Prezados leitores:

Seguimos com o nosso compromisso de trazer até vocês artigos sobre temas relevantes, publicados pela imprensa internacional, e traduzidos pela nossa colaboradora Telma Regina Matheus. Apreciem!

 

 

A chamada ideologia de gênero, que esquerdistas e progressistas dizem não existir, é algo tão pernicioso que, muitas vezes, entender e conhecer os detalhes desse assunto é garantia de sofrimento. Esse artigo do The Federalist revela que a realidade é mais macabra do que poderíamos imaginar, demonstrando que o uso de escolas e crianças para a propagação de tal ideologia é apenas a ponta do iceberg. Professores e agentes da Educação travestem o tema com uma fantasia de lantejoulas e juram que estão apenas “trabalhando para eliminar preconceitos e garantir respeito às diferenças”. A verdade horripilante é que estão descontruindo a identidade de nossas crianças, levando-as ao devaneio de que podem ser o que quiserem, caso não gostem do ônus de ser o que são.

Se você quiser se aprofundar um pouco mais nesse assunto, indico a palestra do Prof. Aluísio Dantas, proferida para o Instituto Borborema. Acesse-a neste link!

 

 

Estados precisam proteger as crianças contra os abusos trans, investigando a Planned Parenthood. Imediatamente.

 

Fonte: The Federalist

Título Original: States Need To Protect Children From Trans Abuse By Investigating Planned Parenthood Now

Link para a matéria original aqui!

12 de março de 2021

 

Margot Cleveland e Joy Pullmann 

 

A administração Biden não investigará a lucrativa exploração transgênero da gigante do aborto. Departamentos estaduais de Saúde, conselhos de medicina, procuradorias gerais e assembleias legislativas têm que agir

 

À medida que os Democratas, no Senado, se preparam para avançar a assim chamada Lei da Igualdade [Equality Act] para reverenciar a transexualidade em todos os lugares possíveis, informantes se apresentam para revelar a realidade horripilante da “medicina” transgênero.

As histórias que contam também proporcionam uma visão sombria da rede de instituições que esperam receber enormes quantias de dólares dos pagadores de impostos e das empresas de seguros, por meio da esterilização de suas vítimas, ataques cardíacos e mutilações de partes sadias do corpo, tudo em prol de ganhos financeiros e políticos. Muitas das vítimas da “medicina” transgênero são crianças manipuláveis. Aos atentos, não será surpresa que um dos principais interessados nessa crescente rede (que lucra com a dor humana) é a maior corporação abortista da nação, a Planned Parenthood.

Grande financiadora dos Democratas há muito tempo, e amplamente ressarcida com RP e predileções governamentais por políticos democratas como, por exemplo, a vice-presidente Kamala Harris, a Planned Parenthood vem diversificando rapidamente seus negócios macabros via “serviços” transgênero. “A Planned Parenthood é hoje, nos Estados Unidos, um dos maiores fornecedores de hormônios sexuais de transição, como testosterona para mulheres que buscam a medicina para fazer transição de gênero”, observa a jornalista e escritora Abigail Shrier.

De acordo com o último relatório anual, a Planned Parenthood recebeu US$ 616 milhões dos pagadores de impostos, em 2018-2019. Considerando que, ao longo de décadas, a Planned Parenthood gastou centenas de milhões de dólares para obter influência política junto aos Democratas e, hoje, os Democratas controlam a Casa Branca e o Congresso, outras entidades precisam investigar e proteger as crianças, agora e para o resto da vida delas, contra aqueles que querem matar seres humanos no ventre de suas mães, tudo por dinheiro e poder. Escrevendo para a Newsweek em fevereiro, Scott Newgent, 48 anos, revelou o sofrimento que os mutiladores impuseram ao seu corpo transgênero, em nome da “liberação”.

“Fui informada de todas as maravilhas que aconteceriam após a transição cirúrgica, mas todos os aspectos negativos foram suavizados. Desde então, passei por um enorme sofrimento, incluindo sete cirurgias, uma embolia pulmonar, um infarto induzido pelo estresse, sépsis, infecção recorrente por 17 meses, 16 rodadas de antibióticos, três semanas de antibióticos intravenosos, cirurgia reconstrutiva do braço, lesões de pulmão, coração e bexiga, insônia, alucinações, TEPT (transtorno de estresse pós-traumático), 1 milhão de dólares em despesas médicas. Perdi minha casa, meu carro, minha carreira e meu casamento. Passei por tudo isso e, mesmo assim, não posso processar o cirurgião responsável – em parte, porque não existem diretrizes estruturadas, testadas ou amplamente aceitas de assistência médica para transgêneros.

