Opinião

Os jovens e as eleições!

Por Adilson Veiga

“Um homem que não seja um socialista aos 20 anos não tem coração. Um homem que ainda seja um socialista aos 40 não tem cabeça.” — Georges Benjamin Clemenceau

Essa frase me veio a cabeça, pois reflete exatamente o porquê de socialistas gostarem tanto do caos e da miséria.

Quando você vê muita miséria e necessidade, normalmente pensa que algo deva ser feito a respeito. O problema, nesse caso, é querer que seja rápido e fácil ― é quando se joga toda a responsabilidade nas costas do Estado.

É justamente aí que entram os jovens!

Sabemos que normalmente temos a tendência de romantizar tudo quando somos mais jovens, portanto, fica mais fácil exercer influência nessa idade ― e é aí que entra a doutrinação. 

Demagogos e aproveitadores — todos com mais de 40 anos — costumam despejar, nesses jovens, teorias como igualdade, defesa de minorias prejudicadas e redistribuição de renda — como se as duas últimas não fossem antagonistas da primeira ― já que, quando falamos de igualdade, não pode haver separação por casta, nem o tirar de um para dar ao outro.

Mas por que ainda acreditam, se temos tantos exemplos na história de que o socialismo não dá certo?

Porque esses demagogos e aproveitadores juram que isso nunca foi tentado e/ou fizeram da maneira errada, na época errada, ou que não tinham as condições adequadas, e que dessa vez será diferente.

Quanto aos maiores de 40 anos que ainda acreditam, a eles não não falta cabeça; para eles, só existem duas explicações:

_ Ou são meros aproveitadores que pensam em se dar bem, garantidamente, com tal ideologia;

_  Ou são almas que já foram totalmente perdidas, sem nenhuma chance de salvação.

Então, é nessa juventude que devemos focar toda a nossa atenção, mostrando e provando que nunca dará certo; que o controle estatal pode funcionar por um breve período, mas que, a longo prazo, acaba por tirar suas liberdades de propriedade, de livre associação e de expressão. E quando se perdem as liberdades, perde-se junto a felicidade ― e sem felicidade, não há como prosperar ― acabando por nivelar a todos por baixo, na mesma miséria!

Temos que mostrar, da maneira mais simples possível, que não existe almoço grátis; que o governo, seja qual for a ideologia, não fabrica dinheiro nem recursos — e que, de uma maneira ou outra, todos pagarão.

Precisamos mostrar que a solução não está em um sistema que excluiu pessoas, que tira suas liberdades de expressão e de escolha, que concentra riquezas nas mãos de poderosos que detêm o controle estatal, e que trata com desigualdade indivíduos iguais.

Precisamos mostrar que somente em uma sociedade livre, em que o Estado só tenha a obrigação de combater os violentos e a violência, é possível que todos os indivíduos — independentemente de classe — tenham a liberdade de buscar seus sonhos.

Por isso, não se iludam: essa tomada de atitude de nossa parte tem que ser pra ontem.

Estamos em ano de eleição e é nossa obrigação mostrar para esses jovens que vivem esse sonho romântico e utópico ― de que o socialismo “pode melhorar a vida das pessoas” ― que isso simplesmente não existe! 

Precisamos fazer o trabalho contrário dos pseudo-intelectuais da esquerda progressista, e tirar da cabeça desses jovens os elementos da doutrinação cultural, como: luta de classes, igualdade de gênero, minorias oprimidas, liberdade sexual. Precisamos mostrar que isso só nivela a todos como um nada!

Ou fazemos isso agora, ou corremos o risco de nos perdermos para sempre — pois as forças inimigas estão movimentando suas peças no tabuleiro. 

Um bom exemplo disso é que nossos ministros ativistas do TSE já iniciaram uma campanha, usando pseudo-artistas e intelectuais para incentivar jovens de 15 a 18 anos a tirarem seus títulos de eleitor.

Não se enganem, nem apostem na sorte ou no destino — existe um livre arbítrio, lembram? — ou poderemos pagar pelo nosso descaso!

 

 

Adilson Veiga, para Vida Destra, 29/03/2022.
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