O coronavírus, mesmo com sua baixa letalidade, trouxe consigo o desespero de pessoas que se tornaram especialistas da noite por dia em diversos assuntos, todos com seus Diplomas de Idiotas obtidos no “Mark Zuckerberg Institute”, ou, como é conhecido popularmente, “Facebook”. Das maiores falácias ditas por esse povo, confinado em suas casas no ócio, e por governadores populistas é a de que: “temos que pensar primeiro na vida e depois na economia”. Tal ideia está redondamente errada e iremos demonstrar aqui com argumentos sólidos os porquês, ao contrário do apelo emocional e populista gritado pelos especialistas de Facebook aos 4 cantos da internet, além de entendermos os efeitos devastadores da quarentena, as consequências políticas e o que deve ser feito para superarmos essa crise.

Economia é uma palavra grega que significa “administração do lar” e para administrar o lar, é necessário que o consumidor, que somos nós, tomemos diversas decisões sobre o que comprar, a qual preço comprar, onde comprar etc. Os produtores também têm que tomar decisões: o que produzir, quanto de lucro é possível obter, quanto produzir, por quanto vender etc. Se o governador, de forma arbitraria, determina a quarentena, em que todos os comércios fechem e fiquem abertos apenas os “serviços essenciais”, como supermercados e farmácias, gera-se uma distorção em todo o sistema de oferta e demanda, pois por mais que os mercados estejam abertos, as pessoas, que antes trabalhavam em outros estabelecimentos, como lojas de carros, salão de beleza, despachantes, lojas de roupas e etc. ficam impedidas de trabalhar, logo, não produzem, não recebem pagamento e consequentemente não têm dinheiro para comprar as coisas que estão no supermercado, o que leva a elas terem fome, problema o qual traz outras doenças, como anemia, que além de matar, pode trazer danos sérios no longo prazo, como infecções dos mais diversos tipos, visto que ela ataca o sistema imunológico. Anemia, no entanto, não é a única doença que a quarentena pode trazer. Depressão, ansiedade, obesidade, gripes e demais doenças que são contraídas por pessoas que ficam juntas, confinadas o dia inteiro no mesmo ambiente, são outros males que podem acometer quem fica de isolamento social. A gripe e depressão, por exemplo, matam muito mais que covid19: a gripe, em 2019, mesmo com vacina e vários remédios, ceifou 650 mil vidas no mundo e apesar da alta transmissibilidade do vírus, não se viu a Organização Mundial de Saúde recomendando quarentena. A depressão é outro grande empecilho: a doença afeta aproximadamente 322 milhões de pessoas no mundo e 11,5 milhões de brasileiros em condições normais, isto é, sem pandemia e sem isolamento social. Devemos torcer para que o mal do suicídio, causado pela depressão, não acometa o povo por medo do covid19, mas a realidade é que já tem gente se matando ou tentando por causa do coronavírus, principalmente na Itália: em Pávia, um homem de 65 anos, hospitalizado por broncopneumonia, ainda aguardando o resultado do teste de coronavírus, jogou-se da janela do hospital onde estava sendo tratado. Em Milão, um homem que sofria de sintomas pulmonares, tentou matar a companheira e depois cortou sua própria garganta. Uma outra tentativa ocorreu em Lecce, onde um idoso, aterrorizado pela ideia de adoentar-se, tentou se suicidar, mas foi salvo. Também aconteceu com enfermeiras: uma que trabalhava no hospital San Gerardo de Monza, e que estava com coronavírus. Segundo a Gazeta do Povo, o estresse, o cansaço e o temor de ter infectado outras pessoas devastaram-na e levaram-na a tirar sua vida. O mesmo fez outra enfermeira de 49 anos, que trabalhava no hospital de Jesolo, em Vêneto, e que estava em isolamento social havia 2 dias: quando seu teste deu positivo, não foi capaz de lidar com a tensão extrema e se suicidou, jogando-se no rio Piave. Os suicídios, no entanto, não se restringem à Itália: um indiano chamado Bala Krishna, de 50 anos, se enforcou com medo de passar coronavírus para a sua família e domingo, dia 29 de março, o Ministro alemão das Finanças do estado de Hesse tirou a própria vida após manifestar “profunda preocupação com o coronavírus”. Outro efeito devastador do isolamento em função do coronavírus é a destruição de famílias: na cidade chinesa de Xi’an, depois do fim da quarentena, registraram-se 14 pedidos de divórcio por dia e os cartórios nem horários têm mais para atender devido à quantidade enorme de pedidos. Para os adultos, o divórcio, apesar de doloroso, acaba rápido, mas para as crianças e adolescentes, ele traz consequências para o resto da vida, podendo prejudica-las, não em todos os casos, é claro, mas em alguns, certamente.

