URSS, Cuba, Camboja, Venezuela… Em todos esses países, o modelo socialista foi tentado, e em todos eles, o resultado que veio foi o mesmo: fome e miséria em massa. Não se sabe exatamente se era assim que Karl Marx pretendia acabar com a desigualdade, mas pelo pouco que se conhece do pai do “socialismo científico”, tem de se a crer que não, dado que o próprio Marx teve uma vida regada a luxos enquanto militava a favor de uma ideologia que no futuro iria dizimar milhões de pessoas (qualquer semelhante com o playboy comunista que estuda na Federal é mera coincidência).

Mesmo após diversos fracassos, miséria, ditadura, opressão, guerras e sangue derramado, há uma quantidade considerável de defensores do socialismo, inclusive, um dado que preocupa bastante é a pesquisa feita pela empresa de dados YouGov, em que foi revelado que pelo menos 70% dos Millennials, geração nascida entre o começo da década de 80 até o ano de 1990, poderiam votar em um político socialista e também que 1 a cada 3 Millennials têm uma visão boa do comunismo. Tal pesquisa revela a falência da educação nos moldes contemporâneos, em que as escolas e universidades se tornaram nada além do que um centro de difusão do pensamento socialista, transmitido por intelectuais aos estudantes, parte mais fraca do processo de transmissão de conhecimento.

Sob essa ótica, apresento-lhes 4 problemas que impedem totalmente o funcionamento do socialismo e que são totalmente ignorados nos círculos acadêmicos contemporâneos, dado que os intelectuais de esquerda ganham com a difusão das ideias socialistas sem nexo, que destroem a cabeça de crianças e adolescentes que no futuro serão políticos e destruirão sociedades com elas.

O primeiro problema que surge para criticar o socialismo é a falta de incentivos. Por que um engenheiro procura estudar na melhor universidade de seu país, estudar fora da sala de aula, enquanto poderia sair com seus amigos, se dedicar sendo o melhor da classe, fazendo mestrado e posteriormente doutorado? Por que ele gosta da área? Sem dúvidas, mas há algo além: porque ele quer dinheiro. Tanto isso é verdade que engenheiros com esse currículo não trabalham em empresas pequenas para ganhar pouco, trabalham em grandes empresas, como Vale ou Petrobrás, para ganhar o máximo de dinheiro que puderem. No socialismo, o salário de um engenheiro seria o mesmo que um faxineiro (absolutamente nada contra a profissão de faxineiro, que é tão digna quanto as outras), que não precisa estudar tanto quanto o engenheiro para realizar o seu serviço. Este é o primeiro grande problema do socialismo: ele destrói o incentivo que as pessoas têm de se desenvolverem profissionalmente.

O segundo grande problema é a necessária tendência à ditadura. Você já deve ter ouvido os mantras “socialismo e liberdade” e “socialismo e democracia”, certo? Pois saiba que tanto um quanto o outro não passam de balelas falaciosas criadas por políticos demagógicos de esquerda que querem se aproveitar de pessoas inocentes. O socialismo é impossível na democracia como meio, que seria as pessoas concordarem que o estado tem que planejar a economia toda a fim de reduzir as desigualdades. As pessoas poderão concordar que o estado terá que planejar a economia, mas jamais conseguirão concordar com o que o estado socialista deverá produzir, dada a subjetividade e volatilidade das demandas de cada pessoa. O socialismo também é incompatível com a democracia como fim, que é a limitação do poder do estado através do voto: se os indivíduos desejam que o estado planeje a infraestrutura da sociedade, que é a economia, isso não diminuirá o poder dele, mas sim aumentará arbitrariamente a ponto do estado virar um monstro autoritário, como é visto em todo estado socialista. Tudo isso ocorre porque o socialismo submete o poder econômico ao poder político, ao invés de deixá-los separados. O poder econômico apresenta um meio de resistência contra as arbitrariedades do poder político e vice versa. Exemplo de como o poder econômico te protege do poder político: imagine que o estado aprove uma lei que irá reduzir o seu salário. Você pode abrir uma empresa para se proteger daquela lei e ganhar tanto quanto ou mais do que ganhava antes ou até procurar outro emprego que pague mais. Exemplo de como o poder político te protege do poder econômico: imagine que você comprou um produto de uma empresa e ele veio quebrado. Você pode acionar a justiça do estado ou órgãos como o PROCON, que irão tratar de obrigar aquela empresa a te restituir.

