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Opinião: Crianças não devem ser vacinadas contra COVID-19

 

 

Fonte: The Epoch Times

Título Original: Children Must Not Be Vaccinated for COVID-19

Link da matéria original: aqui!

Publicado em 3 de maior de 2021

 

Autores: Paul E. Alexander & Parvez Dara

 

Qual é a razão para vacinar crianças contra a COVID-19? Onde está a ciência, onde estão os dados que fundamentam essa ação? Não vemos nenhum, e achamos que isso é perigoso.

Por que essa pressão para vacinar bebês de 6 meses de idade ou crianças de 10 anos com uma vacina experimental que agrega código genético às células, instruindo-as a produzir uma porção do vírus (a proteína “S” ou Spike), e mais, sem quaisquer dados de segurança e baseando-se em ensaios clínicos que não cumpriram a duração exigida para avaliar adequadamente a segurança da vacina?

Por que expor nossas crianças a um risco tão desnecessário, quando elas podem ser infectadas natural e inofensivamente como parte da rotina de vida, ao se socializarem?

Isso é ilógico, irracional, insano e, argumentamos nós, um posicionamento absurdo de especialistas que deveriam ser mais conscientes.

Qual é o risco?

Não há qualquer fundamento para a vacinação de crianças contra a COVID-19, como tem sugerido o Dr. Fauci (de 6 meses a 11 anos de idade). As crianças têm baixíssimo risco de doença, especialmente de doenças graves resultantes da COVID-19, e elas não disseminam a enfermidade. Os dados mais atualizados da American Academy of Pediatrics mostraram que as “crianças representam 0,00-0,19 por cento de todas as mortes por COVID-19, e 10 estados [americanos] relataram zero óbito infantil. Nos estados que relataram óbitos, 0,00-0,03 por cento dos casos de crianças infectadas pela COVID-19 resultou em morte”.

Outro exemplo é um estudo robusto e de alta qualidade que, nos Alpes Franceses, examinou a disseminação do vírus SARS-CoV-2 em um grupo de casos de COVID-19. Encontraram uma criança infectada que havia visitado três diferentes escolas e interagido com outras crianças, professores e vários adultos. O estudo não relatou nenhum caso de transmissão secundária apesar das interações de proximidade. Esses dados foram disponibilizados ao CDC e a outros especialistas de saúde por mais de um ano.

Pesquisadores suecos publicaram um artigo no New England Journal of Medicine, em janeiro de 2021, sobre a COVID-19 entre crianças de 1 a 16 anos de idade e seus professores, na Suécia. Entre os quase 2 milhões de crianças nas escolas da Suécia, que, segundo relatado, não foram obrigadas a usar máscara facial, houve zero morte por COVID-19 e uns poucos casos de transmissão e hospitalização mínima.

Estudo publicado na Nature não encontrou nenhum caso de disseminação por assintomático positivo entre todos os 1.174 casos de contato de proximidade, fundamentando-se em amostragem de base de 10 milhões de pessoas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) também declarou que a disseminação/transmissão por assintomáticos é rara. Essa questão da disseminação por assintomático é o fator-chave usado para forçar a vacinação em crianças. A ciência, porém, se mantém contrária a essa exigência proposta pela política pública.

Além de não haver comprovação que dê suporte ao parecer de que as crianças espalhem o vírus de alguma forma expressiva e, portanto, precisem ser vacinadas, prova direta mostrando que elas simplesmente não propagam esse vírus ou essa doença. Isso foi demonstrado em ambientes escolares e publicado em outros documentos.

As crianças, se infectadas, tipicamente apresentam enfermidade assintomática. É mais do que sabido que os casos assintomáticos não são os propagadores da pandemia. Neste sentido, é evidente que as crianças não são as principais propagadoras da infecção por SARS-CoV-2, embora propaguem a influenza sazonal.

Nos raros casos em que uma criança é infectada com a SARS-CoV-2, é ainda mais raro que ela fique gravemente enferma ou morra. E, para reiterar, os professores não correm o risco de serem contaminados pelas crianças (é o contrário).

A literatura pediátrica sugere que agora é parecer científico estabelecido que as crianças representam risco baixíssimo ou extremamente raro (quase zero).

