O texto a seguir contém uma analogia que é criação e obra de Diogo Forjaz, analista político e pré-candidato a deputado federal por São Paulo, pelo Partido Liberal (PL). Obrigada, Diogo! Aos que se interessarem, Diogo Forjaz tem canal no YouTube (aqui), onde faz lives diariamente. Ele também está no Twitter.

 

Sujeito chega de viagem e é captado pelo equipamento de seleção aleatória da vigilância aeroportuária. Chega acompanhado de dois amigos. Passa o primeiro e nada. Passa o segundo e nada. Passa o sujeito pelo portão e o alarme apita. Conduzido gentilmente à sala da Polícia Federal, o sujeito é convidado a abrir a mala que carrega algemada ao pulso.

Agente – Por favor, senhor, abra a mala.

Sujeito – Por que devo abrir a mala?

Agente – Porque precisamos revistar o conteúdo.

Sujeito – Não.

Agente – Não, o quê?

Sujeito – Não abrirei a mala.

Agente – Senhor, o senhor tem que abrir a mala. Há previsão legal para revistarmos a bagagem das pessoas captadas pelo sistema de fiscalização do aeroporto. O senhor precisa abrir a mala.

Sujeito – O senhor está me assediando, me ofendendo. Viajo há mais de 30 anos e nunca carreguei nada ilegal na minha mala.

Agente – OK. Alguém, alguma vez, revistou sua mala?

Sujeito – Sim.

Agente – Quem?

Sujeito – Eu mesmo a revistei.

Agente – Senhor, isso não é suficiente. É preciso que uma terceira pessoa faça a vistoria. O senhor é parte interessada.

Sujeito – O senhor está me acusando? Posso processá-lo por difamação e calúnia.

Agente – De forma alguma. Ninguém está acusando o senhor. Estou apenas pedindo que o senhor abra a mala para que possamos fazer uma vistoria de rotina.

Sujeito – O senhor está, sim, me acusando. Eu já disse que não carrego nada de ilegal dentro da minha mala.

Agente – Então, não há problema nenhum em abri-la. O senhor abre a sua mala, nós confirmamos que está tudo OK e o senhor segue o seu caminho.

Sujeito – Não mesmo. Eu já disse que não há nada na mala. Não abrirei.

Agente – OK. Então, vou trazer os cães farejadores e…

Sujeito – De jeito nenhum. Ninguém irá cheirar a minha mala.

Agente – Por que não? Estou começando a desconfiar que o senhor está escondendo alguma coisa. Se está tudo OK com a sua mala, abri-la e submetê-la aos cães farejadores só confirmará sua alegação. Ou não?

Sujeito – Eu já disse que eu mesmo vistoriei a minha mala. Faço isso há mais de 30 anos. Nunca ninguém encontrou nada que desabonasse a minha bagagem.

Agente – Ninguém encontrou porque ninguém vistoriou. Não estou dizendo que alguém encontraria alguma coisa, mas, se ninguém vistoriou a sua mala até hoje, também não posso dizer que nada teria sido encontrado.

Sujeito – Onde está o Batista? Chame o Batista.

Agente – O agente Batista está de folga, hoje. Ele não está no aeroporto.

Sujeito – Então, nada feito. Não abrirei a mala.

Agente – Senhor, O QUE TEM DENTRO DA MALA???

 

Substitua o Agente pelo Eleitor, o Sujeito pelos atuais integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a mala pelo sistema eleitoral vigente e o Batista pela sala secreta, e veja a mágica acontecer.

Quando se sabe que uma simples linha de programação de software – do tipo IF… THEN – pode fazer “milagres”, torna-se impossível confiar cegamente em nosso sistema eleitoral. Imagine um encantamento mágico como este aqui: IF 22 = 50 THEN send 30 to 13. Claro, é uma proposição simplista, embora funcione à perfeição em planilhas do meu Excel. Ainda assim, admito: é simplista. Só que tudo que é possível no cenário mais simples, certamente será possível no mais complexo. E aí? Ora, basta auditar. Verdade. Auditorias poderiam confirmar ou descartar a possibilidade acima. Mas, WHAT IF? E se o responsável pelo sistema dificultar as coisas, não permitindo acessos a partes do sistema, por exemplo? E se a tal linha de software for um tipo de mensagem a la 007, que se autodestrói após um determinado tempo? E se…

Ain, você está exagerando! Isso é teoria da conspiração, é coisa de maluco, de quem usa chapéu de alumínio e acredita que a Terra é plana.

OK. Então, vamos conferir. Tragam os votos impressos e façamos uma contagem manual, para ver se os números aferidos na “sala secreta” equivalem aos números de votos físicos. Não! Espere… Não tem voto impresso. O sistema é INAUDITÁVEL.

O QUE TEM DENTRO DA MALA, SENHOR?

É o que eu, como cidadã, pagadora de impostos e eleitora, pergunto. E tenho direito a uma resposta direta, franca e inteligível – significando que não basta a palavra do “dono” da mala; eu quero e preciso ver e confirmar a alegação.

Neste momento de turbulência mundial, em que a extrema-esquerda comete crimes à luz do dia, minha desconfiança vai além do sistema eleitoral vigente. Minha desconfiança, agora, alcança as pessoas que não me dão acesso ao sistema, que não me permitem confirmar se o que comprei será exatamente o que me será entregue.

ABRA A MALA, SENHOR. ABRA A MALA!

 

 

Telma Regina Matheus, para Vida Destra, 16/05/2022.                                                    Sigam-me no Twitter, vamos debater o meu artigo! @TRMatheus

 

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WELTON REIS DOS SANTOS
1 mês atrás

Excelente analogia! Ao estado tudo, ao cidadão migalhas!