O meio ambiente é um tema sensível há muito tempo. Com o crescimento e o fortalecimento do globalismo e do progressismo, este tema se tornou ainda mais relevante, principalmente por conta das mudanças climáticas atribuídas à ação do homem, que usa os recursos naturais de forma desenfreada. Para tentar melhorar a relação da humanidade com a natureza, vários acordos foram propostos, como o Protocolo de Kyoto, ou o Acordo do Clima de Paris, ambos propondo a redução nas emissões globais dos gases que provocam o efeito estufa.

Obviamente, a preservação ambiental e o uso racional dos recursos naturais são importantes, e ninguém em sã consciência negaria isso. O que complica muito a discussão séria do tema meio ambiente, é a politização e a ideologização que tomou conta do debate, desviando o foco e ocultando os aspectos que realmente importam numa discussão séria sobre esse tema.

No Brasil, por exemplo, quando se fala em meio ambiente, as pessoas só tem duas preocupações: desmatamento e incêndios na Amazônia. Claro que o desmatamento ilegal deve ser combatido, assim como os incêndios florestais, mas resumir a discussão ambiental a esses dois tópicos apenas é desprezar a complexidade e a importância real desse tema.

A maioria das pessoas se esquece que o Brasil possui cinco grandes biomas: Floresta Amazônica, Pantanal, Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. Cada um desses biomas possui características distintas, e também apresentam desafios e problemas igualmente distintos. Por isso, a política ambiental do governo precisa ser diversificada, para conseguir atender às diferentes demandas ambientais do país.

Nesse sentido, ao contrário do que alardeia a oposição, o governo Bolsonaro, na figura do ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, tem feito um excelente trabalho. O combate à corrupção e aos desvios das verbas públicas destinadas  à área ambiental são importantes, bem como a fiscalização e a elaboração de nova legislação sobre o tema.

Um grande problema ambiental brasileiro e que foi sistematicamente “esquecido” por décadas, é o saneamento básico. Mesmo sendo uma das maiores economias do mundo, e em pleno século XXI, o Brasil ainda não é capaz de oferecer água tratada, coleta e tratamento de esgoto, e a coleta e o descarte apropriado do lixo, a todos os cidadãos. Provas desse descaso dos governos passados, são as obras da transposição do Rio São Francisco, que poderia garantir a segurança hídrica de milhões de pessoas, e o novo Marco Legal do Saneamento Básico, apresentado na forma de medida provisória, que acabou caducando no Congresso, mas que foi depois apresentada como projeto de lei e aprovada. Nesse caso, a demora que levou a medida a caducar, ocorreu porque estados e municípios se colocaram contra a medida, que prevê a possibilidade de privatizar as empresas públicas de fornecimento de água e coleta de esgotos, o que prejudicaria muitos interesses políticos. Como se vê, a preocupação com as pessoas e o meio ambiente ficavam sempre em segundo plano.

E aqui há um aspecto muito importante a ser considerado: não se pode tratar de meio ambiente sem considerar também as pessoas! E este é, a meu ver, o grande erro que muitos cometem ao discutir as soluções para os problemas na área ambiental. Querer impedir as pessoas de usar os recursos naturais não é o caminho. A sociedade humana depende dos recursos naturais para a sua sobrevivência e por isso as discussões devem ser no sentido de buscar o uso racional desses recursos, de forma a termos um equilíbrio entre a retirada feita pelo homem e a reposição natural desses recursos, lembrando que muitos deles não podem ser repostos, como os combustíveis fósseis, por exemplo.

Por este motivo, além do desmatamento e das queimadas, as ações governamentais na área ambiental precisam considerar as relações das pessoas com o meio ambiente da região onde elas vivem, englobando assim, medidas na área da infraestrutura de saneamento básico, a questão energética, a mobilidade urbana, a produção de alimentos e demais atividades econômicas.

O ministro Ricardo Salles tem implementado medidas que visam mitigar o impacto ambiental da atividade humana. Um projeto que vem apresentando resultados é o que prevê a eliminação dos lixões nas cidades brasileiras até 2024, e em um ano 600 lixões já foram fechados. Também é importante a proposta de conceder à iniciativa privada a gestão e conservação de áreas de preservação ambiental e reservas ecológicas. Esta parceria pode ser benéfica, ao permitir que áreas atualmente sem a vigilância e fiscalização do governo, possam ser efetivamente cuidadas e protegidas. A retomada e conclusão das obras da transposição do Rio São Francisco, a ampliação do uso da energia solar e eólica, a criação do Conselho da Amazônia, e o fortalecimento da fiscalização, do monitoramento e do combate ao desmatamento e aos incêndios, em parceria com as Forças Armadas,  também merecem destaque entre as ações governamentais.

O governo também está tratando da questão ambiental sem o peso ideológico que muitos colocam sobre esse tema. O presidente Bolsonaro já deixou claro em várias oportunidades, que é necessário buscar o desenvolvimento econômico das cidades e comunidades  na área da Amazônia Legal, pois o presidente acredita, acertadamente, que a preservação ambiental dessa e de outras regiões, depende do desenvolvimento econômico e da geração de oportunidades às pessoas que vivem nessas áreas, para que elas deixem de viver do extrativismo e possam obter a sua renda de fontes que agridam menos o meio ambiente.

Existem muitos outros fatores que poderiam ser acrescidos a este artigo, mas creio ter apresentado os principais motivos que me levam a avaliar de forma positiva o trabalho do ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles. A oposição tem apenas histeria, e uma visão distorcida da questão ambiental, e isso não serve para desqualificar o trabalho que o ministro vem fazendo até aqui, e nem para desqualificar as ações governamentais na área ambiental. Além disso, o que a esquerda, que governou o pais por mais de vinte anos, tem a apresentar em termos de resultados de políticas públicas na área ambiental?

Tudo o que os detratores de Ricardo Salles fazem é ecoar por aqui as narrativas globalistas, que não visam a preservação ambiental, mas usam essa importante pauta como forma de atingir outros interesses, que envolvem poder e bilhões de dólares. Esses ativistas se preocupam com o futuro, mas o futuro que desejam para nós está longe de ser algo que beneficie à maioria da humanidade.

Por isso, faço coro com os que gritam: “Fica, Salles”!!

 

 

Sander Souza (ConexãoJapão), para Vida Destra, 23/04/2021.
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Crédito da Imagem: Luiz Augusto @LuizJacoby

 

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FABIO PAGGIARO
20 dias atrás

O pecado de Salles é fechar as torneiras da corrupção para as ONG. Excelente artigo, Sander.