Riscos versus Benefícios

Sem um exame cuidadoso de benefícios versus riscos, as crianças não devem ser “carta branca” para sujeição às mesmas políticas destinadas a adultos. Claro, risco zero não é factível – com ou sem máscaras faciais obrigatórias, lockdowns, vacinas, terapias, distanciamento ou qualquer outra coisa que a medicina possa desenvolver ou agências governamentais possam impor.

Para quase todos os jovens na faixa etária dos 20 anos, os riscos de contrair COVID-19 são extremamente pequenos, e, no que se refere às crianças, o risco de morte é basicamente quase zero (pdf) – é o mais próximo de zero que podemos atingir. Portanto, o argumento de custo/benefício do uso de uma vacina essencialmente não testada é bastante arriscado e não oferece praticamente nenhum benefício.

O risco potencial de efeitos colaterais desconhecidos e graves das novas vacinas, que mal foram testadas, é, na verdade, uma incógnita. Isso porque é quase um fato inaudito que uma vacina seja liberada ao público com essa rapidez. O que não significa que você não deva se vacinar.

Não somos, com certeza, antivacinas e, também com certeza, as crianças devem ser vacinadas contra sarampo, caxumba e rubéola, entre outras, pois essas doenças produziram efeitos drásticos em termos de morbidade e mortalidade, durante décadas. Para as populações em que o risco de morte ou de agravamento da doença COVID-19 é significativo – adultos de meia-idade e mais idosos, ou indivíduos com outras vulnerabilidades médicas crônicas, como problemas respiratórios graves, cardíacos ou imunológicos – o uso de uma vacina nova e pouco testada não só é razoável, como também pode ser a atitude mais prudente e responsável.

De modo inexplicável, surgiu recentemente uma avalanche de assertivas em apoio à vacinação de crianças. Obviamente, isso também implica que as vacinas experimentais devem ser testadas em crianças antes da aplicação e do uso em massa.

A Moderna, Inc. recém anunciou que está iniciando um estudo da vacina mRNA em crianças de 6 meses a 11 anos de idade, nos Estados Unidos e no Canadá, num último esforço para expandir a campanha de vacinação em massa para além dos adultos.

Esse estudo pediátrico nos ajudará a avaliar o potencial de segurança e imunogenicidade da nossa vacina contra Covid-19 nessa importante população mais jovem”, afirmou Stéphane Bancel, diretora-executiva da Moderna. Com base na literatura que discutimos aqui, claro está que essa afirmação é obviamente falsa. De modo alarmante, soubemos que a dosagem já foi iniciada pela Moderna.

Isso é realmente uma questão de gerenciamento de risco, e os pais devem considerar seriamente que a COVID-19 é uma doença muito menos perigosa para as crianças do que a influenza. Os pais devem ser corajosos e estar dispostos a avaliar o assunto estritamente sob o ponto de vista do benefício versus risco, e perguntar a si mesmos: “Se o risco (quando há) é pequeno para o meu filho, se o risco de sequela grave ou morte é quase zero e, desse modo, nenhum benefício resultará da vacina… sendo que há possibilidade de danos, inclusive efeitos desconhecidos da vacina (como já reportados em adultos que foram vacinados), então, por que eu submeteria meu filho a tal vacina?”

Um apelo por cautela

Escrevemos este artigo também como um apelo por cautela. Trata-se realmente de decisões que implicam gerenciamento de risco, as quais, nós, como pessoas livres e como pais, temos a liberdade de tomar [a decisão] nos Estados Unidos. Lembrem-se, ainda, que as crianças não podem fornecer um adequado consentimento informado. Este é um assunto ético importante.

A taxa de mortalidade em crianças abaixo dos 12 anos é de quase zero, como pudemos avaliar. Nós obrigamos nossas crianças a usar máscaras faciais, fechamos as escolas, as trancamos em casa e impulsionamos surtos de suicídios em adultos, como também em crianças, por causa dessas políticas, e, agora, almejamos vacinar crianças com uma vacina experimental, para a qual não temos dados sobre efeitos danosos no longo prazo. Em nossa opinião, isso é inseguro demais.

