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Tucker Carlson: George Soros está ativamente subvertendo o estado de direito nos Estados Unidos

 

Fonte: The Western Journal

Título original: Tucker Carlson: George Soros Is Actively Subverting the Rule of Law in the United States

Link para a matéria original: aqui!

Publicado em 5 de agosto de 2022

 

Autor: C. Douglas Golden

 

Ao longo da última década, o bilionário financista e ativista George Soros dedicou-se à missão de reformular, aos seus próprios moldes progressistas, o sistema americano de justiça criminal. Na quinta-feira, esse esforço sofreu um pequeno revés: um dos promotores eleitos com o dinheiro [de Soros], após ter se comprometido em não cumprir a lei, foi suspenso pelo governador Republicano da Flórida, Ron DeSantis.

O promotor estadual do Condado de Hillsborough, Andrew Warren, cuja jurisdição inclui Tampa, foi suspenso por meio de uma ordem executiva de DeSantis, que mencionou “negligência no dever” e “incompetência”.

Embora a ordem executiva do governador ressalte que Warren se recusou a processar “determinadas violações criminais, incluindo invasão de local comercial, conduta desordeira, embriaguez e distúrbio da ordem e prostituição”, o que causou o ato de DeSantis foi sua [do promotor] recente promessa de não honrar as leis da Flórida relacionadas ao aborto ou ao banimento de cirurgias de transição de gênero em crianças.

Segundo o New York Times, Warren “é um de muitos promotores que, em 2016, foram apoiados por grupos financiados pelo bilionário investidor esquerdista George Soros”.

“Vimos em todo o país, ao longo dos últimos anos, promotores assumindo [o direito] de determinar quais leis eles gostam e vão fazer cumprir, e quais leis, não”, disse DeSantis durante coletiva de imprensa.

De fato, isso tem acontecido, tal como Tucker Carlson observou em seu programa da Fox News, na quinta-feira.

Ainda que a suspensão de Warren seja uma ação notavelmente positiva para frear os progressistas financiados por Soros, em seu intento de subverter o estado de direito nos Estados Unidos, Carlson afirmou que, “a essa altura, um em cada cinco americanos – e isso equivale a mais de 70 milhões de pessoas – vive, hoje, em uma jurisdição supervisionada por um promotor apoiado por Soros”.

“Promotores públicos de Soros administram cidades como Nova York, Chicago, St. Louis, Nova Orleans, Filadélfia, Los Angeles – nossas maiores cidades”, disse Carlson.

“Eles também administram localidades como o Condado de Travis, no Texas; o Condado de Hinds, no Mississipi; o Condado de Loudoun, na Virgínia; o Condado de Chatham, na Georgia. Todos têm promotores apoiados por Soros.”

Como ele faz isso? Dinheiro, é claro.

“A influência de Soros vem na forma de financiamento de campanha. O dinheiro flui de fontes como a Open Society Foundations e seus afiliados – comitês de ação política e empresas fictícias”, relatou Carlson, especificando o grupo controlador sob o qual opera o financiamento político de Soros.

“Uma recente análise, realizada pelo Fundo de Defesa Legal para Imposição da Lei, detectou que, no total, mais de 75 promotores apoiados por Soros atuam nos Estados Unidos”, continuou Carlson.

“Para colocar essas pessoas nesses cargos, Soros gastou mais de US$ 40 bilhões. Quase sempre, ele é o maior doador no pleito. Na eleição da Filadélfia, por exemplo, 90% do financiamento ao atual promotor público Larry Krasner vieram de George Soros. O que aconteceu em seguida? Dirija por algum tempo pelo centro da cidade da Filadélfia e veja por si mesmo.”

Há tempos que Soros alega que o sistema americano de justiça criminal é opressivo e sistematicamente racista. E, por isso, ele é tão generoso nas eleições que, parafraseando Woody Guthrie, têm transformado as forças policiais “da Califórnia à ilha de Nova York”.

Na Califórnia, Chesa Boudin, promotor público apoiado por Soros, teve seu mandato revogado pelos residentes notoriamente esquerdistas de San Francisco por ser, na opinião deles, brando demais com o crime. Pense nisso! Em Los Angeles, George Gascón, promotor público apoiado por Soros, talvez enfrentasse o mesmo destino, se os opositores tivessem coletado assinaturas suficientes para o recall.*

*[N.T.: Recall, em termos da política americana, é o poder de o eleitorado cassar ou revogar o mandato de qualquer representante político eleito.]

Enquanto isso, na ilha de Manhattan, o promotor público Alvin Bragg prometeu não processar diversos crimes. Adivinhe quem o apoia?

A luta de Soros contra o alegado racismo do sistema americano de justiça criminal contém inúmeros danos colaterais – como pontuou Carlson.

