Era uma vez, há muito tempo, em uma terra nem tão distante, uma turminha que começou a vender muito de um tal pó de pirlimpimpim. Era uma novidade tão curiosa que até psiquiatras usavam para “ampliar” suas pesquisas. Com o passar do tempo, essa turma foi vendendo cada vez mais desse “pó mágico”. Porém, descobriram que o tal pirlimpimpim fazia muito mal à saúde, e milhares de pessoas morreram por conta desse produto misterioso. Mesmo assim, a turma “nevava” para todo lado o que já era conhecido como um veneno. A polícia começou a procurar esses “comerciantes”, entretanto, eles ficaram cada vez mais poderosos e ricos.

Aqui a historinha dá um salto para uma outra parte do mundo. Um grupo, filhos de industriais muito abastados, criou uma escola chamada de Instituto de Ciências Sociais Aplicadas. Havia esse grupo de homens idealistas, resolvidos na vida, e como já tinham de tudo, pensaram que poderiam mudar o mundo para que as pessoas não tivessem a oportunidade de ter tanto quanto eles. De fato, eles acreditavam numa igualdade para todos, conquanto não fossem tão iguais assim, já que eram podres de ricos.

E o que tem a ver os estudiosos dessa escola com a turminha que vendia o “pó mágico”? Ora, e não é que um dos intelectuais ricos deu a brilhante ideia de que, para conseguir a tão sonhada igualdade, era preciso destruir a estrutura tradicional, construída ao longo de milênios? Para isso, ele sugeriu mudar a educação. E vejam que bonitinho: esse intelectual chamava, carinhosamente, as crianças de “hospedeiros da revolução”. Além disso, era necessário desprezar a religião e reestruturar a tal da família tradicional. O “Hospedeiro da revolução” seria fácil de trabalhar já que ele ia à escola todos os dias e era preciso só moldar a cabecinha do seu querido professor. Quanto à religião, era apenas colocar, constantemente, na mente das pessoas que as tais instituições eram grupos de fanáticos malucos. Claro que esse empenho todo foi muito facilitado, posteriormente, com o advento de uma caixinha encantada que transformava todos em zumbis.

Já a tal da família necessitava de um empenho maior para desconstruir a figura do papai e da mamãe e ensinar mais sobre pintinhos e pepecas para as crianças. Desta forma, “super bem intencionados”, os estudiosos desejavam apresentar, mais cedo, o mundo dos “adultos” para as criancinhas e, assim, afastá-las de suas famílias, já que os zumbizinhos sairiam para o mundo, buscando novas aventuras com mais pintinhos e pepecas.

Por fim, para completar as ideias “carinhosas” destes estudiosos ricos e amiguinhos, eles concluíram que era preciso incentivar muuuuito o uso do tal “pozinho de pirlimpimpim”, para que a sociedade tradicional ficasse tão fora de si que não perceberia as grandes mudanças que eles fariam no curso do tempo. Seriam os zumbis felizes cheios de “pozinho magico”, caixinhas encantadas e pintinhos e pepecas, caindo como chuva em suas cabecinhas derretidas.

Finalmente, os tais estudiosos e os tais “comerciantes” começaram o primeiro enlace de um amor profundo chamado “revolução e coca”. Porém, não poderiam oferecer um produto tão venenoso simplesmente dizendo para usá-lo. Para isso, eles fizeram uma grande festa chamada Woodstock e lá eles cantaram lindas canções de amor, paz, “pozinhos e doces” que faziam as pessoas brincarem de esconde-esconde com elas mesmas.

Mais ou menos nessa época, numa ilha muito bonita, aconteceu uma reviravolta incrível, e um homem barbudo disse que agora tudo aquilo pertencia ao povo. Porém, o povo nunca teve direito de participar já que ele morreu bem velhinho e nunca passou o poder para outra pessoa. Nessa ilhazinha bem curiosa, eles entenderam que poderiam usar as ideias dos estudiosos e atrapalhar a vida do grande país vizinho se associando aos tais “comerciantes”. Assim, eles teriam muito dinheiro para gastar já que não trabalhavam e, então, deixariam o bicho papão do norte cheio de veneno, sonhos coloridos e viagens esquisitas.

Foi assim que “estudiosos”, “comerciantes”, governos, políticos e grupos “muito bonzinhos” de organizações não governamentais se uniram para dizer que o pó de pirlimpimpim deveria ser comercializado por seus comerciantes sem medo de fazer mal, mesmo sabendo que fazia mal.

Nessa historinha interessante, os “comerciantes” animados com tanta ajuda e com dinheiro sobrando resolveram incentivar toda sorte de “empreendedores”. Desta forma, financiaram “bondosamente” aqueles que desejassem a parceria, como advogados, jornalistas, cientistas sociais, químicos, contadores, etc.  E a ideia deu tão certo que começaram a contribuir com muitos senhores e senhoras que queriam ajudar esse país mais ao sul, através de uma coisa chamada “Voto Popular”. Contudo, esse tal do “Voto Popular” custava caro pra dedéu, e esses nobres “comerciantes” gastaram muito papel verde para ajudar esses incríveis heróis do povo!

