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Opinião: Estou furiosa. A comunidade negra está sendo usada para perpetrar um ataque contra os americanos

 

 

Fonte: The Western Journal

Título Original: Op-Ed: I’m Furious the Black Community Is Being Used to Perpetrate an Attack Against Americans

Link para a matéria original: aqui!

Publicado em 13 de maio de 2022

 

Autora: Catherine Davis

 

Algo insano se desencadeou na onda do vazamento da minuta que detalhava a deliberação da Suprema Corte de derrubar a decisão [do caso] Roe versus Wade.

Esta nova obscenidade aterradora é mais insidiosa e letal do que [a lei] Jim Crow já foi, um dia. Uno-me às muitas outras pessoas que estão enfurecidas porque a comunidade negra, mais uma vez, está sendo usada para perpetrar um ataque terrorista contra o povo da América.

São as elites que estão a convocar as mulheres para levar isto para as ruas – a fim de protestar contra a possível reversão de uma decisão cujo impacto, nesta nação, foi genocida e devastador. Em particular, [as elites] querem que a comunidade negra – esta em que a taxa de natalidade foi arrasada a tal ponto que [as mulheres] não mais têm filhos suficientes para permanecer como 12% da população – se junte a elas nas ruas. Desta vez, isto não acontecerá.

Por toda a América, mulheres negras em idade reprodutiva – aquelas que, de maneira consistente, têm sido o alvo da indústria do aborto – fizeram, em termos proporcionais, o maior número de abortos. De fato, mulheres negras em idade reprodutiva compõem aproximadamente 3% da população e, ainda assim, representam 40% de todos os abortos realizados. Em alguns estados, os números são tão horripilantes que fariam você perder o fôlego, com mais abortos sendo realizados do que bebês nascendo.

A Georgia, onde sou candidata ao governo, é um desses estados. Em 2020, foram realizados 31.248 abortos. Deste número espantoso, 20.601 – ou seja, 66% –  eram de mulheres negras. Os abortos realizados na Georgia atingiram números nunca vistos – um ano excepcional para a indústria do aborto, mesmo durante uma pandemia.

Nesse mesmo ano [2020], a Planned Parenthood, a principal provedora de abortos da nação, cujo escritório regional no Sudeste fica em Atlanta, anunciou que é uma organização sistematicamente racista e de supremacia branca, que causou “danos reprodutivos” às mulheres pertencentes às minorias. A reação… cri, cri, cri.

Não houve manifestações, protestos ou indignação por parte dos líderes da “justiça social”. Não houve tumultos, gritos do “Black Lives Matter” [Vidas Negras Importam], nem exigências para fechar a Planned Parenthood. Nenhum legislador negro, eleito para proteger os interesses dos negros, marchou nas ruas ou reagiu de alguma forma à confissão da Planned Parenthood. Em vez disso, continuaram a aceitar dinheiro da organização que matou milhões de sua própria raça. O silêncio foi ensurdecedor.

O objetivo do movimento de direitos civis nunca foi o de ser usado como ferramenta para destruir a família negra. No entanto, políticos usaram o movimento para criar uma falsa narrativa, que inclui o “direito” de tirar a vida de nascituros.

Por meio do Negro Project, da Planned Parenthood, lançado em 1939 e que continua atuante até hoje, operadores políticos, tais como Stacey Abrams e o senador Raphael Warnock, são pagos para promover o controle de natalidade e o aborto como se fossem instrumentos que salvam vidas, especialmente as vidas de mulheres negras. Eles dão a isto o nome de “justiça reprodutiva” – mas isto é qualquer coisa, menos justiça.

Em resposta à possibilidade de reversão da decisão [do caso] Roe, Abrams anunciou que suspendeu sua campanha de obtenção de recursos financeiros em favor de obter dinheiro para as mesmas organizações que extirparam mais vidas negras do que qualquer outro grupo, incluindo a KKK. Desde 1973, mais de 20 milhões de bebês negros morreram em alguma clínica de aborto instalada em vizinhanças negras ou próxima a elas. Esse número devastador é maior do que toda a população negra da América em 1960.

Estou furiosa com a ousadia de Abrams e de outros em prostituir a experiência negra, a fim de venderem abortos para mulheres negras. Nenhum de nossos ancestrais lutou, sangrou e morreu para que a comunidade negra pudesse ser exterminada em nome dos direitos civis, da justiça social ou da saúde das mulheres.

O plano diabólico lançado por Abrams, em apoio ao perene Negro Project, tem que ser totalmente extinto, juntamente com todos os outros planos de terror conduzidos pela elite, os quais almejam persuadir os juízes da Suprema Corte a mudarem seus votos. Estou convocando todas as pessoas de boa vontade, todas as pessoas que acreditam que cada vida deve ser protegida, seja dentro ou fora do útero, para se unirem contra esse mais novo plano que pretende intimidar a Corte, levando-a a uma decisão política em vez de constitucional.

Estou convocando a comunidade negra a não mais permitir que nossas vidas sejam prostituídas em nome do enriquecimento de uns poucos. Nossa nação, nosso estado e nossa comunidade merecem o direito à vida.

 

*Catherine Davis é presidente e fundadora do Restoration Project, uma organização pró-vida, pró-família e pró-educação. É candidata ao governo da Georgia.

 

 

Traduzido por Telma Regina Matheus, para Vida Destra, 21/05/2022.                                  Faça uma cotação e contrate meus trabalhos através do e-mail  [email protected] ou Twitter @TRMatheus

 

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