Tudo que é bom dura pouco: após 580 dias da prisão de Luiz Inácio (se é que podemos chamar aquela cela de prisão) , ex-presidente do Brasil condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, a liberdade finalmente cantou e Lula vai para a casa (não se sabe para qual, já que o sítio e o triplex não eram dele), não por que foi provado sua inocência, não por que cumpriu toda a pena, mas graças a uma decisão do Supremo Tribunal Federal, o STF, cujo presidente, Dias Toffoli, foi advogado de do Partido dos Trabalhadores nas 3 últimas campanhas presidenciais de Lula, a saber: 1998, 2002 e 2006, uma derrota e duas vitórias, respectivamente. A notícia foi recebido com reprovação pela sociedade, pois com a soltura de Lula, serão soltos também ao menos 4 mil outros criminosos que colocarão em risco a segurança e a vida de diversas pessoas ao redor do Brasil.

A saída de Lula já era esperada. O petista já havia cumprido 1/6 da pena e podia ir para o regime semi-aberto, o que daria a ele uma “meia liberdade”, uma vez que teria de voltar ao presídio à noite e ficar por lá até o final da pena. Para quem se dizia a alma mais honesta do Brasil, foi mais fácil mudar a interpretação do direito processual penal do que provar efetivamente sua inocência, a qual não existe e qualquer pessoa que sabe somar dois mais dois sabe disso, mas não tente convencer um canhoto de que o líder supremo dele é culpado, tentar convencer com essa gente é dar pérolas aos porcos, uma vez que estão controlados pelo cabresto ideológico colocado neles, que é a cegueira causada pela idolatria política fruto de propaganda.

Em momentos como esses surgem as perguntas de “o que fazer?” e também “do que não fazer?”, tendo em vista que Lula já se mostrou ser um homem perigoso, cabeça dos maiores escândalos de corrupção do Brasil e acusado de ser o mandante de assassinato, não devendo ser tratado como um zero a esquerda, como os políticos do PSOL, que ninguém leva a sério, mas sim como um bandido perigoso. Uma das maiores ameaças a um político é o humor e a risada, pois ele depende do contrário desses atos para ser levado a sério pelo povo, isto é, do respeito e da consideração. Se ninguém respeita esse político, ele fica desmoralizado e o efeito se espalha na sociedade, que levará ele cada vez menos a sério, passando a vê-lo apenas como um ponto fora da curva. E não é difícil, visto que a direita tem praticado isso sem saber já faz um certo tempo, quando, por exemplo, bateram panela durante os discursos de Dilma Rousseff, vaiavam comícios petistas, compartilhavam memes engraçados de políticos de esquerda, etc. O resultado dessas medidas foram vistos em 2016, em que o PT levou a pior nas prefeituras, perdendo 441 das 638 que tinha.

Espalhar os pontos positivos do governo Bolsonaro será uma boa também, uma vez que, se as pessoas verem que Jair está fazendo um governo melhor do que o último governo petista (o que convenhamos, não é muito difícil, dado que Dilma nem fazer um discurso direito fazia) elas irão querer manter o status quo e não arriscar na eventual volta de Lula em 2022, e ao não arriscarem nisso, não irão também levá-lo a sério hoje.

Outro ponto importante que deve ser considerado é não dar a Lula a devida atenção, seja nas redes sociais, seja nas manifestações. Embora o movimento anti petismo tenda a voltar com tudo, ele não deve ir às ruas pedindo “Lula preso”, porque isso não vai adiantar de nada, até porque nem base jurídica para isso ele tem. Nas manifestações, o correto é pedir o impeachment dos ministros do Supremo, como Gilmar Mendes e Dias Toffoli, bem como pedir o remédio para a causa do Lula livre, que é o Congresso votar sob regime de urgência uma das milhares PECs que tornam a prisão em segunda instância a regra legal do processo penal, colocando fim na subjetividade da lei que permite ao STF fazer todo esse malabarismo jurídico. Tudo indica que Lula dará entrevista ao Roda Viva em breve também. Será uma excelente oportunidade de você ignorá-lo, pois, se você assisti-lo, estará correndo o risco de fazer com que a entrevista de Lula quebre o recorde de Jair Bolsonaro e Sérgio Moro, as duas maiores audiências do programa em 2018.

Não devemos entrar em desespero por achar que “agora que Lula está solto ele vai organizar o PT de novo e a esquerda”. Lula já fazia isso de dentro da cadeia e não deu certo, a própria campanha do Haddad foi a prova disso, em que o poste derrotado e humilhado em todas as regiões, exceto o nordeste ia todo santo dia visitar o condenado na sede da Polícia Federal para pedir dicas de como governar, já que não teve capacidade de governar a maior cidade do país, São Paulo, quando foi eleito o pior prefeito dela.

Outro ponto positivo da soltura de Lula é que a narrativa de vítima some, porque ele não foi inocentado, continua criminoso, mas um criminoso solto, o que faz dele um dos elementos que refletem a falência do sistema judiciário brasileiro, alvo de críticas da organizações internacionais. Há ainda a necessidade de se divulgar e espalhar a delação do Palocci, que traz em primeira mão todo o tipo de crime que Lula praticava, como roubar a propina do próprio partido, o fato de que 90% das medidas provisórias editadas nos governos Lula e Dilma tinham propina, 3% do valor dos contratos de publicidade da Petrobras iam para o caixa do PT, etc. Tudo isso serve como aparato para ser usado contra Lula, visto que Palocci era seu braço direito.

No fundo, a saída dos outros milhares de criminosos é mais preocupante que a saída do Lula em si, que de uma forma ou outra estaria solto, não livre, uma vez que continua condenado por 3 instâncias diferentes do poder judiciário. No futuro, haverá a parte boa desse episódio, que será que sentir a emoção de ver Lula sendo preso novamente.

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