Gênero sexual, realidade ou invenção?

 

Existem diferenças de gênero entre homens e mulheres? Bem, no que se refere a homens e mulheres não há diferença nenhuma, uma vez que o conceito de gênero é aplicável em um outro campo, o da gramática da língua portuguesa. Aliás, gramática extremamente maltratada pelos defensores dessa farsa. A diferença entre homens e mulheres é sim de sexo, e ela existe, nesse caso, em muitos aspectos. Os substantivos, eles sim podem ter gênero masculino (carro), feminino (mesa) ou comum de dois (gerente). Somente desse modo podemos usar essa palavra  sem ter que fazer malabarismos para lhe dar uma representação que não tem. Outras classes morfológicas, tais como adjetivos e artigos, variam em gênero de acordo com os substantivos. Podemos ver então que, nem gramaticalmente essa teoria se sustenta. As mulheres são do sexo feminino e os homens do sexo masculino, e sim, são definidos binariamente XX (mulher) ou XY (homem). Essa é a ordem cromossômica binária que nos define, não há como mudá-la, macho tem pênis e fêmea tem vagina e ambos se completam. Não há homem com vagina e nem mulher com pênis (mesmo que alguns tentem te convencer disso). Esse é o determinismo biológico, ou da natureza, que busca sempre a perpetuação de cada espécie, não há nada de mal ou de injusto nisso, o foco é outro, não é o prazer, mas a vida. Há, no entanto, a possibilidade de algumas anomalias, mas, como o próprio nome já diz, são casos raros.

Em resumo, o conceito de gênero, se aplicado à Biologia e à Genética é, por definição, anticientífico e confuso (não são definições minhas, há estudos que comprovam o que digo). A sociedade pode influenciar muito pouco um indivíduo, e apenas em termos de comportamento – acredito ter a homossexualidade, por exemplo, muito mais a ver com esse do que com fatores biológicos – que sim, podem ser explicados pela Antropologia, Sociologia ou Psicologia, ramos das ciências humanas escolhidos para fazer da teoria de gênero, que tem em Judith Butler o seu maior expoente contemporâneo, embora não seja dela a ideia original (assunto para outro artigo), algo palatável e normal.

Um outro malabarismo gramatical usado pela esquerda e pelos movimentos indenitários existentes é o radical -fobia (do grego Phobia) acompanhado de outros radicais ou palavras, ou até mesmo, siglas, para formar neologismos e tentar “sensibilizar” ou “culpar” determinados comportamentos, que em muitos casos, não existem. O termo “Homofobia” (junção dos radicais gregos Homo = igual + Fobia = medo), por exemplo, foi cunhado pelo psicólogo norte-americano George Weinberg em seu livro “Society and the Healthy Homosexual” e, embora alguns tentem justificar sua criação mencionando um metaplasmo por apócope da palavra “Homossexual” (Metaplasmos são as transformações fonéticas que os vocábulos sofrem ao longo do tempo), esse sentido ainda não era tão comum quando da criação dessa palavra, em 1971. Naquela época, o termo foi provavelmente criado por derivação prefixal, assim como: ultraleve, ultrassonografia, coautor, etc. Embora as apócopes também existam na língua inglesa, a origem de homofobia (homophobia) é provavelmente uma derivação prefixal. Portanto, malabarismos linguísticos a parte, não dá para se afirmar que essa era a real intenção do psicólogo. Na verdade, George Weinberg legislava em causa própria, uma vez que também estava homossexual. Os termos “homofobia” e “homo fóbico” não passam de palavras inventadas para culpar e criminalizar todos aqueles que não compactuam com a agenda progressista dessas minorias políticas radicais.

Por isso, acredito que nossos corpos dizem quem somos, a identidade que temos e, que devem estar em perfeita sincronia com a biologia. Os que discordam disso, mesmo sem saber, estão sob os efeitos do Socioconstrutivismo que eleva a vontade humana acima da realidade física, negando assim, uma verdade absoluta, contrapondo-se ao Essencialismo, seu oposto.

Não compactuo com agressões a quem quer que seja, tenho isso como um valor inegociável e concordo com uma punição exemplar aos que praticam agressões a seres humanos, mas não posso calar me diante da astúcia de determinados movimentos sociais que querem incriminar uma simples opinião divergente ou uma posição conservadora, mesmo que essa posição esteja embasada na ciência, no único intuito de calar vozes dissonantes.

Há um estudo recente que prova o quão infundadas e fora da realidade são essas ideologias. Será tema do meu próximo post.

 

Dica de leitura: Relatos de casos de terapia reparativa, Joseph Nicolosi

João Alves

Professor
Formado em Letras Português / Inglês desde 2013
Casado com Luciana
Pai do João Miguel
Defensor da família tradicional como base de toda sociedade
Gosta de música dos anos 1960, 1970 e 1980
É locutor
Toca bateria nas horas vagas
João Alves
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2 Thoughts to “Gênero sexual, realidade ou invenção?”

  1. Obrigado pelo artigo João…

    1. João Alves

      Eu que agradeço pela oportunidade!

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