foi impedido de se tornar membro vitalício da Suprema Corte – por graça de Deus e devido à coragem e perspicácia do líder Republicano no Senado, Mitch McConnell.

(Muitos apoiadores de Trump não gostam de McConnell, por razões compreensíveis. Este é um país livre. Porém, a decência e a honestidade intelectual exigem, de qualquer conservador, o reconhecimento de que o homem que afastou Garland da Suprema Corte e manteve vago o cargo até que Trump pudesse vencer as eleições presidenciais, esse homem merece a gratidão de gerações de americanos – atuais e futuras –, considerando o melhor momento da Suprema Corte nos últimos 50 anos. Todos temos um papel a desempenhar.)

A próxima “mentira” de Garland, como observa Davis, foi sua alegação de que o Departamento de Justiça se pronunciaria “somente nos autos” da Corte.

Certo. É por isso que o procurador geral mal tinha acabado de falar e fontes, quase certamente dentro do seu departamento – e talvez até dentro do seu próprio gabinete – já começavam a vazar para todos os seus suspeitos habituais o quão horrível era aquela casa em Mar-a-Lago. O Washington Post deve ter pontuado para seu próximo Pulitzer em prostituição jornalística com o furo de reportagem de que a busca envolveu “documentos relacionados a armas nucleares”.

O [Washington] Post não disse qual tipo de documentos, qual tipo de “armas nucleares” ou como uma coisa estaria relacionada à outra – apenas fomentou o espectro de traidor para um ex-presidente dos Estados Unidos que, além de não confiável, tinha informações que podiam literalmente ameaçar a existência de seu país.

A operação policial em Mar-a-Lago foi conduzida por uma agência do Departamento de Justiça – o FBI – em nome do Departamento de Justiça, em uma operação que Garland, o chefe do Departamento de Justiça, admitiu ter aprovado pessoalmente.

Então, qual departamento está vazando informações provocativas para o [Washington] Post sobre os achados da operação policial? Habitação e Desenvolvimento Urbano?

A “mentira” final é, outra vez, a pretensa urgência da operação. O que exatamente havia na segunda-feira, dia 8 de agosto, que tornou esse dia o momento decisivo para o FBI ir até Palm Beach com um pelotão especial, armado até os dentes?

Sem dúvida, foi a informação sobre armas nucleares que algum lacaio do HUD* vazou para o [Washington] Post, afinal, quem não quer que o governo aja rapidamente em face de ameaças à existência?

*[N.T.: Monitor de Alertas ou HUD (sigla em inglês), instrumento inicialmente desenvolvido para uso em aeronaves.]

E mais, de acordo com o Wall Street Journal (que talvez tenha uma fonte no … Departamento de Agricultura?), Garland “analisou durante semanas” se aprovaria ou não um mandado de busca e apreensão na residência de Mar-a-Lago.

Quer dizer que o procurador geral se envolveu em uma agonia a la Hamlet porque “documentos relacionados a armas nucleares” eram uma ameaça direta às vidas dos americanos? Nem mesmo os Democratas progressistas acreditam nisso.

Não há dúvida; foi só coincidência o mandado ter sido solicitado e a operação, realizada, enquanto a família Biden, incluindo o enfant terrible Hunter Biden, estava fora da Capital, em férias.

Se é assim que Merrick Garland prefere tratar seus concidadãos, não é de admirar que estejam se intensificando as suspeitas e a desconfiança em seu departamento – já amplamente disseminadas por causa de seu papel no embuste [conhecido como] “conluio com a Rússia”, que atormentou os primeiros anos da presidência de Trump.

O fato de o Departamento de Justiça estar, atualmente, tentando manter em segredo o depoimento juramentado que baseou o mandado de busca e apreensão, além de estar ameaçando editá-lo ao ponto do ininteligível, caso seja obrigado a liberá-lo, só corroerá ainda mais o essencial senso de confiança entre o povo americano e seu governo.

Considerando como estão as coisas neste primeiro quarto de século 21, não há muito espaço para essa corrosão.

E como deixam claro algumas respostas à postagem de Davis [no Twitter], o senso de confiança, sob a administração Biden, já está perigosamente baixo.

Neste ponto, não é de surpreender que as administrações Democratas estejam mais do que dispostas a usar seu poder nas agências federais. A escandalosa politização do Departamento de Justiça, sob o procurador geral da administração Obama, Eric Holder, nunca teve a atenção que merecia.

A infame instrumentalização da Receita Federal promovida pela Casa Branca de Barack Obama, a fim de silenciar grupos conservadores que lideravam as eleições de 2012, foi ignorada pelos propagandistas dos Democratas na mídia mainstream à época, e essa tolerância com a fraude Democrata só piorou.

Mas um procurador geral dos Estados Unidos se colocar frente ao público americano para propagar omissões deliberadas, declarações deliberadamente enganosas – em outras palavras, mentiras – isto é um novo patamar de baixeza.

O povo americano merece mais do que isso.

Com sorte, a partir das eleições de midterm em novembro, que devolverá aos Republicanos o poder no Capitólio, eles comecem a se dar conta disso.

 

*Joe Saunders tem mais de 30 anos de experiência como repórter, revisor e editor em redações jornalísticas da Pensilvânia, West Virginia e Flórida. Ele está na Liftable Media desde 2015.

 

 

Traduzido por Telma Regina Matheus, para Vida Destra, 20/08/2022.                                  Faça uma cotação e contrate meus trabalhos através do e-mail  [email protected] ou Twitter @TRMatheus

 

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