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Este futuro cartão de crédito permitirá que você não mais financie bancos identitários

 

 

Fonte: The Federalist

Título Original: This Forthcoming Credit Card Will Allow You To Avoid Financing Woke Banks

Link para a matéria original: aqui

Publicado em 27 de abril de 2022

 

Autor: Tristan Justice

 

‘Queremos fazer pelas instituições de caridade o mesmo que o WinRed faz pelas doações de cunho político, significando permitir que milhões de pequenos doadores tenham algum impacto.’

 

Um novo cartão de crédito, cujos lucros serão redirecionados para instituições filantrópicas de direita, permitirá que os conservadores se contraponham ao financiamento compulsório de instituições financeiras identitárias.

Frustrados pelos grandes bancos que aderem aos padrões ESG (Environmental, Social and Governance, ou Meio ambiente, Social e Governança) em detrimento dos valores conservadores e das famílias da classe trabalhadora, uma equipe de proeminentes operadores republicanos está capitalizando a necessidade de criar novas instituições capazes de competir com a hostilidade da elite.

Rob Collins, um lobista republicano e ex-diretor executivo do NRSC (National Republican Senatorial Committee, ou Comitê Republicano do Senado Nacional), faz parte do novo empreendimento chamado de “Coign” (pronuncia-se “coin”)*. Ele disse ao Federalist que o cartão de crédito, que não cobrará taxas anuais, estará disponível aos consumidores “em algumas semanas”, e está preparado para facilitar as transações. Embora Collins diga que a empresa avança [em seu propósito], o lançamento oficial continua à mercê das dificuldades da cadeia produtiva do setor que, no momento, restringe o acesso a microchips.

[* N.T.: coin, em inglês, significa moeda.]

O cartão oferece 1% de reembolso ilimitado em todas as compras, a fim de incentivar os consumidores a obtê-lo. Uma parte dos lucros corporativos será direcionada às organizações que atuam em temas importantes para eleitores de direita. Serão disponibilizados 3 diferentes designs.

“Conservadores usam seus cartões e isso adiciona bilhões e bilhões de dólares em negócios utilizados para boicotar coisas em que acreditamos”, disse Collins. Seus parceiros no empreendimento incluem nomes importantes, como o do ex-senador Cory Gardner, do Colorado, e o estrategista republicano, Chris Hansen, de acordo com o Washington Examiner. “Quando estamos todos fragmentados em diferentes cartões e contas, fica fácil nos atropelarem”.

Embora nenhum evento [específico] tenha motivado Collins a seguir em frente com o projeto, o fundador da startup, que ajudou os republicanos a reconquistarem o Senado em 2014, disse que o projeto nasceu como resultado da frustração de conservadores que foram “tratados como um movimento radical na praça pública”.

“Somos o maior grupo ideológico da América, mas não agimos e não somos tratados em conformidade com isso”, afirmou Collins, que iniciou pesquisas para o novo empreendimento há dois anos, à medida que o setor financeiro lentamente se infiltrava no centro da guerra cultural.

Em 2019, o JPMorgan Chase foi acusado de expurgar as contas de ativistas conservadores. O banco negou as acusações, mas, dois anos depois, congelou doações aos republicanos que contestaram o resultado das eleições de 2020.

A empresa também foi flagrada, no ano passado, recusando serviços a um grupo conservador por causa de um evento que incluía Donald Trump Jr. Segundo a Fox Business, o banco invocou seus termos de serviços, os quais barravam a realização de negócios com qualquer pessoa que promovesse “ódio, violência, intolerância racial, terrorismo, exploração financeira de um crime [.]” O JPMorgan Chase só mudou o rumo da história após o Chefe do Tesouro do Missouri, o republicano Scott Fitzpatrick, ameaçar suspender os negócios estatais de Jamie Dimon, CEO do império financeiro.

Em West Virginia, o Chefe do Tesouro, o também republicano Riley Moore, já começou a eliminar o relacionamento estatal com a BlackRock, por causa da animosidade da empresa em relação aos combustíveis fósseis e também devido ao seu comprometimento com a China comunista.

“Como autoridade financeira do Estado e presidente do Conselho de Investimentos do Tesouro, é meu dever assegurar que os dólares dos pagadores de impostos sejam administrados de maneira responsável e financeiramente saudável, que reflita o melhor interesse do nosso Estado e do país”, declarou Moore em coletiva de imprensa para anunciar sua decisão. “Acredito que fazer negócio com a BlackRock vai na contramão desse dever”.

Moore também lidera uma coalisão de 15 Estados, que promete alocar US$ 600 bilhões dos ativos dos pagadores de impostos em qualquer outro lugar, menos em empresas que se recusem a investir em combustíveis fósseis visando cumprir os padrões ESG de emissão zero [de CO2]. A recusa de Wall Street em investir no setor de uso intensivo de capital e mão de obra é o principal obstáculo à produção energética, ao mesmo tempo que dificulta o crescimento em estados com abundância de recursos naturais.

Ellen Wald, membro sênior do Centro de Energia Global, do Atlantic Council, descreveu o ativismo financeiro de Wall Street – que oferece serviços com base nos padrões esquerdistas de moralidade – como uma “nova versão de redlining”* do Congresso americano.

[*N.T.: a tradução literal de redlining é linha vermelha, significando práticas financeiras discriminatórias.]

Mesmo não tendo anunciado quais entidades filantrópicas específicas deverão se beneficiar do Coign, Collins disse que grupos que atuam em temas relacionados aos veteranos, à educação e à liberdade de religião são exemplos de organizações que poderão ser escolhidas. Ele acrescentou que a lista está longe de ser completa. Portadores do cartão poderão votar regularmente em várias entidades filantrópicas, com opções baseadas na transparência e na eficácia das organizações sem fins lucrativos.

“Queremos fazer pelas instituições de caridade o mesmo que o WinRed faz pelas doações de cunho político, significando permitir que milhões de pequenos doadores tenham algum impacto”, disse Collins sobre abrir um novo espaço para que a voz dos conservadores silentes seja ouvida, sem precisarem comprometer suas crenças.

 

*Tristan Justice é o correspondente ocidental do Federalist. Ele também já escreveu para o Washington Examiner e o Daily Signal. Além disso, seu trabalho já foi apresentado no Real Clear Politics e na Fox News. Tristan se graduou na George Washington University, onde se especializou em Ciências Políticas e Jornalismo.

 

 

Traduzido por Telma Regina Matheus, para Vida Destra, 30/04/2022.                                  Faça uma cotação e contrate meus trabalhos através do e-mail  [email protected] ou Twitter @TRMatheus

 

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