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Divina misericórdia: como este obstetra e ginecologista saiu do estágio de matar bebês para o de salvá-los

 

 

‘Era uma coisa psicótica. Em uma sala, eu tentava salvar uma criança porque a mãe a queria. Em outra, eu tinha que me livrar de uma criança que a mulher, a mãe, não queria.’

 

Fonte: The Federalist

Título original: Divine Mercy: How This OB/GYN Went From Killing Babies To Saving Them

Link para a matéria original: aqui!

Publicado em 13 de julho de 2022

 

Autora: Jordan Boyd

 

O Dr. John Bruchalski é um médico obstetra e ginecologista que, em Fairfax, Virgínia, cuida de mulheres e crianças, e esta foi sua motivação para, após passar por uma radical transformação e trilhar o caminho até a convicção, desistir de matar bebês no ventre de suas mães e se dedicar a salvá-los. Desde que abriu sua clínica de afirmação da vida, há mais de 25 anos, Bruchalski salvou a vida de centenas de bebês.

Apesar de anos de trabalho na área médica, e fomentando a medicina pró-vida, Bruchalski nem sempre foi um médico defensor da vida. No período de residência médica, Bruchalski desmembrou bebês no útero em pleno terceiro trimestre de gestação.

Misericórdia equivocada

Bruchalski cresceu em uma família polonesa “muito devota” e frequentou a escola católica, portanto, ser pró-vida não lhe era algo estranho. Ele ainda se lembra do pai, um professor de educação cívica, lamentando o dia em que a Suprema Corte descobriu um assim chamado direito ao aborto na 14ª Emenda, por meio do caso Roe vs. Wade.

“Ele ficou simplesmente inconsolável, porque ele realmente acreditava que éramos uma cidade na colina, e então eles legalizaram algo que era tão evidentemente injusto e cruel”, Bruchalski contou ao Federalist, narrando que sua família rezava regularmente pela “queda do aborto”.

Quando Bruchalski foi para a faculdade, sua perspectiva mudou. Ele se viu rodeado por colegas mulheres que lhe diziam que, se quisesse praticar a medicina, ele precisava mostrar que se importava com os pacientes e suas decisões.

“Ideologicamente, eu pensava que era pró-aborto, porque não tinha embasamento ou formação. Minha formação e base estavam em uma ética situacional relativizada”, disse Bruchalski. “Nunca havia pensado em termos de ‘mulheres precisam do direito de abortar bebês’. Eu simplesmente pensava que, se queria ser um bom médico, eu tinha que [apoiar isso]”.

Bruchalski sabia que queria ajudar as pessoas, mas, por fim, abandonou o estudo da medicina familiar e optou por se tornar obstetra e ginecologista. Foi durante sua residência que, pela primeira vez, vivenciou seu primeiro embate com práticas médicas questionáveis.

“Como obstetra e ginecologista, você receita contraceptivos para pessoas de 12 a 50 anos de idade. E, então, você as submete a tratamentos hormonais dos 50 aos 80 anos. E você as libera [dessas terapias] somente quando elas querem ter filhos. E você não se preocupa com todas as questões sociais envolvidas, porque as mulheres se tornam pacientes autônomas, sendo que, naquela época, esta era a base da bioética e da medicina. O Juramento de Hipócrates era, de alguma forma, combatido, repelido e negado. Então, acabei fazendo todo tipo de coisas. Todos têm direito a suas próprias crenças por causa da autonomia do paciente, e eu era apenas uma máquina de venda automática. Eu tinha que fornecer o que eles reivindicavam com base na justiça, na beneficência, na não-maleficência.”

Um duplo padrão alarmante

Parte do trabalho [de Bruchalski] incluía fazer abortos, às vezes, em bebês que, no útero, estavam diagnosticados com doenças graves.

“Quando fiz minha residência, comecei a fazer abortos em gestações de primeiro trimestre, de segundo e inclusive de terceiro trimestre, principalmente devido a doenças ou ameaças de doença”, disse Bruchalski.

Outros abortos foram realizados porque as mães estavam apavoradas. Bruchalski lembrou de uma vez que lhe pediram para abortar um nascituro com base no medo de uma mulher solteira que temia que seu filho pudesse ser 1 entre 10.000 crianças que nasciam com a Síndrome de Down.

“Assim, eu retirei uma criança de 19 semanas, com 500 gramas de peso, que não tinha Síndrome de Down”, contou Bruchalski.

Após dois anos de abortos, Bruchalski começou a se questionar se os “cuidados médicos” que estava oferecendo eram realmente os cuidados misericordiosos e de cura que ele acreditava que mulheres e bebês mereciam.

“Era uma coisa psicótica. Em uma sala, eu tentava salvar uma criança porque a mãe a queria. Em outra, eu tinha que me livrar de uma criança que a mulher, a mãe, não queria”, disse ele.