Não se trata apenas de se eles comprovarão que a vacina é segura para as crianças. A questão é que não há base para isso. O CDC e especialistas como o Dr. Fauci, em nossa opinião, estavam errados quanto aos lockdowns, aos fechamentos de escolas, à obrigatoriedade do uso de máscaras faciais e outras restrições. Todas as restrições criaram uma tremenda confusão para a sociedade, à medida que começamos a emergir da dor de lockdowns e escolas fechadas – atos doentios e punitivos.

Os pais devem, agora, dar um passo à frente e exigir que as autoridades de saúde e os desenvolvedores de vacinas (e qualquer entidade interessada no desenvolvimento de tais vacinas) argumentem por que são favoráveis à vacinação de crianças. Não aceitem simplesmente, porque não há nenhum motivo plausível para isso. Obriguem essas pessoas a argumentar e, se elas não conseguirem, e se, conforme suas [dos pais] próprias avaliações de risco, os argumentos não fizerem sentido, então, não vacinem as crianças. Isso não é o mesmo que comprar um par de sapatos para elas. As crianças podem herdar doenças graves e deficiências por toda uma vida, até mesmo a morte, se alguma coisa der errado.

Não fizemos testes de segurança; nenhum estudo proposto terá a capacidade de coletar dados no período necessário. O tamanho da amostragem não pode jamais ser uma compensação ao tempo. Lembrem-se do desastre ocorrido com a pólio em 1955 e o incidente Cutter; lembrem-se da vacina contra a dengue em 2017 (Dengvaxia) e a perigosa síndrome de extravasamento de plasma, quando a vacina predispôs aquelas crianças ao risco de infecção; lembrem-se da vacina contra H1N1 em 2009 e da narcolepsia; lembrem-se da vacina contra RSV, nos anos 1960; lembrem-se da vacina contra o sarampo nos anos 1960 e o impacto nas crianças; lembrem-se da vacina DPT de 1977, e assim por diante.

Além disso, é um despropósito sugerir que as “variantes” do vírus podem causar infecção nas crianças e prejudicá-las; não há nenhuma base para tal afirmação. Para aqueles que estão tentando amedrontar os pais com declarações ilógicas e absurdas de que uma cepa letal pode emergir das variantes, argumentamos que vocês estão usando termos como “pode” e “poderia”. Não encontramos nenhuma evidência que dê suporte a essas alegações. Isso é tão somente uma gigantesca especulação!

Fazer tais alegações não é ciência, e decisões nelas fundamentadas não se baseiam em evidências. Precisamos enxergar a ciência verdadeira, e não apenas a gigantesca especulação de especialistas midiáticos de saúde, quase sempre insensatos.

De modo assustador, acumulam-se as evidências de que a proteína Spike, por si só, pode ser patogênica e mortal, e isso nos preocupa, considerando-se que estamos injetando proteína S ou mRNA para codificá-la para isso.

O Dr. PatrickWhelan, pediatra da UCLA, compartilha de nossas graves preocupações e escreve… “Preocupa-me a possibilidade de que o desenvolvimento de novas vacinas para criar imunidade contra a proteína S da SARS-CoV-2 (incluindo as vacinas de mRNA da Moderna e da Pfizer) tenha o potencial de causar lesão microvascular no cérebro, no coração, no fígado e nos rins, algo que de certa forma não está sendo avaliado nos ensaios clínicos de segurança dessas medicações”.

Whelan afirmou, em dezembro de 2020, em carta enviada à Food and Drug Administration americana: “Antes que qualquer uma dessas vacinas seja aprovada para amplo uso em humanos, é importante avaliar, nos pacientes vacinados, os efeitos cardíacos da vacinação… Pacientes vacinados também poderiam ser examinados quanto aos danos em tecidos distantes, com biopsias cutâneas da área deltoide… Tão importante quanto controlar rapidamente a propagação do vírus, por meio da imunização da população, seria termos que enfrentar centenas de milhões de pessoas sofrendo danos microvasculares de cérebro ou coração, no longo prazo, como resultado de falhas na avaliação de curto prazo dos efeitos não pretendidos das vacinas baseadas na proteína Spike de longa duração nesses outros órgãos”.

O próximo passo

Crianças devem ter vida normal e, se expostas à SARS-CoV-2, podemos confiar que, na vasta maioria dos casos, elas não só terão sintomas leves, mas também desenvolverão, ao mesmo tempo, imunidade adquirida naturalmente – uma imunidade que é definitivamente superior àquela que poderia ser fornecida por uma vacina. Essa abordagem também aceleraria o desenvolvimento da tão necessária imunidade de rebanho, sobre a qual muito já se escreveu.

