Francamente nem sei como começar este artigo. Dizer que estamos vivenciando as eleições mais importantes da nossa história é chover no molhado. Há tantos aspectos das campanhas eleitorais que eu poderia explorar que fica difícil escolher uma linha de raciocínio para este texto.

Não escrevo estas palavras por estar pessimista em relação ao resultado das eleições. Mas confesso que esta é a primeira vez na minha vida que uma eleição me deixou apreensivo e vejo que não sou o único a se sentir assim. Eu vejo esta apreensão como algo positivo, pois significa que eu e os demais brasileiros que compartilham deste sentimento saímos daquele comodismo que nos imobilizou por décadas, dando liberdade de ação para a esquerda, e agora damos o devido valor ao processo eleitoral e ao nosso voto.

E é justamente o processo eleitoral que me deixa particularmente apreensivo. Apesar de ser otimista, a minha apreensão quanto ao resultado se deve ao fato de eu não ter a certeza e a segurança de que o processo todo será feito com lisura, respeitando a vontade popular registrada (?) nas urnas. Infelizmente não há como ter certeza que a apuração será feita como se deve, já que os responsáveis pela condução do processo eleitoral agem de forma totalmente parcial e isto pode ser facilmente verificado.

O Tribunal Superior Eleitoral é ágil ao julgar os pedidos da campanha petista e concede diversos direitos de resposta por supostas mentiras divulgadas pela campanha do presidente Bolsonaro. Todos estamos vendo que quando é a campanha de Bolsonaro que faz pedidos semelhantes, a resposta na maioria das vezes é negativa.

O candidato petista não pode ser chamado de ladrão ou corrupto mas Bolsonaro continua sendo chamado de genocida. E lembro aqui que chamar o presidente Bolsonaro de genocida não é apenas atribuir um adjetivo qualquer ao presidente mas significa acusá-lo de um crime previsto na nossa legislação. Sim, genocídio é crime previsto em lei e todos aqueles que chamam o presidente Bolsonaro de genocida estão se arriscando a serem processados por falsa denunciação de crime, já que não há nenhuma lei, decreto ou qualquer medida governamental que possa ser usada para que o presidente seja enquadrado no crime de genocídio.

Aliás, a maioria esmagadora das pessoas que chamam o presidente Bolsonaro de genocida sequer sabem dizer o que significa esta palavra. Não passam de idiotas úteis que ficam repetindo as narrativas criadas pelas lideranças petistas como parte de seu plano de retorno ao poder.

E é nisto que estas eleições se transformaram: numa disputa entre aqueles que querem a todo custo retomar o poder perdido, que lhes dava acesso aos cofres fartos do Estado brasileiro; e entre aqueles que querem redefinir as atribuições do Estado brasileiro, desmontando a estrutura de controle montada pela esquerda durante décadas para que finalmente o governo possa prestar serviços de qualidade aos cidadãos pagadores de impostos.

A esquerda, em especial o PT, esteve no poder por muitos anos. Já o presidente Bolsonaro está prestes a concluir o seu primeiro mandato. Mesmo em tão pouco tempo, e mesmo enfrentando situações totalmente atípicas, como a pandemia da covid-19 e a guerra na Ucrânia, é perfeitamente possível comparar as duas formas de administrar o país e não é difícil comprovar que a administração promovida pelo atual presidente trouxe resultados positivos, mesmo diante das dificuldades enfrentadas, em menos de quatro anos de mandato.

A meu ver, finalmente descobrimos o caminho que poderá nos levar à prosperidade. E agora o povo brasileiro é chamado a escolher se quer continuar seguindo o atual caminho ou se prefere dar uma guinada de 180 graus e seguir na direção que já seguimos num passado recente e que nos levou à maior recessão da nossa história e a uma taxa de desemprego que levou anos para ser reduzida.

Quem tiver estômago forte pode verificar que a campanha eleitoral da esquerda se limita a atacar o atual presidente, mentindo de forma descarada sem qualquer punição. Não apresentam propostas e nem debatem ideias, que é o objetivo de uma campanha política séria. Aliás, o PT sequer apresentou um plano de governo, deixando claro, na minha opinião, que não pretende fazer nada diferente daquilo que já fez quando governou o país. O PT não apresentou um plano de governo porque eles têm é um projeto de poder. Um projeto que já está escancarado para que todos o vejam.

Mencionei o Tribunal Superior Eleitoral no início deste texto e hoje vejo este tribunal, que em teoria deveria zelar pelo cumprimento da lei eleitoral, como mero instrumento utilizado pela esquerda na sua busca pelo poder. É evidente que os membros do tribunal agem de forma parcial e que têm um lado político.

Só isso explica a maneira como a corte eleitoral trata as demandas relacionadas às eleições. Por exemplo, o tribunal consegue ser rigoroso com quem pintou o próprio carro para fazer campanha para o seu candidato, no caso o presidente Bolsonaro, mas não age com o mesmo rigor diante de denúncias sérias que maculam o processo eleitoral e tiram a credibilidade de todo o processo. Membros da corte investigam adegas mas não investigam o que realmente interessa à nação.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de desqualificar as denúncias feitas, baseadas em farto material comprobatório, nos leva à conclusão que hoje o processo eleitoral brasileiro não está seguindo os ditames legais mas está sendo balizado pelo entendimento de um único homem, que manda e desmanda mesmo que suas decisões ultrapassem os limites estabelecidos pelas leis. Isto é autoritarismo puro.

Diante de tudo o que está acontecendo, não posso chegar à outra conclusão senão a de que no próximo domingo estaremos escolhendo não apenas o Presidente da República mas estaremos escolhendo também o destino dos membros das instituições do Estado brasileiro.

Elegemos um Congresso Nacional com maioria conservadora e agora teremos que usar esta força inédita para fazer o que não conseguimos fazer de 2018 até agora: limpar as instituições e desmontar o aparelhamento esquerdista dentro das nossas instituições. Temos agora a maioria necessária no Senado Federal para julgar e punir os excessos cometidos pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. Temos maioria nas duas casas do Congresso para instalar comissões parlamentares de inquérito para investigar crimes cometidos contra a administração pública e a sociedade brasileira. E esta maioria parlamentar deve ser usada para que possamos promover uma profunda reforma no Estado brasileiro, revendo as atribuições de instituições como o TSE. A própria lei eleitoral precisa ser revista urgentemente, até mesmo para que finalmente possamos ter o voto eletrônico com registro físico, o que daria maior segurança às nossas eleições.

Tem muita coisa em jogo. E não é exagero dizer isso. Não é uma tentativa de amedrontar as pessoas. É apenas a constatação da realidade. Não é mais possível viver num mundo de faz de conta. A realidade bateu na nossa porta.

Temos que fazer escolhas conscientes. Não podemos terceirizar a nossa responsabilidade. Temos que compreender de uma vez por todas que precisamos nos envolver na política senão seremos governados por aqueles que se envolverem. Abstenção não é uma opção. Covardia não deve ter lugar em nosso meio e nem mesmo preguiça intelectual para pesquisar e analisar os fatos por conta própria, fugindo das narrativas que tentam nos impor uma falsa visão de mundo.

Eu espero, do fundo do meu coração, que o meu próximo artigo seja escrito num clima de regozijo e não num clima de tristeza e perplexidade. Para isso farei a minha parte, farei o que for possível e deixarei o impossível nas mãos de Deus. Que Ele nos abençoe e olhe por nós nesse momento tão decisivo para a nossa nação.

Brasil acima de tudo! Deus acima de todos!

 

 

Sander Souza (Conexão Japão), para Vida Destra, 28/10/2022.
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