No último domingo de junho, mês em que é celebrado o “orgulho gay”, os prédios do Congresso foram iluminados com as cores da bandeira LGBT (sim, LGBT, não me peçam para lembrar aquela sigla interminável que sempre muda porque eu não lembro). Também é nesse mês que acontece a Parada LGBT de SP, uma das maiores do mundo, ou melhor, aconteceria se a China não tivesse nos infectado e parado o mundo com um vírus. Tais eventos têm por objetivo celebrar o “orgulho gay”, que começou a ser celebrado em junho devido à chamada “Rebelião de Stonewall”, que foi uma série de manifestações de LGBTs norte americanos contra uma invasão da polícia que aconteceu no dia 28 de junho de 1969, no bar Stonewall Inn, no bairro novaiorquino de Greenwich Village. Os Estados Unidos, na época, tinham um sistema jurídico anti-homossexual, isto é, um sistema homofóbico de fato, que perseguia pessoas devido sua orientação sexual. Assim surgiu o “orgulho LGBT”, algo que não faz tanto sentido, mas que vamos tentar entender um pouco nesse artigo.

Orgulho, segundo o dicionário, é um “sentimento de prazer, de grande satisfação com o próprio valor, com a própria honra”. A pergunta inicial que vem a partir dessa definição é: por que sentir atração pelo mesmo sexo ou não aceitar o sexo biológico, no caso dos transsexuais, faria o valor ou a honra de alguém aumentar? Características individuais, sejam ou não genéticas, não deveriam ser motivo para “orgulho” de ninguém, dado que a última vez que isso foi levado às últimas consequências, aconteceu o genocídio nazista. Porém, um dos motivos de haver o tal orgulho gay é, segundo um ativista que não será identificado por motivos de privacidade, que “a sociedade tenta fazer com que as pessoas LGBT sintam vergonha de quem elas são e o orgulho é uma resposta a isso“. Isso não pode ser verdade, pois, na sociedade brasileira, homossexuais podem casar, adotar crianças e participar e ganhar grandes realities shows, como o Big Brother Brasil, vencido pelo ex deputado Jean Wyllys. O que a sociedade brasileira, majoritariamente conservadora, é contra é a imposição de agendas do movimento gay que podem prejudicar a família, como o PL 5002/2013, de Jean Wyllys e Erika Kokay, que permite a mudança de sexo para adolescentes sem autorização dos pais de acordo com o parágrafo primeiro de seu artigo 5. Duvida? Confira na íntegra clicando aqui.

Vincular a sexualidade ao valor ou à honra do indivíduo é relativizar méritos, conquistas e capacidade humana, pois, como nascemos sem nenhuma habilidade ou influência, nascemos, via de regra, todos iguais, porém vamos nos modificando a partir do ambiente em que vivemos à medida que nossas habilidades sensoriais e mentais vão se desenvolvendo. O que aumenta o valor do indivíduo é um mérito objetivo que ele adquire com suas faculdades físicas ou intelectuais e que outras pessoas não têm. Quanto maior for o mérito alcançado, maior será o motivo de orgulho. Exemplos: um adolescente que mora em um lugar onde o uso de drogas é predominante entre seus amigos e colegas, mas diz não a elas, diferentemente dos outros, tem motivos para se orgulhar. Um aluno que é a mais inteligente de sua sala tem motivos para se orgulhar. O mesmo vale para um pai de família que trabalha duro para dar o melhor aos seus filhos e esposa. Todos esses exemplos são de empreendimentos que o indivíduo alcança a partir de sua ação, transformando seu estado atual em um estado melhor, porém, para muitos que tem o “orgulho gay”, todos esses são exemplos de “meritocracia que não deve ser comemorada”. Atitudes como essas, de relativizar o mérito dos outros e sentir “orgulho do tesão”, como diz Olavo de Carvalho, mostra que estamos vivendo naquilo que Ayn Rand chamou de “a era da inveja“, a era em que ter méritos próprios é motivo de vergonha e que há um ódio dos piores pelos melhores.