Além disso tudo, pessoas que continuam trabalhando nos serviços essenciais, como supermercados e farmácias, ou de casa (o chamado home office), também correm o risco de passarem fome e ficarem submetidas a todos os outros riscos os quais as outras pessoas estavam, pois o processo de produção e distribuição dos produtos é distribuído, isto é, nem tudo que uma pessoa consome na cidade de São Paulo, por exemplo, é produzido lá. As empresas tendem a montar suas fábricas em locais que sejam mais economicamente viáveis, isto é, locais em que mão de obra e impostos sejam mais baratos, apesar da logística. Na prática, significa que produtos são produzidos em alguns lugares do Brasil e transportados, via caminhões, para o resto do país. Como os comerciantes de São Paulo e Rio de Janeiro, dois grandes centros de produção e distribuição, foram proibidos de abrir, não há restaurantes para que caminhoneiros se alimentem na estrada, o que está levando os a cogitar uma paralisação, não porque querem diminuição do preço do combustível ou outro benefício, mas sim porque não conseguem se alimentar para trabalhar. Uma vez que caminhoneiros parem, produtos não chegarão onde devem chegar, logo, os poucos produtos que sobrarem no mercado serão consumidos a um preço elevado, visto que a demanda aumentará e o preço também e depois que acabarem, não haverá mais produtos básicos, como arroz e feijão, para consumirmos, o que causará uma fome em massa, falência de diversos estabelecimentos e consequentemente um processo de descivilização, perpetrado por governadores que estão seguindo as recomendações de uma autoridade da Organização Mundial de Saúde, o diretor geral Tedros Adhanom, que nem médico é, mas sim um profissional de “saúde comunitária” que ajudou o governo ditador e socialista da Etiópia a esconder 3 surtos de cólera quando fora Ministro da Saúde daquele país.

Demonstrei um pouco das consequências econômicas e biológicas que a quarentena irá trazer e vimos que uma vez que a vida é mantida por recursos escassos, como alimentos e remédios, cuidar “primeiro da vida e depois da economia” é nada mais nada menos do que um sofisma econômico, termo utilizado por Frederic Bastiat, economista e jornalista francês, quando escreveu um dos seus mais célebres ensaios: “O que se vê e o que não se vê”, que pode ser aplicado para a situação em que estamos vivendo agora. Quando o governador do seu estado decretou isolamento social, o que se viu foi que os estabelecimentos comerciais foram fechados e que as pessoas ficaram isoladas em casa, sem produzir e vulneráveis àquelas doenças que vimos acima. O que não se vê, no entanto, é que como não estamos trabalhando, não estamos produzindo e se não estamos produzindo, não há bens para serem trocados no mercado. Se não há bens para serem trocados no mercado, como roupas, serviços, carros etc., não há a necessidade de empregar alguém, então a primeira consequência do que não se vê será o desemprego, que irá aumentar de qualquer forma. Como o consumo está freado e/ou limitado, já que não há estabelecimentos abertos, o empobrecimento é a segunda grande consequência do que não se vê. As doenças, das quais já falamos, que as pessoas irão adquirir ao longo desse período e que causará impacto em todos os setores de suas vidas, é a terceira consequência do que não se vê e a quarta é que o governo terá menos dinheiro, o que o impedirá de ajudar a população mais pobre, pagar bolsas em universidades e investir em áreas essenciais, como segurança, pois se não trabalhamos, as empresas vão à falência e haverá menos dinheiro de impostos entrando nos cofres públicos. Há muitas outras consequências se formos fazer uma análise completa, mas essas já são o suficiente para compreendermos os impactos devastadores e o processo de descivilização que a quarentena irá causar, além de entendermos que o mantra repetido por pessoas demagógicas que diz que “temos que pensar primeiro na vida e depois na economia” nada mais é que uma falácia.

Vamos agora falar das consequências políticas e das eventuais soluções para o problema, o que inclui o fim do isolamento social, restringindo o apenas aos que têm doenças agravantes (como diabetes e doenças cardíacas), idosos e infectados.

As consequências políticas do covid19 serão várias. A primeira delas é que João Doria, que revoltou a população bolsonarista que o elegeu, não será eleito mais nem para síndico de prédio, visto que o PSDB, depois do movimento político conservador que se formou com Bolsonaro, não obterá mais os votos da população que era contra o PT e que votava nesse partido. A esquerda sempre considerou o PSDB como um partido de “extrema direita” e por isso vota nos partidos que sempre votaram, como PT, PSOL, PDT e agora a Rede da Marina Silva. A direita considera o PSDB um partido de esquerda, o que ele de fato é segundo seu próprio estatuto que as bestas esquerdistas não leram, mas pelo fato de a esquerda o jogar para a direita e a direita o jogar para a esquerda, ele fica no meio de dois espectros políticos que nenhum dos dois lados, além dos poucos isentões, querem. A popularidade de todos os governadores e do Presidente também cai nesse momento, com a diferença de que quem votou no Presidente continua apoiando o, enquanto que os governadores, como Doria e Witzel, não têm mais apoio popular, pois a esquerda não é fã de nenhum dos dois, apesar de estarem concordando com suas pautas neste momento apenas porque são contra Bolsonaro, mas em 2022, esses mesmos de esquerda votarão no PT, PSOL, PDT e demais partidos, nos ajudando a mandar esses atuais governadores para o ostracismo político. A crise mostrou também que o apoio a Bolsonaro, que pediu para reabrir o comércio, continua firme, pois carreatas foram feitas em SP e SC pedindo para os governadores reabrirem o comércio e colocarem fim na quarentena. Em suma, Bolsonaro defende o que nós, seus eleitores, e os empresários defendem: a reabertura do comércio e o isolamento dos grupos de risco.

