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Sua raça pode determinar se você receberá cuidados médicos emergenciais

 

 

Fonte: The Federalist

Título Original: Your Race Might Determine Whether You Get Lifesaving Medical Care

Link para a matéria original: aqui!

 

Publicado em 11 de outubro de 2021

 

Autor: Daniel Lennington

 

A “equidade sanitária” baseada em discriminação, que está sendo implementada em todo o país, não é assistência médica – é simplesmente uma engenharia social disfarçada de ‘ciência’.

 

Deveriam os hospitais basearem-se na raça para fornecer tratamento especial aos pacientes? As pessoas que controlam a sua saúde talvez pensem que sim. O conceito de “equidade sanitária” está ganhando força em hospitais, universidades e agências governamentais de saúde.

A premissa da equidade sanitária é clara e direta: com certas doenças, as diferentes raças apresentam diferentes consequências à saúde. A equidade sanitária, inspirada na teoria crítica da raça, determina que qualquer disparidade racial em termos de saúde ou cuidados médicos é prova de “racismo estrutural” dentro do sistema de saúde e, de modo geral, na sociedade.

Equidade sanitária, segundo o programa Medicaid do [estado de] Oregon, por exemplo, significa “eliminar” e “desmantelar” o racismo estrutural (ou sistêmico), a fim de assegurar resultados iguais (em termos de saúde) entre todas as raças. Ainda que a eliminação de disparidades raciais seja um objetivo louvável, os métodos escolhidos para impor a equidade sanitária, em muitos casos, incluem discriminação racial intencional.

Veja aqui como isso funciona na prática: os especialistas médicos identificam uma disparidade racial. Por exemplo, os riscos de resultados negativos, em eventos da COVID-19, são elevados em certas minorias. Segundo o Departamento de Saúde de Minnesota, esse fato, por si só, comprova injustiça racial sistêmica e exige discriminação racial na distribuição de anticorpos monoclonais (ou “mAbs” – medicamento que combate a COVID-19). Em nome da equidade sanitária, [o estado de] Minnesota distribui mAbs com base na raça.

Especificamente, Minnesota diz que “raça e etnia, por si sós… podem ser consideradas determinantes à elegibilidade para mAbs” e que os pacientes não brancos podem ser “priorizados na distribuição de mAbs”. Minnesota não é um ponto fora da curva: outros estados acrescentaram a raça no cálculo de tratamentos de emergência. Utah, por exemplo, distribui mAbs com base em uma “pontuação de risco”, sob a qual os pacientes “não brancos” recebem pontos-bônus no cálculo. Vermont, como vários outros estados, distribuiu vacinas com base na raça e, agora, planeja fazer o mesmo com as doses de reforço.

Os cuidados médicos baseados na raça não se limitam à COVID-19. Em Boston, dois médicos do Brigham and Women’s Hospital, Bram Wispelwey e Michelle Morse, recentemente exigiram “Uma agenda antirracista para a medicina”. Esses médicos rejeitam as “soluções sem preconceito racial” para cuidados médicos e, em vez disso, defendem as “intervenções explicitamente baseadas na raça”.

Wispelwey e Morse querem resolver as disparidades raciais no campo da insuficiência cardíaca. Em um novo projeto-piloto, os médicos “priorizam pacientes negros e latinos”, dando “opção de admissão preferencial, em nosso serviço especial de cardiologia, para os pacientes negros e latinos com quadros de insuficiência cardíaca”. Se você for branco, você não receberá o tratamento especial.

Na Universidade de Wisconsin, vários profissionais de saúde mental foram designados exclusivamente para estudantes não brancos. Em um comunicado à imprensa, em 9 de setembro de 2021, autoridades da UW anunciaram que haviam designado pelo menos três, e talvez um máximo de 11, profissionais de saúde mental para “atender exclusivamente os estudantes não brancos”. Se você for branco, você não poderá consultar esses orientadores psicológicos. O Wisconsin Institute for Law and Liberty (WILL), onde atuo como vice-conselheiro, recentemente demandou que a UW abandonasse essa política de medicina segregacionista. Em resposta, a UW recuou, afirmando que não mais fornece cuidados médicos segregacionistas.

O problema disso tudo é que grande parte das leis americanas está fundamentada no princípio da igualdade, e não da equidade. Embora disparidades raciais justifiquem investigações, e a discriminação racial intencional deva ser eliminada em todos os lugares, os cidadãos que procuram cuidados médicos têm que ser tratados de maneira igualitária, como indivíduos, e com base em suas necessidades médicas específicas, independentemente da cor da pele.

Hospitais, médicos e universidades, não importa se públicos ou privados, que rejeitam a igualdade e, em vez disso, agrupam pacientes em categorias raciais, todos deverão ser imediatamente trazidos ao nosso sistema legal, se insistirem em fazer diferenciação de tratamento com base na raça. Em situações que envolverem representantes do governo, como universidades estaduais e agências de saúde, a Constituição dos Estados Unidos garante igualdade perante a lei.

Segundo a Constituição, decisões governamentais baseadas na raça são categoricamente proibidas, a menos que estritamente ajustadas para atender a um interesse governamental. Este é um limite extremamente estreito e raramente transpôs a estrita categoria dos casos de dessegregação escolar.

Provedores de assistência médica privada, dos quais, praticamente todos recebem dinheiro federal por meio do Medicare, Medicaid e outros programas federais, estão sujeitos ao Affordable Care Act [lei de acessibilidade a cuidados médicos]. Essa lei determina que os pacientes não podem ser tratados de maneiras diferentes por causa da raça. Para além dessas restrições legais, temos que perguntar a nós mesmos, como nação: a discriminação racial é [uma atitude] moral? As pessoas deveriam ser tratadas como as almas humanas individuais que são, e não como estereótipos generalizados. No contexto específico dos cuidados médicos, os pacientes deveriam ser tratados individualmente, com base em sintomas pessoais, riscos individuais e histórico clínico, e não como membros de um grupo racial. A “equidade sanitária” baseada em discriminação não é assistência médica – é simplesmente uma engenharia social disfarçada de “ciência”.

 

 

Traduzido por Telma Regina Matheus, para Vida Destra, 16/10/2021.                                  Faça uma cotação e contrate meus trabalhos através do e-mail  [email protected] ou Twitter @TRMatheus

 

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