O terceiro problema é o problema do conhecimento, proposto pelo Nobel da economia Friedrich August von Hayek, em meados de 1940. Basicamente, a tese de Hayek diz que o socialismo é impossível porque parte da assunção de que toda a informação existente na sociedade sobre demanda pode entrar na cabeça de um líder socialista, que no caso é o governo ou uma comissão, ser processado e sair com um resultado ótimo de coisas que devem ou não ser produzidas, levando em consideração as demandas atuais da sociedade. Além de ser impossível, caso fosse possível, durante a produção daquilo que saiu da cabeça do líder socialista, as pessoas podem mudar de opinião a respeito do que elas queriam naquele momento, dado que os gostos e consumos do ser humano mudam de uma hora para a outra. Isso acontecendo, haverá um desperdício enorme daquilo que foi produzido e a demanda das pessoas continuará não sendo atendida.

E o último problema, que coloca fim em toda a discussão socialista, é o problema do cálculo econômico, elaborado pelo economista austríaco Ludwig von Mises. A tese de Mises define que toda produção de bens de consumo tem um valor monetário, o qual você consegue calcular, e um valor subjetivo, o qual somente você sabe qual é. Por exemplo: supondo que você seja um fazendeiro e decide plantar batata e vendê-lá a 0,50 centavos no mercado. Você poderia plantar cenoura e vender a 0,80, mas você não planta cenoura por fatores subjetivos e pessoais: você nunca plantou cenoura antes, você já sabe para quem vender a batata, você sabe que pelo seu terreno da para plantar mais batatas etc. Esses são os fatores subjetivos que te levam a plantar batata e ganhar menos a plantar cenoura e ganhar mais. Agora, imagine que você vai construir uma ferrovia. Para isso, são necessários vigas de aço, pregos, madeira, serviços de solda, uma escavadeira etc. Esses são os produtos, que ao serem criados, possuíam também um valor monetário e um valor subjetivo e quando você os compra para fazer a ferrovia, você paga o valor monetário definido pelo mercado o qual cada um pertence, e o valor subjetivo que eles têm para você. Acontece que ambos esses valores estão embutidos no preço do produto e você pagará por ele apenas se quiser. Isso só é possível no capitalismo, uma vez que nesse sistema empreendedores observam, sob o risco de estarem errados, as demandas subjetivas de indivíduos e criam produtos para satisfazer essas demandas. Esses produtos têm um valor e quando o indivíduo compra um produto X de uma empresa, ele está trocando parte do que ele produziu por parte do que outra pessoa produziu. Em uma economia socialista, se todas as empresas pertencem ao governo, este não conseguirá descobrir as demandas subjetivas de toda a sociedade, uma vez que os indivíduos não podem produzir nada para trocar uns com os outros, apenas esperar do estado. Além disso, se tudo pertence ao estado, torna-se impossível descobrir quais são os preços dos bens comercializados, porque, no capitalismo, quem define o preço de um bem ou serviço é o mercado, isto é, a população que compra ou não os produtos das empresas de acordo com o valor monetário e subjetivo. No socialismo não há esse mercado, já que tudo pertence ao governo, o que levará, necessariamente, ao caos econômico, pois não saberá o quanto custa cada bem ou serviço. Logo, a tese de Mises pode ser resumida em: sem a propriedade privada das empresas não há mercado. Sem mercado não há a formação de preços.  E sem preços não há informação a ser transmitida, o que gera toda a miséria no socialismo.

Se há tantas refutações contra o socialismo, por que há tantos socialistas? Os motivos variam. O principal é que há muitos intelectuais que ganham dinheiro defendendo o socialismo. O segundo é que há apaixonados ideológicos por esse sistema. Sabe aquele seu amigo petista que sabe de todos os podres do PT e continua apoiando o partido? É mais ou menos igual no socialismo, o típico “corno manso da política”, que sabe que dá errado e continua tentando. Há também o caso daqueles que são vítimas dos intelectuais, principalmente das universidades, e passam a crer na tese porque ouviu do professor, figura o qual a vítima tem absoluto respeito por ter um suposto prestígio. Para se aproveitar dos apaixonados ideológicos, surgem os políticos socialistas, que ganham rios de dinheiro para defender os interesses dos seus eleitores e assim não precisam trabalhar e nem produzir nada de útil. Seja lá qual for o motivo que leva as pessoas a crerem no socialismo, a direita tem o dever moral e cívico de levar a verdade a elas, desmistificando balelas socialistas e explicando aos leigos e socialistas que foram vítimas de intelectuais que o socialismo não defende os pobres, mas sim leva os a miséria e causa a eles mais pobreza.

Vinicius Mariano

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