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Os zuckerbucks não estão adulterando apenas as eleições, mas estão também interferindo na educação das nossas crianças

 

Fonte: The Federalist

Título Original: Zuckerbucks Aren’t Just Tampering With Elections, They’re Tampering With Your Kids’ Education

Link para a matéria Original: aqui

Publicado em 2 de agosto de 2021

 

Autores: Sloan Rachmuth e Savannah Hulsey Pointer

 

Os Republicanos da Câmara de Representantes apresentaram, em 1º de julho, a “Lei do Término dos Zuckerbucks”, com a finalidade de eliminar doações de determinadas organizações “sem fins lucrativos”, isentas de impostos, para entidades que cuidam de eleições. O projeto de lei tem 12 coautores Republicanos, como Dan Bishop, da Carolina do Norte, e Chip Roy, do Texas.

O projeto mira organizações como o gigantesco grupo “filantrópico” criado pelo CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, conhecido como Chan Zuckerberg Initiative (CZI). Se a lei for aprovada, a Receita Federal poderá retirar o status de isenção de taxas, da seção 501(c)(3), de grupos que doem diretamente a autoridades eleitorais estaduais e locais. A motivação para essa lei tão drástica tem origem em um problema muito real, que se tornou chocantemente aparente na última eleição.

Claudia Tenney, Representante Republicana de Nova York, uma das principais defensoras do projeto de lei, explicou ao jornal The Daily Caller que “Mark Zuckerberg direcionou US$ 350 milhões a órgãos governamentais durante as eleições de 2020, com nenhuma transparência ou responsabilização,  usando o Center for Tech and Civic Life (CTCL), uma organização esquerdista sem fins lucrativos”.

Os legisladores Republicanos perceberam que estavam diante de um ato de corrupção embalado em um pacote organizado e sem fins lucrativos de vários bilhões de dólares. Eles estão determinados a alterar o Código Tributário para incluir salvaguardas que mantenham o Facebook sob controle e impeçam que ele continue corrompendo e adulterando o processo eleitoral. Se o governo americano quiser continuar a ser “do povo, pelo povo e para o povo”, essa é uma medida absolutamente necessária.

Embora os esforços do Facebook para interferir em eleições abertas e honestas estejam agora amplamente constatados, muitos americanos não entenderam totalmente que a CZI (Chan Zuckerberg Initiative) também destinou recursos significativos para interferir na educação pública.

A CZI é um dos principais financiadores do Collaborative for Academic, Social, and Emotional Learning (CASEL), uma organização educacional com sede em Chicago. Há mais de 20 anos, essa organização criou o conceito de “aprendizado social e emocional” e agora é a maior fonte nacional da programação SEL (Social and Emotional Learning), com programas em operação em 20 estados. A organização alega alcançar cerca de 1,7 milhão de estudantes com sua ideologia de esquerda.

A CASEL foi fundada por Daniel Goleman, autor de “Inteligência Emocional”, e pelo filantropo Eileen Rockefeller Growald. O objetivo expresso do programa era ajudar as crianças a “adquirir habilidades para reconhecer e administrar as emoções, desenvolver cuidado e consideração pelos outros, tomar decisões responsáveis, desenvolver relacionamentos positivos e lidar de maneira eficaz com situações difíceis”.

Contudo, a CASEL não está oferecendo apenas aprendizado social e emocional. Agora, estão usando uma variante chamada de “SEL transformador”,  que se baseia fortemente em conceitos que estimulam nos estudantes a obsessão pela raça e por supostas identidades de gênero. As escolas que usam pesquisas para promover conceitos como esses têm sido acusadas de violar a lei Family Educational Rights and Privacy Act (FERPA), que exige acesso dos pais às respostas dos estudantes às pesquisas.

O texto do programa da CASEL descreve conceitos de teoria crítica da raça, como “Direito e dominância racial branca”, promove ideologia de esquerda sob o pretexto de “conscientização social crítica” de pais e alunos e desperta preocupação com o fato de que a “maioria” dos professores são “mulheres brancas da classe média”.

Além de promover o fanatismo contra os brancos, o programa SEL da CASEL ajuda Zuckerberg a alcançar seu declarado desejo de “fortalecer a democracia por meio de… esforços ambiciosos para impulsionar a participação do eleitor”. Logo depois das eleições de 2020, a CASEL publicou um guia que orientava os educadores a “falar, demonstrar e responsabilizar os eleitos”.

O programa de estudos sociais da CASEL – “Facing History and Ourselves (FHAO) (Enfrentando a História e Nós Mesmos)” ensina os estudantes a valorizar a prática de voto por correio e insiste que a fraude eleitoral é “quase inexistente”. Outro recurso do programa FHAO, “From Reflection to Action: A Choosing to Participate Toolkit” (Da Reflexão à Ação: Kit de Ferramentas de Escolha e Participação), dá aos educadores orientações detalhadas para facilitar o registro de eleitor dos estudantes nas escolas, além de projetos de ativismo que combinam justiça social e tecnologia.

Considerando as dificuldades dos estudantes em busca de carreiras vantajosas ao se graduar, a última coisa de que precisam é de uma conscientização forçada com litanias de propaganda esquerdista à guisa de “educação”. E se organizações prósperas e poderosas, como o Facebook, tentam se infiltrar na sala de aula — com uma agenda esquerdista evidente e sem valor acadêmico — é mais do que justo reduzir esse esforço usando cada meio disponível.

 

*Sloan Rachmuth é jornalista investigativo e presidente da Education First Alliance (Aliança pela Educação em Primeiro Lugar), um grupo americano de pais que defende que, no centro das políticas e currículos escolares, devem estar o desempenho, o desenvolvimento moral e a valorização dos estudantes como patrimônios dos Estados Unidos.

*Savannah Hulsey Pointer é editor executivo da Education First Alliance e jornalista freelance especializado em Educação.

 

 

Traduzido por Telma Regina Matheus, para Vida Destra, 14/08/2021.                                  Faça uma cotação e contrate meus trabalhos através do e-mail  [email protected] ou Twitter @TRMatheus

 

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