As eleições americanas de 2020 cruzaram a linha da polarização e trouxeram consigo uma polêmica enorme no que diz respeito à fraude eleitoral, algo um tanto quanto inédito na história dos EUA, que tem um processo de eleição um tanto quanto complicado e diferente do brasileiro e do resto do mundo. Votos não contabilizados, fiscais do partido republicano não podendo entrar nos locais de votação, carteiro preso com cédulas de votos na fronteira do país, são apenas alguns dos casos que aconteceram, mas que foram ignorados pela grande mídia. O objetivo deste artigo é mostrar algumas das fraudes que ocorreram, e que  permitirão a Trump entrar com uma ação no Judiciário americano, e garantir sua reeleição.

Antes de começarmos, é interessante que você conheça um pouco do processo eleitoral norte-americano, que é bem diferente do nosso: lá nos EUA, os americanos não votam diretamente no presidente, votam nos delegados dos partidos democrata, de esquerda, ou republicano, de direita. Há outros partidos também, mas esses dois detêm juntos mais de 90% do eleitorado, então são eles que mandam. Cada estado tem um número de delegados, que são pessoas que irão representar seus estados no Colégio Eleitoral, que se reúne em dezembro para eleger o presidente. Quanto maior um estado for, mais delegados ele tem para representá-lo no Colégio, então imagine, por exemplo, o estado da Califórnia, que tem 55 delegados: se lá a maioria da população votou no partido democrata (o que sempre acontece), então os 55 delegados no Colégio Eleitoral vão dar 55 votos para o candidato do partido democrata, no caso, Joe Biden. Até este ano, os delegados, no Colégio Eleitoral, não eram obrigados a seguir o voto dos eleitores e podiam votar como quisessem. Foi o que aconteceu nas duas últimas eleições que elegeram um candidato republicano ao poder: em 2000, o candidato democrata Al Gore venceu nos votos, mas o Colégio Eleitoral resolveu contrariar a decisão dos eleitores e votar em Bush. Em 2016, o Colégio fez a mesma coisa: Hillary Clinton venceu no voto popular, mas perdeu no Colégio, com os delegados escolhendo Trump. No entanto, este ano a Suprema Corte decidiu que os delegados não podem contrariar os eleitores e precisam obrigatoriamente votar no candidato que teve maioria no Estado. Assim, se a Flórida, por exemplo, deu a maioria de votos para Trump, os 29 delegados daquele estado são obrigados a votar no Trump no Colégio Eleitoral. O candidato que obtiver 270 votos no Colégio vence o pleito americano e se torna o Presidente eleito. Além disso, devido ao federalismo, não há nos EUA um órgão central para comandar as eleições, isto é, eles não têm um Tribunal Superior Eleitoral, quem toma conta desse processo são os Conselhos Eleitorais de cada estado, cada um com sua legislação própria, o que já abre possibilidades para problemas.

Em 2020, 5 estados específicos deram o que falar nessas eleições em questão de fraude: Geórgia, Nevada, Pensilvânia, Michigan e Wisconsin. Eles são chamados nos EUA de “swing states”, porque não têm fidelidade partidária, diferente da Califórnia e de Nova Iorque, por exemplo, que sempre votam em democratas, e Texas e Carolina do Sul, que sempre votam nos republicanos. Por isso, vencer nesses estados, dentre outros que também não têm fidelidade, como a Flórida, é tão importante para o candidato que quer ser presidente. Vamos falar aqui de cada um deles um pouco, mas já aviso que não será abordado neste texto todos os casos, pois, se o fizéssemos, daria um livro!

A Geórgia foi um dos estados que mais deram problemas em relação à fraude, se não o que mais deu. Lá, houve recontagem de cédulas e foi descoberto que Trump obteve mais 2000 votos que por algum motivo tinham ido para Biden, que manteve a liderança mesmo após o processo, ainda que por uma vantagem menor. Ainda na Geórgia, no condado de Fayette, um cartão de memória foi encontrado com 2755 votos. Desses, a maioria (1577) era para Trump. Mas não para por aí: no condado de Floyd, no dia 17 de novembro, foram encontrados quase 2600 cédulas não contabilizadas. Mais uma vez, a maioria desses votos eram para Trump: o republicano tinha, entre elas, 1643 votos, enquanto Biden teve mais 865. O condado de DeKalb também teve problemas: um dos lotes de votos marcava que Biden tinha tido 10.707. No entanto, um observador republicano fez auditoria e descobriu que na verdade Biden tinha tido 1.081 votos, não 10.707. Alguns detalhes sobre a Geórgia que devem ser mencionados: desde 2003, o Estado é governado pelos republicanos. Além disso, o Estado tem uma tradição republicana muito forte: desde 1984, o povo de lá só vota em republicanos para presidente. Abriu uma exceção para o Bill Clinton em 1992, mas em 96, quando Clinton tentou a reeleição, a Geórgia não votou nele.

