A antropofagia no pensamento social revela-se como a reflexão que busca identificar o que há de melhor no outro, absorvendo aquilo que nos torna mais fortes. Não rejeita o que vem de fora, busca identificar o que pode ser útil para a realidade presente, a partir do local do sujeito. Porém, relega o que vem de fora sempre a uma posição subalterna. (Beatriz Azevedo, 2016)

 

Tupi or not tupi! Eis a questão!

William Shakespeare e Oswald de Andrade, duas personalidades que mostram aos apaixonados o que deve ser realizado independentemente da questão envolvida. Nada mais contextualizado e talvez elitizado por muitos que vagam na filosofia e na própria existência humana.

Shakespeare em Hamlet, na sua tragédia, nos evidencia uma dúvida e como seguir na vida com paciência e inteligência em vez de findá-la simplesmente. Já Oswald satiriza o nosso caráter coletivo devido às nossas hipocrisias nas tomadas de decisão, principalmente na língua portuguesa ao introduzir anglicismos ou estrangeirismos.

Vivemos dias duvidosos na tomada de decisão para dar o voto que destinará ao eleito nosso futuro. Ser ou não ser, este ou aquele candidato, ser ou não ser enquadrado como conivente ou mesmo corrupto também. Ser da esquerda ou da direita parece que fica diferente e mais acertado, mas ser ou estar no centro é padecer no inferno.

Morrer ou viver mesmo que estilhaçado pelas convicções políticas, porém aceitar o que não é comum ou estabelecido, eis a questão! A democracia não dita e sim libera todo e qualquer tipo de expressão, mas os togados impostos pela conveniência não se sentem livres para exercer sua função recatada e sábia, ao contrário, impõem suas vontades na democracia que criaram e não aquela que nasceu da aspiração popular.

A mediocridade política é evidente, assim como a pusilanimidade também, e nos leva a crer que a maioria tem ligação com práticas marginais e, por isso, calam diante de atos inconstitucionais; até quando? Eis a questão!

É preciso calma para decidir não pelo nome ou histórico do candidato e sim pelo que este defende verdadeiramente sobre educação, saúde, segurança e economia, de resto é retórica ou conversa para inglês dormir, ou seria para a vaca?

O jornalismo ativista é outro ator voraz, perverso e imoral diante da sociedade, porque narra o que lhe convém e os que leem na dor lida se sentem bem, não as que tiveram, mas as duas não têm. Se Fernando Pessoa estivesse vivo, me processaria por plágio! Entre a cruz e a caldeirinha, assim vive o eleitor ante o político e o jornalista, contudo, o livre arbítrio se faz necessário nessas horas para seguir, parar ou voltar.

Não sou, estou Bolsonaro até que os outros candidatos provem que defendem a família, a vida, a propriedade, o mercado livre, impostos justos e bem aplicados, direito de expressão sem condicional de uma forma diferente, legal e legítima! Socialismo jamais!

Dê-me o benefício das suas convicções, se as tiver, mas guarde para si as dúvidas. Bastam-me as que tenho. (Johann Goethe)

 

 

Welton Reis, para Vida Destra, 05/09/2022.
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Nunes
Admin
27 dias atrás

Muito obrigado pelo artigo. Ótimo para reflexão.