Leia isso novamente: não existem diretrizes estruturadas, testadas ou amplamente aceitas de assistência médica para transgêneros. Não existem para adultos de 48 anos e não existem para o número recorde de menores de idade que estão embarcando na transição cirúrgica.”

Recentemente, uma informante que é funcionária da Planned Parenthood forneceu a Shrier uma visão detalhada dessa indústria. A informante disse que a grande maioria dos “clientes” da clínica de gênero da Planned Parenthood não é composta por adultos de 48 anos, tal como Newgent, e sim por adolescentes menores de idade. Ela contou para Shrier que “crianças que se identificam como trans são uma mina de ouro” para a Planned Parenthood “e, visando um futuro próximo, elas são mantidas na ‘armadilha’ por meio de consultas, exames de sangue, reuniões etc. Os abortos, por sua vez, representam (com sorte!) casos individuais.”

É assustadora a maneira como a Planned Parenthood transforma essas crianças em clientes permanentes, com um resultado final muito similar ao tremendo sofrimento de Newgent. Os padrões de cuidados médicos parecem ser quase inexistentes e ninguém questiona que todo o foco esteja em induzir os menores, o mais rapidamente possível, a intervenções cirúrgicas intermináveis. Shrier relata o que a informante falou sobre as instalações da Planned Parenthood:

“Não há médicos na clínica onde a informante trabalha. Segundo ela, os únicos profissionais com treinamento médico são enfermeiros. A clínica contratou um orientador psicológico para questões de gênero que ‘não tinha credenciais profissionais nem treinamento formal, era apenas um MtF (male to female; ou seja, um transexual que era homem e virou mulher). Os adolescentes vêm e conversam com esse orientador e a Planned Parenthood, então, encaminha as “anotações” do orientador para um profissional de saúde externo e realmente licenciado, e um carimbo dá a aprovação para que os pacientes iniciem a transição. É basicamente dessa forma que eles contornam a exigência de conversar com um orientador psicológico de verdade.”

Esse testemunho é consistente com o que o público já sabe pelas investigações sobre as práticas de aborto da Planned Parenthood. Suas instalações supostamente executavam procedimentos não licenciados; foram denunciadas por graves violações à saúde e à segurança; e foram palco de abortos tão mal feitos que causaram a morte evitável de muitas mães. A Planned Parenthood foi repetidamente investigada por infringir as leis estaduais de saúde e segurança e, aparentemente, ainda está sob investigação federal devido aos inúmeros casos criminais, no Congresso, relacionados à prática documentada de tráfico de partes dos corpos de bebês abortados. Além dos US$ 600 milhões que os pagadores de impostos mandaram para a Planned Parenthood, anualmente, as afiliadas da Planned Parenthood receberam, dos pagadores de impostos federais, entre US$ 65,8 milhões e US$ 135 milhões em empréstimos do Paycheck Protection Program [N.T.: o programa americano similar ao nosso auxílio emergencial], de acordo com o LifeSiteNews. Provavelmente receberão mais recursos por ocasião das distribuições adicionais de valores federais que a administração Biden prometeu para o COVID, bem como de vários outros programas federais; por exemplo, os US$ 60 milhões anuais do dinheiro destinado ao programa federal de planejamento familiar, que a administração Trump tinha revogado.

Considerando o relacionamento amistoso e financeiramente recíproco da administração Biden e dos Democratas com a Planned Parenthood, não há nenhuma chance de o governo federal investigar a livre distribuição de testosterona da gigante do aborto. Departamentos estaduais de saúde, conselhos de medicina, procuradorias gerais e assembleias legislativas terão que agir.

A informante da Planned Parenthood que conversou com Shrier forneceu várias vertentes que sugerem má conduta, todas merecedoras de investigação pelas autoridades estaduais.

Primeiramente, a perspectiva de “mina de ouro” dos comandantes da Planned Parenthood torna a estratégia “siga o dinheiro” particularmente pertinente aqui. Autoridades estaduais devem auditar todos os pagamentos da Medicaid às clínicas da Planned Parenthood que promovem “serviços” transgênero, a fim de assegurar sua conformidade à legislação estadual. O site da organização fornece um link listando os vários “centros de saúde” que fornecem injeções de hormônios.

