Rosa ou azul? Menino ou menina?

Rosa ou azul? Menino ou menina?

metáfora

Significado:

Substantivo feminino. Figura de linguagem que estabelece uma transferência do significado de uma palavra para outra, por meio de uma comparação não explícita: meninos vestem azul e meninas vestem rosa. Etimologia (origem da palavra metáfora). Do latim metaphora.ae; do grego metaphorá.

tradição

Significado:

Substantivo feminino. Costume transmitido de geração a geração ou aquilo que se faz por hábito; costume: as tradições de uma região. Herança cultural, legado passado de uma geração para outra. Etimologia (origem da palavra tradição). Do latim traditio.onis, “ato de entregar”.

Estou passeando com minha família pelas ruas da minha cidade e, de repente, vejo o semáforo mudar do amarelo para o vermelho, sei que é hora de parar para que os pedestres ou outros motoristas possam avançar em direção aos seus destinos. A luz do semáforo então fica na cor amarela novamente, já me preparo, atenção máxima, pois significa que é minha vez de seguir em frente logo assim que o verde acender de novo. Por que sei que essas cores representam “pare”, “siga”, “atenção”? Porque convencionou-se pelas autoridades e foi aceito pela sociedade, até mesmo por razões de Semiótica, que elas representariam o que representam. Se quiser saber mais sobre a ciência Semiótica, pesquise sobre Ferdinand Saussure e C.S Peirce.

No último réveillon, aposto que muitas pessoas, incluindo atores globais, cantores e políticos, passaram a virada usando branco, pedindo paz, ou amarelo, pedindo dinheiro, riqueza… além de muitas outras coisas que as pessoas fazem nessa ocasião tentando atrair bons fluidos para suas vidas. Mais uma vez as cores estão intimamente ligadas à sociedade que lhes atribuiu significados diversos e sempre foi assim.

O símbolo maior do movimento LGBTQIRSTUVWXYZ+X-: (são tantas letras que já me adianto em alguns, pois em breve, com certeza, farão parte da sigla) é o arco-íris, que para eles significa, em sua grande quantidade de cores, a “diversidade” de comportamentos sexuais existentes segundo a teoria Queer e a escala Kinsey. Pretendo abordar esses temas em outras oportunidades, já que gosto de falar sobre ambos, todavia, caso o leitor queira se adiantar, poderá fazer uma pesquisa no seu mecanismo de busca sobre a teoria Queer e a escala Kinsey.

Quando perdemos um ente querido, um amigo, ficamos tristes, e representamos esse momento, esse pesar, muitas vezes usando a cor preta, símbolo, segundo costume já enraizado na sociedade, do luto e da tristeza do momento vivido. Mais uma cor usada para expressar um estado, um comportamento, uma forma de pensar, um costume, uma identidade social.

Em dezembro de 2014 fiquei sabendo que minha esposa estava grávida e, após a alegria do anúncio, começamos a pensar na chegada do nosso bebê. Azul ou rosa? Menina ou menino? Começamos então pelos móveis do quarto, pois poderíamos comprar de uma cor neutra, a branca foi escolhida. Aguardamos as semanas se passarem, até que, uma ultrassonografia nos revelou o que já imaginávamos, um menino. Compramos cores normalmente associadas a meninos, e sim, compramos azul.

O ocorrido na semana passada com a ministra Damares Alves é o típico caso que comprova que o óbvio está fazendo mal àqueles que já perderam o senso de proporções há muito tempo. Hoje, dizer o tradicional, pode gerar muito mal-estar. Bem, o que a sociedade reconhece como uso comum e consolidado ao longo de décadas, séculos, é que meninos estão associados à cor azul e meninas à cor rosa. Não adianta problematizar essa questão, uma vez que a sociedade (que é conservadora) já decidiu que é assim muito antes de Karl Marx nascer e da Escola de Frankfurt, Antônio Gramsci ou Judith Butler existirem. Sim, é preciso conservar a tradição do povo, pois ela faz parte de sua cultura.

O pessoal da “lacrolândia” não gostou da afirmação da ministra, mas o que ela disse está em consonância com o que pensa a maior parte da população, costume já enraizado e é assim que deve ficar. Mas não, eles querem disseminar a confusão e o horror em nossos jovens e em nossas crianças, desvirtuando o que se tem por natural e aceitável pela maioria dos brasileiros, isso para me referir apenas ao nosso povo, já que no mundo ocidental o estrago está sendo feito há décadas.

O outubro é rosa e o novembro é azul e, nenhum deles jamais reclamou ou problematizou isso. Eles que se sentiram tão incomodados nunca agiram de forma diferente com seus próprios filhos, e sempre seguiram o que a maioria decidiu ao longo dos séculos. Que aceitem que queremos que nossos filhos sejam criados de acordo com seus corpos físicos e que suas mentes não sejam deturpadas por essas ideologias anticientíficas que só trazem confusão e sofrimento à identidade de nossas crianças.

 

 

 

 

João Alves

Professor
Formado em Letras Português / Inglês desde 2013
Casado com Luciana
Pai do João Miguel
Defensor da família tradicional como base de toda sociedade
Gosta de música dos anos 1960, 1970 e 1980
É locutor
Toca bateria nas horas vagas
João Alves
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