Quanto à solução, não há outra e nem nenhum milagre: todos os comércios devem ser reabertos e as pessoas devem tomar os devidos cuidados, visto que, se isso não acontecer, a quarentena nunca vai acabar, só ficaremos em casa e a economia irá ruir aos poucos, até estarmos parecidos com a Venezuela. O covid19 é altamente contagioso, porém, pouco letal, tanto que a minoria esmagadora que o pega fica internada e um grupo menor ainda entre os que ficam internados acabam morrendo, além de os casos de cura serem superiores aos de mortes (no momento que escrevo esse artigo, dia 29 de março de 2020, dos 721 mil que tiveram ou têm coronavírus no mundo, 153 mil estão curados, e 34 mil morreram). A Coreia do Sul, para se ter ideia, estabilizou as infecções pós quarentena, porém, quando retornaram, uma mulher infectada foi a um culto e a disseminação do vírus voltou. A partir desse cenário, concluímos que se ficarmos em casa, vamos apenas gerar um colapso social de pobreza e miséria, pois é impossível eliminar o vírus de todos com certeza absoluta, até porque, segundo o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, de 100 pessoas que pegarem o covid19, apenas 14 irão manifestar sintomas. Com isso, não dá para ter certeza se, em casa, de quarentena, já não estamos infectados com coronavírus. Porém, pais idosos que moram com seus filhos potencialmente infectados e assintomáticos, estão correndo um risco altíssimo de se infectarem pelo fato de o filho que pode estar com o vírus estar no mesmo ambiente que os pais o dia inteiro, o que coloca a população de risco em um risco maior ainda. Aliás, acredita-se que é isso que esteja acontecendo no Brasil e no mundo, pois na Itália, mesmo após a quarentena, os casos continuaram a subir e nos estados brasileiros que decretaram quarentena também: em São Paulo, a quarentena começou no dia 24 de março e o estado tinha 810 casos. No dia 29, com quase todos trancados em suas casas, o número é de 1461, ou seja, quase dobrou. No Rio de Janeiro ocorreu a mesma coisa: quando foi decretada a quarentena, o número de casos estava em 305 e hoje é de 600. Os casos na quarentena crescem da mesma forma de quando ela não havia sido imposta, variando de 5 a 17% no Rio de Janeiro e de 10 a 23%, aproximadamente, em São Paulo, o que prova sua ineficácia, dado que, se ela realmente funcionasse, os números teriam diminuído bruscamente e não aumentado.

A partir dos dados aqui mostrados, conclui-se que sistemas irão entrar em colapso uma hora ou outra, agora será necessário escolher o quanto os governadores querem colapsar tais sistemas. O de saúde irá colapsar, seja com coronavírus, em que a maioria dos infectados não fica internada e faz o tratamento em casa, conforme mostram os dados do Mato Grosso do Sul, Porto Alegre e outros locais, seja com as outras doenças citadas acima (depressão, ansiedade, obesidade, doenças do coração etc). A economia pode não colapsar se governadores suspenderem a quarentena e adotar o isolamento vertical (isto é, apenas de grupos de riscos, idosos e infectados), como está fazendo o Japão e a Suécia, que estão obtendo bons resultados no combate sem decretar fechamento do comércio. Levando em consideração a alta transmissibilidade do vírus, a baixa letalidade e a baixa incapacitação, uma vez que a maioria infectada é assintomática e dos que pegam, apenas uma minoria fica internada, a quarentena tem de ser imediatamente revogada, as pessoas devem voltar a trabalhar para terem dinheiro para comer, para produzirem o que comer e para que o país volte à normalidade, pois, como demonstrado, por trás do isolamento, há doenças mais letais que covid19, cujo tratamento tem dado grandes resultados com cloroquina, medicamento esse que o especialista Didier Raoult comprovou há 13 anos que funciona contra os vírus do tipo coronavírus quando administrado com azitromicina, mas que ANVISA está demorando um século para oficialmente liberar.

Vinicius Mariano
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Ana
Ana
1 mês atrás

Excelente e realista .

Fábio Yoshida
1 mês atrás

Concordo com o texto e ainda faço três adendos. 1º As mortes por infarto dispararam nos EUA. O medo de ir a um hospital e pegar Covid faz com que cardíacos demorem para chamar ajuda médica e os atendimentos ocorrem tardiamente reduzindo drasticamente os socorros bem sucedidos. 2º O feminicídio quase dobrou em São Paulo. A quarentena forçou muitos casais ao convívio pouco harmonioso (para não dizer em pé de guerra) e o resultado está nos números oficiais. 3º Recessão mata. Recessão causa o aumento da miséria, e miséria mata. Recessão diminui a arrecadação reduzindo os recursos em segurança pública… Read more »