Há diferentes leis estaduais no que diz respeito ao uso de fundos do Medicaid para pagar tratamentos e procedimentos médicos projetados para criar uma aparência de sexo oposto. Cerca de 12 estados excluem expressamente a cobertura de procedimentos cirúrgicos via dinheiro do pagador de impostos, mas “algumas políticas são mais abrangentes e também podem excluir o tratamento hormonal”. Por exemplo, as provisões do Medicaid de Ohio excluem expressamente “serviços hospitalares e ambulatoriais relacionados aos serviços” da assim chamada “transformação de gênero”.

Considerando o desprezo histórico da Planned Parenthood à lei federal que proíbe o tráfico de corpos de bebês, não seria exagero implementar uma contabilidade criativa para investigar reembolsos do Medicaid.

Os Estados que não proíbem expressamente o reembolso para todos os “tratamentos” de mudança de aparência também têm motivos para se preocuparem com os pagamentos do Medicaid à Planned Parenthood, à luz do relato da informante sobre o modus operandi da Planned Parenthood. Por exemplo, embora o manual para fornecedores do Medicaid do Texas aparentemente limite apenas o pagamento de procedimentos cirúrgicos, as regras do Medicaid que proíbem reembolso sob a cláusula genérica “cirurgias de mudança de sexo” também proíbem o Estado de pagar por “serviços ou suprimentos que não sejam apropriados e necessários para diagnósticos ou tratamentos”. Em um mundo “saudável”, a distribuição de hormônios pela Planned Parenthood, que é quase um drive-thru, jamais se qualificaria segundo essa norma.

Claro, não vivemos em um mundo saudável, ou pelo menos metade do país não vive. É por isso que a administração Biden e os estados democratas podem fingir cegueira às mais recentes ações movidas contra a Planned Parenthood.

Mas as clínicas de venda de hormônios da Planned Parenthood também operam no Texas, em Ohio, no Missouri, na Flórida e em muitos outros estados republicanos. Os departamentos estaduais de Saúde desses estados já supervisionam programas governamentais de serviço social e conduzem frequentes auditorias de fornecedores do Medicaid.

Algoritmos de computador poderiam facilmente identificar os locais onde há faturamento anômalo ou crescimento exponencial suspeito. Uma auditoria completa in loco poderia determinar se há violações das provisões do Medicaid estadual. Onde apropriado, as procuradorias gerais poderiam intervir.

Delatores da Planned Parenthood podem acelerar consideravelmente o processo, beneficiando-se também. A maioria dos Estados protege delatores e permite que insiders dispostos a expor a fraude do Medicaid recebam parte do dinheiro recuperado. Por meio de uma “qui tam action” [N.T.: um tipo de ação popular], um informante pode ajuizar, em nome do Estado, uma ação de fraude do Medicaid e, então, partilhar uma porcentagem de qualquer recuperação financeira.

Uma preocupação mais séria do que possíveis fraudes do Medicaid, porém, surge a partir da descrição da informante sobre uma suposta provisão de assistência médica para a Planned Parenthood, destinada especialmente aos adolescentes. Se os detalhes fornecidos pela informante a Shrier forem precisos e representativos do “cuidado” oferecido em outras localidades da Planned Parenthood, os conselhos estaduais que supervisionam profissionais da medicina têm que intervir, a fim de garantir conformidade com os padrões médicos.

Sem a colaboração de informantes ou na ausência de queixas de pacientes, os conselhos estaduais de medicina não conseguem proteger o público, a não ser quando for tarde demais. As assembleias legislativas estaduais, porém, podem e devem assegurar que seus cidadãos, especialmente os menores de idade, estejam protegidos contra os predadores da Planned Parenthood que só visam ao lucro. Para isso, devem implementar regulamentação mais rigorosa para a prescrição, distribuição e injeção de hormônios do sexo oposto.

Não custa repetir, os Estados republicanos devem liderar esse trabalho. Por meio de audiências dos comitês e de testemunhos, o restante da América poderá, então, saber do flagelo infligido aos adolescentes da nossa nação pelo já antigo abatedouro que, agora, os atrai como uma nova mina de ouro.

 

A advogada Margot Cleveland é colaboradora sênior do The Federalist. Joy Pullmann é editor executivo do The Federalist.

 

 

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