Entretanto, essa situação não poderia ser de outra forma: a maioria dos homossexuais são de esquerda, pois políticos e intelectuais dessa vertente política os colocaram em uma espécie de “senzala ideológica”, de modo que, na visão deles, precisam ser de esquerda para terem “direitos”. Essa é uma visão deturpada e completamente falsa e exemplos não faltam. Na Inglaterra, por exemplo, um membro do partido conservador, Lord Arran, propôs, com Leo Abse, membro do partido trabalhista (de esquerda), o projeto de lei que descriminalizou a homossexualidade naquele país. A aprovação dessa lei contou também com o voto favorável de Margaret Thatcher, ex premier odiada por muitos dos homossexuais de esquerda por ser conservadora. No governo Bolsonaro, houve redução de 20% dos homicídios, o que beneficiou gays, lésbicas e a sociedade no geral, porém, a maior parte dos homossexuais votou em Fernando Haddad, candidato que tinha, no plano de governo, a proposta de soltar presos. Além disso, a esquerda não está em condições lógicas ou morais de monopolizar os votos de homossexuais e utilizá-los como massa de manobra, pois a maioria da esquerda é marxista em algum nível e Marx dizia que a homossexualidade era uma “perversão burguesa”. Mas não é só ele: Stalin e Che Guevara, os “deturpadores” de Marx, levaram esse pensamento marxista a sério e perseguiram homossexuais em Cuba e União Soviética, matando uns e mandando para campos de trabalho forçado sob temperaturas abaixo de 0º outros. Porém, há homossexuais que idolatram esses homens e dariam tudo para viver sob o governo deles, o que mostra a genialidade propagandística da esquerda, pois se Stalin e Che Guevara voltassem, os homossexuais seriam os primeiros a ir para campos de concentração.
Para lutar por direitos e contra o preconceito, foi criada a parada gay em 1997, que era uma marcha legítima. Porém, depois que os homossexuais conquistaram os direitos, a parada gay tornou-se nada mais nada menos que uma festa, mas continua com o título “contra o preconceito”. Acontece, no entanto, que os homossexuais de esquerda são extremamente preconceituosos com os de direita, de modo que se um homossexual diz ser eleitor do Presidente Bolsonaro, por exemplo, é taxado de tudo quanto é adjetivo negativo e até “traidor” do movimento LGBT, que diz lutar para que homossexuais tenham a liberdade, dentre outras, de votar em quem quiser.

O orgulho gay é incompatível com a ideia de orgulho e, por isso, não passa de um termo bonitinho utilizado pela esquerda para cooptar homossexuais para essa vertente política que no passado os assassinou. Desta forma, a maioria dos gays foram doutrinados e o homossexual que consegue desafiar o pensamento hegemônico e seguir a vertente conservadora recorre ao mundo das ideias, onde segundo Platão está a verdade, e consegue sair da caverna, onde estão os doutrinados. Conseguir enxergar a verdade é um mérito e, como todo mérito, é passível de orgulho.

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Sander Souza
Sander Souza
2 meses atrás

Parabéns por mais um excelente artigo, meu amigo!
Texto claro e objetivo sobre um tema que provoca discussões acaloradas!
Eu sou ainda mais restrito na sigla do que você, pois sou do tempo que se usava apenas GLS!

Suzana
Suzana
Reply to  Sander Souza
2 meses atrás

O termo “simpatizantes” sempre me intrigou… cheira a armário.

Gressy Cardoso Mosciaro
Gressy Cardoso Mosciaro
2 meses atrás

Excelente artigo.
Orgulho temos que ter da nossa dignidade como ser humano de princípios.

Nunes
Admin
2 meses atrás

Excelente! Sintetizou bem a situação !

Christian Freitas?? NÃO SE AUTOMEDIQUE!
Christian Freitas?? NÃO SE AUTOMEDIQUE!
2 meses atrás

Excelente desenvolver de raciocínio lógico e legitima defesa da verdade da vida como originalmente concebida. Parabéns pelo trabalho honesto!

Eden Freire
Eden Freire
2 meses atrás

Parabéns! Excelente texto, digno de ser lido por todos os homossexuais que estão na bolha ideológica servindo de massa de manobra.