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Rebelião por liberdade em Cuba estremece as elites socialistas cubana, chinesa e americana

 

 

Fonte: The Epoch Times

Título Original: Cuban Freedom Rebellion Shakes Cuban, Chinese, and American Socialist Elites

Link para a matéria original: aqui!

Publicado em 14 de julho de 2021

 

Autor: Austin Bay

 

O povo cubano se rebela, uma vez mais, contra o estado-prisão comunista que Fidel Castro estabeleceu após a tomada de poder em 1959.

Grandes manifestações ocorrem em mais de 30 vilarejos e cidades, sendo Havana o ponto focal. Relatos aleatórios de protestos, prisões e confrontos inundaram a mídia norte-americana e europeia, mas tais relatos deixam claro que milhares de cubanos estão nas ruas exigindo comida, remédios e liberdade. Os manifestantes também acusam o regime de lidar muito mal com a pandemia da COVID-19.

Além disso, um segmento grande e raivoso da população cubana apoia os manifestantes e suas persistentes demandas por itens básicos de sobrevivência e governo competente.

A imensa maioria da população apoia mudanças econômicas e políticas?

Meu palpite é que sim, porque a reação do regime Castrista demonstra temer o povo em massa. Assim como a reação do Partido Comunista Chinês às demandas por democracia, na Tiananmen Square [Praça da Paz Celestial], em 1989, as elites comunistas de Cuba sabem que permitir a liberdade significa o fim do regime comunista e de seu estilo de vida luxuoso [das elites].

Lembrem-se. Os manifestantes de Tiananmen erigiram uma estátua de papier mache, de 10 metros de altura, à qual chamaram de Deusa da Democracia. Em 4 de junho de 1989, o governo do PCC demoliu a estátua e assassinou manifestantes aos milhares.

Os comunistas de Cuba sabem que a repressão pode funcionar. No entanto, os bandidos cubanos não estão em um lugar tão poderoso quanto seus compadres chineses. Os Estados Unidos estão apenas a 140 km de distância.

No dia 12 de julho, a ditadura Castro do século 21, agora liderada pelo presidente Miguel Diaz-Canel, bloqueou várias plataformas de mídia social, incluindo Facebook e Instagram. Em 13 de julho, uma fonte relatou que o regime havia imposto um blackout parcial da Internet.

O regime comunista acredita que os protestos e as demandas são coordenados. Por quem? O ministro das Relações Exteriores de Cuba alegou – sem provas – que os Estados Unidos financiaram os protestos. Típica guerra de narrativa comunista – culpar os Estados Unidos. O PCC [Partido Comunista Chinês] culpou os Estados Unidos por incitar os protestos pró-democracia de Tiananmen e Hong Kong.

Fidel Castro tinha carisma. Os esquerdistas “progressistas” internacionais – casos lamentáveis, como o senador Bernie Sanders (Independente, Vermont) e a deputada Alexandria Ocasio-Cortez (Democratas, Nova York) – ainda veneram Fidel e justificam a brutal tirania do regime.

Diaz-Canel tem menos personalidade, portanto, o regime de 2021 sofre de um déficit severo de carisma que não pode ser imputado à América. Ele simplesmente não é capaz de entreter grandes audiências com a conversa fiada da “esperança” e com retórica utópica. Entretanto, ele é tão prolixo quanto Fidel. A BBC relatou que ele fez um longo discurso de 4 horas, televisionado, chamando os manifestantes de “contrarrevolucionários”. Ele afirmou… “A ordem de combate foi dada, os revolucionários tomem as ruas”.

Mais guerra de narrativa: “revolucionários”, de acordo com a propaganda comuna, significa “bandidos armados, aos quais o regime fornece comida e papel higiênico”. Diaz-Canel estava ordenando que suas forças de segurança atacassem os manifestantes. Ele acredita que a repressão funciona.

Há quem diga que, desde os anos 1960, quando ficou evidente que a Cuba de Castro era um satélite da União Soviética, um número significativo de cubanos está em rebelião constante.

Atletas desertores receberam alguma atenção da mídia. A maioria dos rebeldes proeminentes eram e ainda são aqueles que pegam barcos e botes e tentam fugir para qualquer lugar do Caribe, com exceção da Venezuela Chavista do século 21. Os cubanos sabem que Nicolás Maduro comanda outro inferno comunista, mas um que é apoiado pelo dinheiro do petróleo e pelo tráfico de armas russas e iranianas.

Êxodos massivos por barco ocorreram entre 1980 e 1994. Eram rebeliões de todo tipo, com milhares de cubanos repudiando o autoproclamado paraíso dos trabalhadores, de Castro, e se tornando refugiados.

Muitos morreram na fuga. Na mídia social, o senador Marco Rubio (Republicanos, Flórida) enfatizou “que, em 13 de julho de 1994, a guarda costeira cubana afundou, propositalmente, um barco de reboque que transportava cubanos em fuga da ilha e, depois, se recusou a resgatar os passageiros”. O ataque cubano matou 41 cubanos que buscavam liberdade. Rubio, em seguida, mostrou um vídeo de 2021, em que um manifestante “baleado pelas forças do regime” chegava ao hospital em uma carroça que servia de ambulância.

Exatamente. Uma carroça. Sob a liderança de Fidel e seu irmão, Raul, a agricultura cubana regrediu de tratores para bois; o transporte, de ônibus para bicicletas. O Exército Cubano tornou-se presença significativa na economia. A mesma coisa aconteceu com o Exército de Libertação do Povo, na China.

As manifestações de julho de 2021, em Cuba, podem não derrubar o regime, mas os protestos indicam que Cuba está à beira de uma revolta cultural e política contra a tirania marxista.

 

*Austin Bay é coronel da Reserva do Exército dos Estados Unidos, escritor, colunista, e professor de estratégia e teoria estratégica na Universidade do Texas, Austin. Seu livro mais recente é “Cocktails from Hell: Five Wars Shaping the 21st Century” [em tradução livre, “Coquetéis no inferno: cinco guerras moldam o século 21”].

 

 

Traduzido por Telma Regina Matheus, para Vida Destra, 17/07/2021.                                  Faça uma cotação e contrate meus trabalhos através do e-mail  mtelmaregina@gmail.com ou Twitter @TRMatheus

 

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