O ano de 2022 mal começou, e já temos amostras do que enfrentaremos ao longo deste ano, em relação aos ataques à nossa democracia e às nossas liberdades. Obviamente, quando nos referimos a ataques à nossa democracia, não nos referimos aos mesmos ataques mencionados pelos membros do establishment. No caso deles, o que eles chamam de ataques antidemocráticos nada mais são que críticas justificadas, e muitas vezes bem fundamentadas, contra atitudes e atos de membros das nossas instituições de Estado.

As contradições tomaram conta da nossa sociedade. A lógica parece ter evaporado de muitas mentes, se é que um dia esteve presente nelas. Os discursos estão cada vez mais intragáveis, assim como as reações de muitas pessoas a tudo o que vem ocorrendo. Infelizmente é cada vez mais visível o avanço da narrativa que visa impor um controle social sobre todos nós e calar e banir aqueles que discordam da narrativa imposta. E não importa o quão lógico sejam os nossos argumentos, isto já não importa mais.

As pessoas  estão se deixando levar pelas narrativas, mesmo que não façam sentido, se analisadas mais atentamente. O que está ocorrendo com as pessoas? O que as está levando a desistir de lutar e a abrir mão da própria liberdade? Por que estamos vendo medidas adotadas por regimes como o nazista serem novamente adotadas, sem causar a repugnância que causava a tempos atrás? Afinal, o que mudou em nós?

Na verdade, o que vemos hoje é o resultado de um projeto que levou décadas para ser implementado. Há muito tempo, nossos valores vêm sendo corrompidos, nossa linguagem vem sendo deturpada, e o significado de muita coisa acabou mudando sem que percebêssemos. O conceito de democracia foi deturpado, assim como os conceitos de bem público, bem coletivo e liberdades  individuais. Aos poucos, os conceitos foram sendo alterados, de forma que hoje a maioria das pessoas já crê nos novos conceitos, e isto facilita o trabalho daqueles que têm a tarefa de impor a narrativa que permitirá o controle social total.

Tivemos dois bons exemplos de como o cerco sobre nós está se fechando e de como já somos monitorados e controlados em nosso dia a dia. O primeiro exemplo se refere ao alvoroço que a decisão do Twitter de conceder o selo de verificação para a conta da influenciadora digital Bárbara, do canal Te Atualizei, causou entre os integrantes da velha mídia. O choro e ranger de dentes chegaram a níveis inacreditáveis.

A reação exagerada destas pessoas decorre da mesma distorção de conceitos que citamos acima, mas neste caso se refere ao significado de se possuir uma conta verificada em redes sociais. Qualquer pessoa com o mínimo de sensatez sabe que o objetivo de se obter a verificação de uma conta ou perfil, é garantir ao público que aquele perfil ou conta pertence de fato à pessoa ou entidade que se identifica como sendo a sua criadora. É uma forma de garantia de identidade, e nada mais. Mas muitas pessoas passaram a tratar tal verificação como se quem a possuísse, tivesse plena liberdade de expressão e total domínio da verdade. Claro que este conceito é falso, assim como os discursos diários de muitos daqueles que se indignaram com a decisão da rede social.

A Bárbara tem todo o direito de ter a sua conta verificada, para que seus seguidores tenham a certeza de que as suas publicações são realmente de sua autoria. O mérito é dela e do seu trabalho bem feito, e isto incomodou demais gente acostumada a um trabalho medíocre e que possuem audiência igualmente medíocre.

O segundo exemplo vem das tentativas de cancelamento contra o jornalista Guilherme Fiuza, por conta da sua incansável e exemplar luta pelas nossas liberdades individuais, principalmente as liberdades de expressão e de decisão, e contra a obrigatoriedade da vacinação contra a covid-19 e contra a adoção do passaporte sanitário. Sempre combativo e falando abertamente o que pensa, sem rodeios, Fiuza também se tornou um defensor ferrenho de pessoas como Arlene Ferrari Graf, cujo filho, Bruno Graf, teve a morte comprovadamente em decorrência da vacina contra a covid-19.

Enquanto a grande mídia e as redes sociais fazem de tudo para calar Arlene, Fiuza empresta a sua voz e faz a sua defesa, alertando as pessoas para o risco real apresentado pelas vacinas contra a covid-19. Não se defende uma posição contra as vacinas, mas sim, defende-se a liberdade de cada pessoa decidir se quer ou não fazer uso das vacinas, sem nenhum tipo de obrigatoriedade. Ainda mais quando a discussão passou a incluir as nossas crianças. Ninguém pode dizer quais os efeitos das vacinas a longo prazo, já que as vacinas foram desenvolvidas há pouco mais de um ano.

A pandemia da covid-19 está revelando o verdadeiro caráter de muitas pessoas, e infelizmente estamos constatando que muitas delas possuem um caráter autoritário, que não pensariam duas vezes em retirar as liberdades daqueles que discordarem das suas crenças. Há uma forte competição entre as pessoas para saber quem tem razão, mesmo que seja uma competição onde, na verdade, não há vencedores, mas apenas vencidos.

Se as coisas seguirem nesse ritmo, o ano de 2022 será muito mais difícil para nós do que imaginávamos. Mas ainda há tempo para reagirmos. Por enquanto…

 

 

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Luiz Alfredo Marques Magalhães
Luiz Alfredo Marques Magalhães
13 dias atrás

Fiúza e Bárbara são legítimos representantes do pensamento libertário, honesto e guerreiro que nos infunde coragem e esperança. É nossa obrigação defende-los para que continuem sendo porta-vozes equilibrados e irônicos do que resta desta democracia.