Esta semana ficou marcada pela aquisição da rede social Twitter pelo empresário Elon Musk. A plataforma, que usa a publicação de mensagens curtas, funcionando como um micro blog, se tornou uma febre por ser um dos meios mais rápidos de divulgação de informações para um grande número de pessoas em tempo real. Foi o Twitter que popularizou o sistema de indexação de assuntos usando a # hashtag, que hoje se tornou uma ferramenta usada na maioria das redes sociais.

O Twitter não ficou famoso apenas pelos aspetos positivos, mas ficou conhecido também por ter se tornado uma plataforma defensora do politicamente correto, dando espaço para defensores de pautas nefastas e acolhendo perfis de pessoas de caráter duvidoso, ao mesmo tempo que censura e limita o alcance de pessoas que defendem pautas contrárias às defendidas pela empresa. O maior ato de censura promovido pelo Twitter foi o banimento da conta pessoal do presidente americano Donald Trump, que teve seu perfil pessoal, seguido por mais de 78 milhões de pessoas, banido ainda durante o curso do seu mandato presidencial.

Banir a conta do líder da (ainda) maior democracia do planeta deixou claro a todos, usuários ou não, que a liberdade de expressão havia se tornado algo raro, ao menos nas plataformas digitais controladas pelas big techs dirigidas por globalistas.

A aquisição do Twitter por Musk, que se apresenta como um defensor da liberdade de expressão, traz um novo fôlego a todos aqueles que permaneceram resistindo na rede social do pássaro azul mesmo com as perseguições, banimentos e limitações de alcance a que eram submetidos. Se o discurso de Musk quanto à liberdade de expressão for verdadeiro, poderemos esperar uma profunda mudança no funcionamento do Twitter.

Eu sou cético quanto a mudanças significativas, pois acredito que Musk pode até dar liberdade para os usuários do Twitter se manifestarem livremente, mas isso pode não ser algo totalmente positivo, se levarmos em conta que Musk terá o controle das informações que são publicadas diariamente por milhões de pessoas. Ter o conhecimento destas informações poderá dar benefícios comerciais ao empresário, pois ele terá o conhecimento necessário para tomar decisões antecipando tendências de mercado, podendo até mesmo influenciar ou manipular tais tendências de acordo com seus interesses.

Além disso, o empresário possui perfil liberal, o que significa que pautas nocivas à sociedade terão o mesmo espaço e os seus defensores estarão amparados pela mesma liberdade de expressão que os demais.

Tomara que as mudanças sejam positivas, e que a gente não pague um preço alto demais pelo direito de nos manifestarmos livremente numa rede social. Por mais úteis que sejam, precisamos ter em mente que não podemos nos considerar como dependentes destas redes sociais. O mundo viveu séculos sem elas e, se for necessário, deveremos abrir mão do seu uso para mantermos as nossas liberdades individuais. Minha liberdade vale muito mais que uma conta no Twitter!

 

 

Sander Souza (Conexão Japão), para Vida Destra, 29/04/2022.
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WELTON REIS DOS SANTOS
3 meses atrás

Almost two weeks ago in my offer letter to Elon, I said this: “Twitter operates in countries where mass censorship is required by law. They have offices in these countries. They have no choice but to comply with the censorship demands of those countries or risk being shut down, fines, etc. Andrew Torna da GAB. O interesse é comercial e não político ideológico.