“O resultado disso foram muitas polêmicas, mas ainda mais vítimas de assassinato”, disse ele. “No ano passado, a Filadélfia registrou o índice total de homicídios mais alto de sua história. No geral nacional, de acordo com o FBI, os homicídios nos Estados Unidos aumentaram 30% em 2020. Este é o maior aumento de assassinatos, em um único ano, da história americana”.

“Tudo porque um bilionário decidiu que as leis votadas e apoiadas pelos americanos eram racistas. Isso parece democracia para você? Obviamente, isto não é democracia. Democracia é um sistema em que a vontade da maioria é reconhecida e acatada. As pessoas governam. O que acabamos de descrever é oligarquia.”

Ao suspender Warren, o governador DeSantis pelo menos desferiu um golpe contra a oligarquia de Soros

“O promotor público estadual deste circuito jurisdicional, Andrew Warren, se colocou publicamente acima da lei”, disse DeSantis em um clipe da coletiva de imprensa, veiculado por Tucker.

“Em junho de 2021, ele assinou uma carta dizendo que não aplicaria qualquer proibição às cirurgias de mudança de sexo em menores de idade e, então, mais recentemente, após a decisão Dobbs exarada pela Suprema Corte dos Estados Unidos, ele assinou uma carta dizendo que não cumpriria nenhuma lei relacionada à proteção do direito à vida no Estado da Flórida – e, veja você, há muito tempo que proibimos abortos no terceiro trimestre”, prosseguiu [DeSantis].

“Quando você se coloca acima da lei, você viola o seu dever, você negligencia o seu dever, e você demonstra falta de competência para desempenhar esses deveres.”

Entretanto, vale observar, como o fez Carlson, que “a lista que o governador DeSantis leu é parcial”.

Warren, como enfatizou Carlson, ignorou uma lei que aumentou as penalidades para os agitadores do tempestuoso verão de 2020. Ele se recusou a processar um membro de gangue que supostamente atirou em uma casa onde havia crianças.

Mas houve pessoas que Andrew Warren não eximiu de serem processadas – como o Pastor Rodney Howard-Browne, que manteve os serviços religiosos durante a pandemia, em descumprimento dos decretos locais de lockdown, argumentando que “a igreja era um serviço essencial à comunidade”.

“Em um dos momentos mais nojentos já registrados em vídeo, Andrew Warren citou os evangelhos cristãos para justificar tal opressão e abuso”, disse Carlson antes de exibir o clipe.

“Gostaria de ressaltar que acho lamentável que o pastor, aqui, esteja se escondendo atrás da Primeira Emenda”, disse Warren, à época.

“Está absolutamente claro que as ordens emergenciais, como esta, são constitucionais e válidas. …. Por fim, gostaria de lembrar ao bom pastor o que diz Marcos 12:31, que não há mandamento mais importante do que amar o próximo como a si mesmo. Amar seus semelhantes é protegê-los, é não prejudicar a saúde deles, expondo-os a esse vírus mortal.”

Como Carlson observou, a Primeira Emenda deve proteger os pastores – “mas Andrew Warren não se importou. Ele não gosta de pastores como este, que crê em um poder maior do que o de George Soros”.

Isso vai piorar antes de melhorar? É improvável que as eleições de 2022 sejam um grande trampolim para promotores identitários, considerando os altos índices de criminalidade e a tendência do partido de oposição de se sair melhor durantes as eleições de midterm*.

*[N.T.: eleições que ocorrem na metade do mandato presidencial.]

Mas George Soros é tudo, menos impaciente. É por isso que chegamos ao ponto em que uma significativa parcela da população americana está saindo das jurisdições onde promotores, que [Soros] ajudou a eleger, deixam claro que não exigirão o cumprimento das leis que foram eleitos para aplicar. Andrew Warren pode estar fora do cargo, Chesa Boudin talvez perca seu mandato – mas os que podem substituí-los estão à espreita, a menos que elejamos autoridades dispostas a defender o estado de direito.

“Você percebe como isso funciona? É algo parecido com uma cobra comendo sua própria cauda. Soros manda dinheiro para Andrew Warren. Então, Andrew Warren se recusa a processar bandidos que também têm o apoio de George Soros”, afirmou Carlson. “Isso aconteceu em Tampa, mas está acontecendo em todo o país. Ron DeSantis é o homem que, hoje, pôs um fim nisso, no Estado da Flórida”.

Bom para ele. Agora, veremos se outros governadores enfrentarão o desafio.

 

Douglas Golden é um escritor que divide seu tempo entre os Estados Unidos e o Sudeste Asiático. Especializado em comentários políticos e assuntos mundiais, ele escreve, desde 2014, para o Conservative Tribune e The Western Journal.

 

 

Traduzido por Telma Regina Matheus, para Vida Destra, 06/08/2022.                                  Faça uma cotação e contrate meus trabalhos através do e-mail  [email protected] ou Twitter @TRMatheus

 

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