Há muito tempo, o Brasil vem sendo vítima de uma ação calculada e perversa, que tem o objetivo de, pouco a pouco, apagar a nossa história nacional, ao mesmo tempo em que é forjada uma nova memória histórica, que valoriza pessoas que não são protagonistas, de fato, da história nacional, e fatos manipulados, diferentes daquilo que realmente ocorreu.

A primeira grande ação destinada a apagar nossa história, ocorreu após o golpe militar que pôs fim à monarquia em 1889, com o novo regime promovendo uma ruptura total com os valores e símbolos nacionais até então adotados, com a adoção de um novo Hino Nacional, e de uma nova Bandeira Nacional, além da elaboração de uma nova Constituição. Todos os heróis, os grandes brasileiros, homens e mulheres valorosos cujas ações tiveram impacto positivo para a formação da nossa nação, de uma hora para outra se tornaram párias, sendo lançados no ostracismo e algumas destas personalidades foram até mesmo perseguidas.

Algumas décadas depois, já sob uma nova ditadura, desta vez a de Getúlio Vargas, foi promovida uma nova tentativa de reforma dos nossos valores nacionais, com a adoção de medidas extremas, como a proibição dos estados ostentarem as suas próprias bandeiras.

Além dos ataques diretos aos nossos valores e à nossa herança histórica, como o perpetrado contra a estátua de Borba Gato, há também os ataques indiretos, como a negligência com a manutenção e o cuidado do patrimônio público, que tem como resultado a perda de incontáveis bens móveis e imóveis, devido à infiltração de água; o mofo que destrói documentos, livros, pinturas e fotografias; a falta de segurança que permite que itens com valor histórico inestimável sejam roubados; o descaso que permite que incêndios, como o que destruiu há quase três anos o Palácio de São Cristóvão, lar de cinco gerações da família imperial brasileira, patrimônio histórico nacional, e que era sede do Museu Nacional. Ou mais recentemente, o incêndio que destruiu grande parte do acervo da Cinemateca Brasileira, destruindo muito na memória audiovisual e da história tanto do cinema, como da TV brasileiras.

Estamos a pouco mais de um ano do dia 7 de setembro de 2022, quando comemoraremos o bicentenário da nossa independência, uma data importantíssima e que não pode ser negligenciada. Porém, infelizmente pouco tem sido feito e poucas pessoas tem mostrado a importância desta celebração, que deveria ser motivo para que os brasileiros resgatassem os seus verdadeiros valores pátrios, e deveria servir como incentivo para que os conservadores trabalhassem com força junto à população, mostrando que temos uma história rica, que temos um passado do qual podemos nos orgulhar, e que temos que aproveitar as comemorações do bicentenário do Grito do Ipiranga, o grito de independência, para um novo grito de liberdade.

Neste momento em que o sentimento patriótico tem sido resgatado, é natural que esta data se torne mais um incentivo para o fortalecimento deste sentimento de amor pelo nosso país.

Temos muitos problemas sérios, que precisam ser enfrentados. Mas somos perfeitamente capazes de enfrentar as demandas do dia a dia e, ao mesmo tempo, relembrar e preservar a nossa verdadeira história, assim como os nossos verdadeiros valores pátrios. Podemos enfrentar as questões políticas e podemos conhecer a história dos nossos verdadeiros heróis. Podemos combater a doutrinação esquerdista, usando o bicentenário da nossa independência como combustível para a luta, mostrando a todos que temos motivos de sobra para nos orgulhar do nosso passado, combater no presente e construir o futuro.

Mais do que nunca, a preservação da nossa memória nacional precisa ter a merecida atenção e cuidados redobrados, pois a velocidade do trabalho de substituição dos nossos símbolos e valores pátrios avança a olhos vistos. A destruição do nosso patrimônio histórico é apenas uma parte da estratégia adotada por aqueles que lutam para construir um novo país, baseado em utopias ideológicas.

Por isso, nosso trabalho de preservação deve ser constante e temos uma grande oportunidade de relembrar e celebrar o nosso passado, e usá-lo como guia para a construção do país com o qual tanto sonhamos.

 

 

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Luiz Antonio
1 mês atrás

Lembrando amigo Sander q as cores verde e amarelo na bandeira brasileira não representam as florestas e ouro, como professores ensinam. Descendem da época do Império, das Casas Bragança e Habsburgo, respectivamente.

Dennys Andrade
1 mês atrás

Eu fundei a editora BKCC em 2019, voltada para o público infantojuvenil. A intenção é a de levar os clássicos e de resgatar os altos valores que nos foram sequestrados em 1889: orgulho, patriotismo e o exemplo da virtude. Convido os colegas a conhecerem nossas publicações (www.bkcc.com.br) e a participarem também. Estamos abertos a novos autores que possam contribuir nesse intento. Abraço a todos e vamos juntos!