A escancarada militância promovida por diversos jornalistas e órgãos da velha imprensa, que tentam a todo custo fazer com que as pessoas acreditem em suas narrativas, ganhou mais um capítulo na última sexta-feira, 15 de outubro de 2021. Nesta data, a revista IstoÉ publicou a sua edição de número 2700, que traz na capa uma montagem com a foto do presidente Jair Bolsonaro, caracterizado como o ditador nazista Adolf Hitler, sobre a frase “As práticas abomináveis do Mercador da Morte”.

A reportagem de capa da revista se esforça para trazer informações que corroborem o relatório final da CPI da Pandemia, já vazado para a Rede Globo, no qual o relator senador Renan Calheiros, tentará imputar 11 crimes ao Presidente da República, incluindo o de genocídio. A associação da imagem do Presidente Bolsonaro ao ditador nazista não se limita à revista, já que a própria CPI já se comparou ao Tribunal de Nuremberg, que foi o órgão responsável pelo julgamento dos criminosos de guerra nazistas. Na ocasião, tal comparação gerou inúmeros protestos, inclusive por parte de entidades israelitas.

Comparar o Presidente Bolsonaro com os criminosos de guerra nazistas é um absurdo por vários motivos. Primeiro, porque há um evidente exagero quando da divulgação de falas do Presidente, bem como uma evidente manipulação na maneira como certas informações são veiculadas. Acusar o Presidente de ser um genocida, é diminuir um crime tão grave, já que o Presidente Bolsonaro jamais decretou e implantou, ou mesmo incentivou, políticas públicas que levassem ao extermínio deliberado de um grupo social ou étnico. Por outro lado, será que podemos dizer o mesmo de governadores e prefeitos, que receberam do STF os poderes para adotar as medidas que julgassem cabíveis para enfrentar a pandemia, e que não impediram as mais de 600 mil mortes? E qual a responsabilidade do ministro da saúde que recomendou que as pessoas ficassem em casa até sentir falta de ar? Quantas vidas foram perdidas devido a esta recomendação? Isto ninguém se pergunta?

Da mesma forma, acusar o Presidente da prática de charlatanismo beira o ridículo, já que o presidente se referiu ao uso de medicamentos como alternativas para o tratamento precoce da covid-19, que ajudou muitas pessoas, conforme atestam muitos médicos que conduzem estudos sérios a respeito da eficácia destas drogas.

Porém, o Presidente jamais tornou obrigatório o uso destes medicamentos, e o Ministério da Saúde não os incluiu nos seus protocolos de combate à covid-19. O que o Presidente defendeu foi a liberdade para que os médicos que considerassem adequado o uso de tais fármacos, pudessem usá-los sem serem vítimas da patrulha ideológica que passou a perseguir os profissionais da medicina que não seguissem a cartilha imposta por políticos e jornalistas, que nada entendem de medicina.

Ninguém deve ter atentado ao fato que o Presidente não sairia falando a respeito destes medicamentos sem que algum médico que conhecesse as suas propriedades os tivesse indicado. E não há questão fechada sobre este assunto, na comunidade médica. Afirmar que há consenso médico ou científico, contra ou a favor do uso de qualquer medicamento no combate à covid-19, é uma mentira.

As tentativas da CPI da Pandemia e de revistas como a IstoÉ de imputar ao Presidente crimes cujas existências não podem ser efetivamente comprovadas, nada mais são que cortinas de fumaça que tem o objetivo de desviar as atenções das inúmeras denúncias de corrupção, de irregularidades, de abuso de autoridade e de descaso com a saúde pública que teriam sido cometidas, não pelo Presidente, mas por governadores e prefeitos, cujas ações não foram investigadas, as responsabilidades não foram apuradas e os culpados não foram punidos. A impunidade é um dos grandes objetivos desta narrativa política e midiática. O outro objetivo claro, é tirar o Presidente do cargo e, caso não seja possível, torná-lo inelegível para as eleições do ano que vem.

Por fim, estas frequentes comparações do Presidente da República com o ditador nazista são verdadeiros insultos à memória de todas as vítimas daquele regime nefasto. Os crimes cometidos durante o período nazista não possuem similares no Brasil atual. Comparar a CPI da Pandemia, apelidada de CPI do Circo dada a quantidade de trapalhadas e a falta de seriedade com o trato da verdade durante os trabalhos, com o Tribunal de Nuremberg, é uma afronta à seriedade e à importância histórica do trabalho realizado pelos integrantes daquele tribunal, que julgaram crimes reais, graves, fartamente documentados. Os integrantes do Tribunal de Nuremberg fizeram justiça a milhões de vítimas do regime nazista e trabalharam em nome da verdade, responsabilizando verdadeiros criminosos, e não construindo narrativas com o claro objetivo de obter vantagens políticas em um esquema de reconquista de poder.

Diante de mais este descalabro promovido pela imprensa, manifestamos o nosso mais profundo repúdio àqueles que se intitulam jornalistas, mas estão a serviço de um projeto de poder, que se aproveita de um momento difícil vivido por toda a sociedade, para obter vantagens. É um insulto à memória de cada vítima, e um tapa na cara de cada brasileiro que perdeu um ente querido para a covid-19.

Queremos que todos os crimes cometidos sejam devidamente investigados e os culpados julgados e punidos de acordo com o processo legal. Mas jamais concordaremos com práticas como as da revista mencionada ou dos integrantes da CPI da Pandemia, práticas estas que não ajudaram em nada na busca pela verdade e justiça, mas só serviram para desmoralizar ainda mais a imprensa e a classe política. Estas atitudes sim devem ser consideradas ataques à democracia e às instituições. O resto é apenas narrativa. E narrativas passam, tem o prazo de validade curto.

Já a verdade, esta sempre prevalece,  para sempre.

 

 

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