Bruchalski começou a sentir que faltava alguma coisa científica e espiritual na maneira como estava praticando a medicina. Depois que mais dados sobre o aborto finalmente começaram a vir à tona, Bruchalski percebeu que “o aborto não era algo tão bom como [ele] pensara que fosse”.

“Essa foi minha introdução aos mitos e à desinformação [sobre o aborto], lá nos anos 1980”, afirmou.

Contudo, o verdadeiro ponto de virada – em sua decisão de se tornar um médico pró-vida – surgiu depois que um de seus colegas, um neonatologista que trabalhava na UTI neonatal, gentilmente, mas de modo direto, ressaltou que ele [Bruchalski] estava tratando nascituros como se fossem tumores. Bruchalski contou que este colega fora a primeira pessoa a desafiá-lo a pensar sobre o aborto e sobre quando a vida começa.

Àquela época, Bruchalski já tinha começado a fazer plantões noturnos em um centro de assistência a gestantes, em Virginia Beach. Foi lá que percebeu que havia muito mais a fazer por mulheres e bebês do que ele fazia durante os dias de sua residência.

“Na minha residência, eu já fazia coisas do tipo planejamento familiar, então, eu queria ver como era o outro lado. Fui educado como cristão”, disse Bruchalski. “Eles amavam essas mulheres. Eles as encontravam. Eles forneciam respostas para os motivos que levavam a mulher a se sentir coagida. Não havia nenhum proselitismo, per se. Havia somente algo mais profundo. Foi assim que interpretei. E eles estavam proporcionando um excelente aconselhamento médico”.

Não demorou muito para que Bruchalski percebesse que o aborto não era pré-requisito para uma assistência médica de excelência. E foi quando nasceu sua ideia de abrir uma clínica de afirmação da vida.

Muito mais do que ciência

A [Clínica] de Obstetrícia e Ginecologia Tepeyac, do obstetra e ginecologista Bruchalski, nasceu da convicção do médico de que “minha moralidade, minha bioética, se baseia na dignidade humana”.

Segundo Bruchalski, os médicos e a equipe da Tepeyac se sentem com o mesmo dever que ele, e estão equipados com unidade neonatal, centros cirúrgicos e outros recursos projetados para “tratar todas as pacientes como pessoas sagradas em corpo, alma e espírito”.

“Integramos a família ao tratamento de nossas pacientes, porque um depende do outro, e isso é sadio para a sociedade”, declara o website. “Cooperamos com a fertilidade porque é uma função natural e saudável, e não uma doença a ser reprimida. Crianças são dádivas e, portanto, fontes de alegria. Apoiamos suas crianças em sua dignidade como templos do Espírito Santo, incentivando oportunidades saudáveis para o crescimento físico, emocional e espiritual. Damos as boas-vindas a todas as pacientes, incluindo as desassistidas física, emocional, espiritual ou financeiramente”.

Bruchalski também fundou a Divine Mercy Care, uma organização que angaria recursos para as práticas médicas de afirmação da vida, como a dele, e para os centros de assistência a gestantes que sabem que a medicina que lida com “o corpo, a alma e o espírito” é mais do que um negócio e uma ciência.

“A medicina é um ato de misericórdia, mas o mundo diz e a medicina diz que misericórdia é, na realidade, matar misericordiosamente”, afirmou Bruchalski. “… Nunca colocamos uma mãe contra seu bebê”.

Desde novembro, uma doença autoimune provoca dores crônicas no braço direito de Bruchalski, o que o obrigou a se afastar do seu trabalho com pacientes e das cirurgias. Mesmo com esse revés, Bruchalski não crê que seu trabalho esteja concluído. Como presidente do Divine Mercy Care, Bruchalski ainda promove, sempre que uma chance aparece, os cuidados com a afirmação da vida, e encoraja uma nova geração de médicos pró-vida, [médicos] que não escolham fazer abortos em vez de salvar vidas.

“Quero construir pontes e realmente quero incentivar a próxima geração; lembrem-se de todas as ameaças que vêm de nossas faculdades de obstetrícia e ginecologia – ‘Oh! Você não obterá sua licença se não se alinhar ao aborto’. Essa questão do aborto é o novo vírus. Se não entrar na linha partidária, você será punido”, afirmou Bruchalski.

 

*Jordan Boyd é redatora efetiva no Federalist e coprodutora do programa The Federalist Radio Hour. Seu trabalho também é propagado no Daily Wire e na Fox News. Jordan graduou-se na Baylor University em jornalismo, com pós-graduação em ciências políticas.

 

 

Traduzido por Telma Regina Matheus, para Vida Destra, 16/07/2022.                                  Faça uma cotação e contrate meus trabalhos através do e-mail  [email protected] ou Twitter @TRMatheus

 

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