Na mesma semana que vimos o presidente Jair Bolsonaro substituir o presidente da Petrobras, e todo o estardalhaço que esta decisão provocou, vimos também o presidente levar pessoalmente ao Congresso Nacional as Medidas Provisórias que, se aprovadas pelo parlamento, permitirão as privatizações da Eletrobras e dos Correios.

Toda esta situação serviu para trazer novamente à tona a questão das privatizações e do gigantismo do Estado brasileiro.  A máquina pública brasileira é uma verdadeira draga de recursos públicos, que pouco ou nada retribui aos cidadãos que a mantém, através dos pesados impostos que lhes são cobrados. A redução desta estrutura é necessária, para que a riqueza gerada pelas pessoas não tenha que ser gasta na sua manutenção.

O Estado existe para servir ao cidadão. O Estado existe para fazer pelas pessoas aquilo que elas não podem fazer por conta própria, por sua livre iniciativa. Por isso as atribuições de um Estado eficiente jamais seriam tão abrangentes como as do Estado brasileiro. Ao assumir tantas atribuições, o Estado brasileiro apenas se torna um maior consumidor de recursos e um péssimo prestador de serviços, por não dar conta de todas as responsabilidades que assumiu.

Devemos ter em mente que quanto maiores forem as atribuições e responsabilidades do Estado, maiores serão as suas necessidades financeiras. E não podemos nos esquecer que somos nós, os pagadores de impostos, que satisfazemos tais necessidades financeiras. Se quisermos pagar menos impostos, precisaremos primeiro diminuir a necessidade de recursos do Estado. Nenhuma reforma tributária poderá fazer o milagre de diminuir impostos sem que os custos da máquina pública também diminuam.

Privatizar as empresas estatais é salutar, e proporcionará melhores serviços à população. Mas não é a única solução. Uma reforma administrativa que diminua a quantidade de órgãos e funcionários públicos também é necessária, bem como uma adequação das carreiras e salários, para torná-las semelhantes às da iniciativa privada.

Por isso, privatizações de empresas estatais, reforma administrativa e reforma tributária devem receber a mesma atenção, por parte do governo, do Congresso e da sociedade. Se bem conduzidas, ao final estas três pautas proporcionarão inúmeros benefícios à nossa sociedade, permitindo que a economia cresça de forma sustentável, pelo fato das pessoas manterem consigo a maior parte do fruto do seu trabalho, hoje confiscado na forma de impostos.

Nenhuma nação é próspera, se não tiver um povo próspero. E nenhum povo pode ser próspero, com o Estado confiscando a maior parte da riqueza produzida. A diminuição do tamanho do Estado e das suas atribuições e responsabilidades proporcionará a verdadeira e tão desejada justiça social.

 

 

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Welton Reis
1 mês atrás

Vi muita gente ficar rica nas estatais, seja como funcionário ou prestador, um oásis para a corrupção. Acho que a maioria dos congressistas são contrários à privatização já que irá mexer no potinho de ouro deles. Excelente artigo!