E todos, nessa história, conseguiram o que queriam. “Comerciantes” vendiam seu produto com facilidade e, de fato, muitas vezes, até nevava num lugar chamado Esplanada. Estudiosos da tal revolução viam o pozinho de pirlimpimpim deixarem as pessoas cada vez mais felizes, voando em seus balões de imaginação. E, por fim, os chamados políticos (alguns deles) ficavam satisfeitos em atender seus patrões “comerciantes” e ver que pessoas zumbis, somadas à falta de livros e cheias de minhocas na cabeça, eram tão fáceis de conduzir como um cachorrinho na coleira, andando, alegremente na calçada, sob um sol de domingo.

E todos viveram felizes para sempre…

Só que não. A história, por mais fictícia que pareça, merece atenção em alguns pontos.

– Narcocracias existem. Países são financiados, baseando suas economias no narcotráfico. Sugiro ler o livro “Hugo Chaves, o Espectro”, do competente jornalista Leonardo Coutinho, editora Vertígio. Ver também a entrevista com o jornalista aqui: https://youtu.be/r-D4DH47lh4.

– Diversas referências como o Insightcrime, link: https://es.insightcrime.org/noticias/analisis/como-narcotrafico-opera-genera-corrupcion-centroamerica/, apresentam, de forma detalhada, a influência de narcotraficantes em governos como Honduras, Nicarágua, Guatemala e San Salvador.

– Relatos de políticos, financiados pelo narcotráfico, se perdem nas infindáveis páginas de inquéritos policiais. Como exemplo, vamos resgatar a figura exótica e perigosa do ex-deputado Hildebrando Pascoal, em (https://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc06089907.htm).

– Vale lembrar que o link da entrevista de Leandro Ruschel ao Jornalista Leonardo Coutinho, acima destacado, relata, no minuto (1:24:05), que “Pablo Escobar foi sócio de Fidel Castro”, tendo o narcotraficante anseios políticos audaciosos, almejando chegar à presidência da república colombiana.

– Nessa mesma entrevista, o jornalista Leonardo Coutinho, baseado em profundo conhecimento de causa e longos anos de estudo, reproduz claramente, no minuto (50:52), a seguinte fala de Fidel Castro em uma reunião com o recém empossado presidente Hugo Chaves em 1999: “Vamos ajudar o narcotráfico (…). É uma estratégia de ataque. Nós vamos mandar cocaína para atacar os inimigos. A cocaína chega nos Estados Unidos e aí vamos ter uma dupla vitória. Os envenena (sic), tira o dinheiro deles e fortalece a revolução”.

– Teorias quanto ao uso das drogas para narcotizar a população existem, basta pesquisar os estudos gerados pela escola de Frankfurt. Herbert Marcuse, em seus livros “Eros e Civilização” e “O Homem Unidimensional”, fala clara e abertamente sobre essa nova sociedade expandida, na qual a pulsão sexual e os instintos primários a libertará dos grilhões do trabalho produtivo, em detrimento de uma sonhada sociedade livre, baseada no automatismo e ociosidade que expande o homem para novos limites do ser. Pois é… lindo e maravilho, só avisa à “tigrada” que não existe uma sociedade automatizada sem que o sentido de produção/lucro venha a garantir a vontade de se gerar ideias/executar/sustentar, sem que haja uma lógica de mercado existente. Mas vamos lá… o intelectual a que referimos falava, abertamente, em instrumentos para “expandir” essa sociedade no que dizia como “uma inversão no rumo do progresso”.

– Profissionais de todos os tipos (inclusive advogados) já foram condenados por apoiar o tráfico, bem como jornalistas (vide link da insightcrime) que sofriam um cala boca do narcotráfico, seja por medo ou por propina.

– Ongs como o Instituto Igarapé militam, abertamente, pela defesa “recreativa” do uso de entorpecentes, justificando uma diminuição na criminalidade. Assustador saber que os mesmos que defendem esse tal uso recreativo são os que condenam o tratamento precoce de Sars-Cov-2, com o uso de ivermectina e Hidroxicloroquina. Ademais, pergunte às famílias dos dependentes químicos o que elas pensam sobre adjetivar um veneno que destruiu a vida de seus parentes com o termo “recreativo”.

– David Horowitz foi um ativista comunista americano que forjou o famoso termo “faça amor, não faça a guerra”, sendo um dos criadores da New Left dos anos 1960 e também um dos incentivadores do festival Woodstock. Anos depois, impactado com a morte de uma amiga assassinada por um militante do movimento Black Power e vendo a investigação sendo encobertada, convenientemente, ele começou um longo caminho até o conservadorismo. Tais informações são relatadas pelo próprio David Horowitz em suas memórias.

– E, esta história, forçada numa linguagem burlesca, poderia ganhar um caráter menos tolo e infantilóide se o lado que defende o uso livre de drogas também não transformasse essa chaga da humanidade em um simples conto de fadas.

 

 

Adriano Gilberti, para Vida Destra, 11/08/2021.                                                              Sigam-me no Twitter, vamos debater o meu artigo! @adrianogilberti

 

Crédito da Imagem: Luiz Jacoby @LuizJacoby

 

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