Na Pensilvânia, mais especificamente na Filadélfia, apenas alguns dos observadores republicanos (que são uma espécie de fiscal) puderam entrar na sala do Centro de Convenções, onde se faz a contagem dos votos. O advogado Jerome Marcus conta que viu diversos desses casos (de observadores republicanos registrados sendo impedidos de entrar nos locais de contagem de votos). Isso o levou a apresentar uma ação no Tribunal da Pensilvânia, que obrigou o Conselho Eleitoral a deixar os observadores republicanos entrar no lugar. No entanto, o Conselho, que é dominado pelos democratas, não permitiu que os observadores passassem da barreira que ficava a dois metros aproximadamente da mesa em que os trabalhos estavam sendo feitos, conforme pode ser visto neste vídeo do podcast Saindo da Bolha, que fala sobre política norte-americana. Marcus entrou com apelação no Tribunal Federal, que resolveu o conflito autorizando os observadores republicanos e democratas a ter acesso à contagem. No entanto, milhares de votos já haviam sido contados na ausência dos olhos dos republicanos e só Deus sabe o que os democratas fizeram ali. Rudy Giuliani, advogado de Trump, estima que por volta de 600 mil votos foram “contados” sem a presença de observadores republicanos no país inteiro.

Já em Michigan, mais especificamente no condado de Antrim, o software de totalização de votos deu um “glitch”, isto é, uma falha que transferiu 6 mil votos do Trump para o Biden. Detalhe: outros 47 condados de Michigan utilizaram este software, além de outros estados americanos. Convenhamos: como um programa cuja única função é somar votos dá um problema deste tipo? Nem calculadoras que compramos e pagamos 1,99 e fazem operações matemáticas mais complexas dão esse problema, como pode um software utilizado em um processo eleitoral misteriosamente dar votos do candidato que estava alertando para fraudes o tempo todo para o candidato da oposição que sequer fala coisa com coisa?

Já em Nevada, houve 3000 votos de pessoas que moram em outros estados, mas com um detalhe: essas pessoas votaram no estado que elas moram e em Nevada, o que é crime. O caso já está nas mãos da procuradoria do estado e esse pode culminar na prisão dos 3000 cidadãos que votaram duas vezes.

Outros casos isolados: em Nova Iorque, um carteiro foi preso na fronteira com o Canadá com cédulas de voto. Quando foi pego pela Polícia, ele disse que “foi parar lá por engano”. Além disso, centenas de pessoas que participaram da organização das eleições já assinaram declarações sob juramento (e que podem ser presas por perjúrio caso descubram que elas estão mentindo) para contar à Justiça sobre falhas que viram nas eleições: algumas dizem que foram treinadas pelo Conselho Eleitoral para afanar as eleições, outras contam que, em Detroit, um caminhão chegou num dos locais de votação às 4:30 da manhã dizendo que estava levando comida para o pessoal, mas segundo dois observadores republicanos que ainda estavam lá, esse caminhão estava trazendo é votos (por volta das 100 mil). Em Wisconsin, na calada da noite, coincidentemente Biden teve, em alguns dos lotes de votação, todos os votos e Trump não teve nenhum. Esse caso gerou aquela famosa imagem do gráfico dos votos democratas crescendo na vertical.

Esses são apenas alguns dos problemas que ocorreram nas eleições dos EUA neste ano e que a grande mídia, que se tornou um puxadinho do partido democrata, está ignorando. Trump tem hoje 232 votos de delegados no Colégio Eleitoral e Biden tem 306. Para vencer as eleições, o candidato precisa ter 270 desses votos, o que é possível se Trump conseguir reverter os resultados em Pensilvânia, Geórgia e Michigan. Como a fraude foi evidente, há grandes chances do presidente americano reverter os resultados e ganhar na Suprema Corte americana que, diferente da brasileira, é composta por ministros sérios, além de ter maioria republicana.

 

Vinicius Mariano, para Vida Destra, 23/11/2020
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Luiz Antonio
2 meses atrás

No excelente artigo de @viniciussexto desvendando as fraudes norte-americanas, gostaria de saber do autor se sabe a razão de mapa dos EUA, uns estados estão c/marca de recontagem, outros em Juízo. Em Nevada, não há marca, mas há o problema dos não residentes?

Nunes
Admin
2 meses atrás

Obrigado Vinícius pelo excelente artigo.

Sander Souza
Editor
2 meses atrás

Parabéns por mais um excelente artigo!

Gustavo
Gustavo
2 meses atrás

O artigo está sem as fontes rapaz. Como vc quer publicar algo sem como provar. Duvido que vc seja um mentiroso, mas tente fazer sua ala política prosperar na verdade.