A lógica não pode ir mais além; nenhuma pedra de toque lhe permite descobrir o erro que atinge não a forma, mas o conteúdo“.

Immanuel Kant

 

A história nos relata sobre o Rei Sebastião I de Portugal, no século XVI, que ao entrar em luta com os mouros no norte da África nunca mais foi visto vivo ou morto. Como era jovem, honesto, carismático e benfeitor aos seus súditos, criou-se o sentimento inconteste pela volta para liderá-los, porém nunca mais apareceu e se tornou uma crença em favor da esperança.

A nossa procura por um governante de qualidade nos remete à monarquia portuguesa, daí o sebastianismo, tudo que for relativo a esse sentimento de achar que teremos um salvador da pátria, um mito, um governante, equilibrado, justo, honesto e benfeitor.

E por que somos assim? Somos gregários,  vivemos em grupos fixos ou nômades com  líderes para conduzirem nossos destinos. A civilização desenvolveu modos de viver e governar o grupo ou as massas humanas, contudo sempre estamos divididos para obter a melhor forma e sistema, daí os grandes debates sobre a condução para o melhor caminho ou como dizem, caminhemos até encontrar o bem estar geral ou coletivo.

Como o povo português continuava esperançoso com o retorno do rei querido, apareceram muitos farsantes para ludibriar a crença no sentimento. Por aqui tivemos alguns sebastiões, como Antonio Conselheiro na Bahia e lendas do bumba-meu-boi no Maranhão, entre outras crenças e oportunismos. E também, como não poderia ser diferente, apareceram demagogos, populistas e corruptos que nos cercam até hoje.

As peleias entre comunismo, socialismo, capitalismo e liberalismo são as nossas dúvidas e certezas pela qual estudamos, inteligimos e decidimos o melhor para todos. Entre essas correntes de pensamento, no meu modo de ver o liberalismo é o melhor até os dias atuais, todavia o tempo dirá se há outro pensamento político-econômico para melhor viver em grupo.

Temos um “fenômeno” brasileiro na política que tem as mesmas crenças sebásticas, o bolsopetismo, termo alusivo aos que têm os mesmos objetivos e crenças por um líder carismático somente, porém de lados opostos. Existe um grupo que deseja uma terceira via ou um sebastião diferente, já que o bolsopetismo não agradou, um grupo mais do mesmo na grande luta entre o liberalismo e o socialismo.

A pulverização dos partidos socialistas serviu somente à corrupção e suas consequências, pois até hoje o debate entre socialistas e liberais deu-se somente no seio familiar e muito pouco nas câmaras legislativas e nas grandes mídias, por quê? Porque vai de encontro aos interesses financeiros das grandes empresas socialistas que não suportam a concorrência, são dependentes do dinheiro público e são estas as fomentadoras das pautas da engenharia social, ideologia de gênero, bandidolatria, etc.

Utilitarismo, a arte de usar o idiota político!

 

 

Welton Reis, para Vida Destra, 29/06/2021.
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