Quem está nas redes sociais há um tempo, se lembra que, em meados de 2016, quem falava que havia censura nas redes sociais contra pessoas com pensamento mais à direita era taxado como “teórico da conspiração”. Tal acusação de teoria conspiratória sequer fazia sentido, visto que não é novidade nenhuma que o Vale do Silício, região da Califórnia onde ficam as chamadas Big Techs – as grandes empresas de tecnologia donas das redes sociais –, possui uma forte influência de esquerda vinda dos próprios bilionários que comandam essas empresas. Para quem é de esquerda, se diz antissistema capitalista e adora criticar o “pobre de direita”, fica aí um ponto para a reflexão, se a hipocrisia do pobre é de fato ser de direita.

De qualquer forma, o ponto é que a censura ao pensamento de direita realmente existe e já está mais que comprovada, já que no Brasil temos visto a perseguição que o Judiciário tem promovido a jornalistas, parlamentares, ativistas políticos, cantores, presidente de partido e outros grupos que já foram alvo de um inquérito inconstitucional aberto na Suprema Corte. Pegue o exemplo da ativista Sara Winter: Sara, como ativista contra o aborto, há uns meses tentou impedir que tal procedimento ocorresse em uma menina de 10 anos que havia sido estuprada e, para isso, divulgou o hospital que a menina estava. A lei brasileira autoriza o aborto nesses casos e Sara expôs uma criança que já havia sido vítima de violência a outra possível violência com a divulgação desses dados. No entanto, Sara não foi punida por isso, contudo, bastou ela falar contra o ministro Alexandre de Moraes que foi alvo do inquérito inconstitucional e até presa, o que mostra como o STF utiliza a censura para hierarquizar a vida na sociedade.

Se a censura existe, temos que aprender a lidar com ela, de modo a não eliminá-la definitivamente, mas sim utilizá-la a nosso favor, como a esquerda faz hoje.

É fato que atualmente os únicos alvos de censura são as pessoas com pensamento de direita, o que presume que há um grupo que se incomoda com as ideias desse lado da política e por isso deseja calá-la, logo, o pensamento de direita representa uma ameaça, visto que a informação é a maior arma de poder que existe no mundo, e hoje ela se tornou ainda mais poderosa com as redes sociais, que permitem que a informação seja distribuída a uma velocidade nunca antes vista na história da humanidade. Desta forma, esta é a primeira maneira de combater a censura: divulgue informações. Hoje temos Telegram, Twitter, Facebook, WhatsApp e uma infinidade de meios que há 50 anos não imaginávamos que teríamos, logo, por mais que haja problemas de censura com uma plataforma, temos outras, inclusive as menores, como o GAB e Rumble, que merecem nossa atenção por não fazerem parte das Big Techs poderosas.

A segunda forma de lidar com esse problema é utilizando o bitcoin: recentemente, vimos o Tribunal Superior Eleitoral proibindo uma vaquinha que seria utilizada numa manifestação. Moraes pode fazer isso porque toda a estrutura bancária está submetida ao Banco Central e consequentemente ao Estado, desta forma, um ministro do Supremo pode fazer o que quiser com a minha e com a sua conta. Contudo, se fizéssemos essa vaquinha através de bitcoin, uma moeda virtual descentralizada e impossível do estado controlar, imporíamos uma humilhação suprema a Moraes, dado que não há nada pior para um tirano do que tirarmos dele os meios que outrora ele utilizava para nos oprimir.

O terceiro ponto estaria relacionado com a criação de redes de direita, como o Movimento Conservador, que é um grupo que se reúne fisicamente com seus membros para espalhar e difundir ideias conservadoras, explicando sobre os autores, sobre conceitos e todo esse trabalho intelectual que vem sendo feito. A ação deste Movimento levou à eleição de diversas lideranças que estão levando para dentro dos parlamentos ideias que antes não eram debatidas. Alguns exemplos de lideranças do Movimento Conservador são o deputado estadual Douglas Garcia, de São Paulo, o vereador Dylan Dantas, de Sorocaba, Ismael Brasilino, em Bragança Paulista, dentre outros. Essas lideranças já aprovaram diversos projetos importantes para a direita, como o ensino domiciliar, aprovado pelo vereador Dylan Dantas em Sorocaba.

Além disso, é mais do que necessário que fortaleçamos as mídias de direita que fazem um bom trabalho. Um bom exemplo são os jornais que surgiram, como Gazeta Brasil e Conexão Política, que trazem informações de qualidade, sem o filtro ideológico de esquerda que os jornais como Globo, Folha e Estadão o fazem, filtro este que acaba interferindo na qualidade da matéria através de elementos retóricos, e fazem desses jornais aquilo que eles acusam os outros de serem: espalhadores de fake news.

Esses são alguns pontos em que podemos bater para lidarmos com a censura que há nas redes e fortalecer os movimentos de direita, que ainda são incipientes no Brasil. Quanto mais rápido reconhecermos de fato o valor que a informação tem e o poder de mudança que aqueles que a usam exercem, mais próximo de estabilizar o ambiente político no país estaremos. Sabe-se que não será uma tarefa fácil, afinal somos alvos de tudo quanto é braço do establishment – Sleeping Giants, grande mídia, Congresso, STF e outros –, mas o conservador deve amar sua pátria e estar disposto a lutar por ela. Por enquanto, esta luta não envolve diretamente sangue e armas, mas meramente a difusão de informação, nos colocando numa certa vantagem, visto que, se envolvesse armas, sequer teríamos como contra-atacar, já que no Brasil vigora o estatuto do desarmamento, herança da esquerda que nos tirou os meios de nos defendermos de instituições totalitárias como o STF.

 

 

Vinicius Mariano, para Vida Destra, 23/08/2021.
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Crédito da Imagem: Luiz Jacoby @LuizJacoby

 

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Anita schaun schnitman
Anita schaun schnitman
1 mês atrás

Por favor me ensine Vinicius.
anita.schaun.schnitman@gmail.com
Não entendo como entrar no rumble se temos que entrar pelo Google, e este, pode me rastrear?

Marcio
Marcio
1 mês atrás

O pensamento conservador não pode ficar restrito aos grupos conservadores e às suas redes. Isso é o desejo de quem reprime essas ideias. O mais importante e não abordado no texto é justamente defender o direito de externar opiniões conservadoras nas grandes redes e compartilhar a verdade com quem se acha progressista, de esquerda ou globalista

WELTON REIS DOS SANTOS
1 mês atrás

Tive um entrevero com a Facebook em 2017, após suspensão desisti de vez dessa empresa. Agora foi a vez do Twitter que afirmou incitação ao ódio, fiquei livre de empresas hipócritas. Estou na GAB e na GETTER. Não pretendo dar “linha” a censuradores.