Permitam a interação diária de crianças com crianças. Exposição inofensiva e natural. Isso não só induzirá à imunidade adaptável, mas proporcionará às crianças uma defesa mais robusta contra qualquer variante mutante do vírus propriamente dito. Além disso, permitirá que os sistemas imunológicos de nossas crianças sejam sobrecarregados e ajustados diariamente, em oposição ao enfraquecimento a que as estamos sujeitando via lockdowns e fechamentos de escolas que já duram um ano.

Fazemos isso e, ao mesmo tempo, protegemos rigorosamente os idosos que são frágeis, os idosos em geral e aqueles com condições de comorbidade e indivíduos obesos. Temos que usar proteções estritas nos residenciais de idosos e em outros ambientes de congregação similares (incluindo equipes de trabalho que, com frequência, continuam sendo fonte da infecção). A melhor ciência é usar uma proteção mais “focada” e direcionada, que se baseie na idade e nos fatores de risco conhecidos, especialmente no que se refere às crianças.

Solicitamos ao CDC (Centers for Disease Control and Prevention) e a outros representantes de agências governamentais que forneçam clareza a esse crescente risco à sociedade. Solicitamos que os testes de vacinas em crianças sejam interrompidos o mais rapidamente possível. Isso não se baseia apenas nos supostos riscos associados à vacinação em massa, mas ainda mais especificamente porque, como já dissemos, as crianças simplesmente não precisam de uma vacina contra a COVID-19.

Além disso, solicitamos que as agências governamentais esclareçam a relação riscos-benefícios de tais vacinas para as crianças antes de avançarem para outra “autorização de uso emergencial” de vacinas nessa população.

Para concluir, em geral, permanecemos céticos sobre a segurança das vacinas atualmente administradas, pois a FDA emitiu uma autorização de uso emergencial e não aplicou a regulamentação completa necessária para aprovação da Biologics License Applications. Isso continua nos preocupando enormemente, pois o componente de segurança não foi totalmente avaliado, significando, em essência, que todas as pessoas vacinadas contra a COVID-19, no presente, compõem um amplo ensaio clínico de Fase III.

Os resultados de eficácia e segurança serão conhecidos em dois ou três anos, e talvez seja necessário ainda mais tempo para conhecermos os efeitos adversos de longo prazo.

Expor crianças a uma medicação de uso emergencial não testada sugere que, sem ela, as crianças estariam sob risco extremo. Não há dados que apoiem tal risco potencial. E qualquer especialista médico que sugerir o contrário é fraudulento. Está na hora de as agências governamentais e seus especialistas médicos pararem de espalhar informações e virem a público dizer a verdade, especialmente quando isso diz respeito às nossas crianças.

Se há uma base plausível, se há comprovação, então que as tragam e nos permitam analisá-las. Até lá, porém, por favor, nós lhes pedimos, deixem nossas crianças em paz.

 

Dr. Paul Elias Alexander, Ph.D, possui treinamento intensivo em medicina baseada em evidências e epidemiologia clínica; também é metodologista em pesquisa. Graduou-se em Oxford, no Reino Unido; na Universidade de Toronto, na McMaster em Hamilton, Ontário, e participou de vários treinamentos em epidemiologia de bioterrorismo na Johns Hopkins, sob a orientação do Dr. Donald Henderson (que erradicou a varíola).

 

Howard Tenenbaum, DDS, Ph.D, é diretor odontológico no Mount Sinai e, também, é chefe da divisão de pesquisa no departamento de odontologia do hospital. 

 

Parvez Dara, M.D., MBA, é oncologista em Toms River, New Jersey. Graduou-se pela King Edward Medical University e possui mais de 20 anos de experiência prática.

 

 

Traduzido por Telma Regina Matheus, para Vida Destra, 03/07/2021.                                  Faça uma cotação e contrate meus trabalhos através do e-mail  mtelmaregina@gmail.com ou Twitter @TRMatheus

 

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Carmen de Andrade
Carmen de Andrade
2 meses atrás

Excelente! Muito elucidativo.