É comum pararmos às vezes para fazer uma avaliação do que passou, tanto em nossas vidas, como ao nosso redor. Certas datas são propícias para isso! Recentemente completaram-se seis meses do meu retorno ao Brasil, e anteontem (7 de abril), esta minha coluna completou um ano de existência, apesar de eu ser colaborador do Vida Destra a mais tempo.

A minha primeira e óbvia constatação ao avaliar ambos os períodos, de seis e doze meses, foi verificar que ainda estamos vivendo sob uma pandemia, provocada por um vírus chinês, espalhada pelo mundo pela incompetência (?) do governo comunista chinês, e que vem servindo como instrumento para que comunistas e globalistas avancem com seus projetos e implantem as suas pautas nefastas.

O que mais me espanta,  não é a pandemia em si, mas a reação das pessoas a ela. Como já escrevi em outras ocasiões, tive a oportunidade de conviver com a pandemia e suas consequências em dois países diferentes, o Japão e o Brasil. E as maneiras como ambos lidam com a pandemia são completamente opostas, ao ponto de nem parecer que se está lidando com a mesma doença.

Quando mencionei que me espanta a reação das pessoas, não me refiro apenas ao cidadão comum, mas também à classe médica e à classe política. Os médicos parecem ter esquecido os protocolos de tratamento de doenças, que estabelecem que se deve tratá-las o mais rapidamente e precocemente quanto possível, para evitar o agravamento. Sabemos que muitas doenças tem exames de detecção periódicos justamente para que a doença possa ser detectada em seus estágios iniciais, para que o tratamento seja iniciado o quanto antes, aumentando as chances de sucesso.

Mas por que com a covid-19, tem que ser diferente? Por que esperar que a doença agrave, ao ponto do doente precisar de tratamento intensivo em uma rede de hospitais precária? Já que muitos mencionam tanto a “ciência”, o que há de científico em tal procedimento? Não é preciso ser médico para dizer que não há nada de científico nesse procedimento, o qual na verdade contraria toda a tradição histórica da medicina, que sempre buscou salvar vidas, da maneira que fosse possível.

A situação chegou a esse ponto, por causa da clara politização da pandemia. O que era para ser tratado como um problema de saúde pública, ganhou contornos políticos e ideológicos, que influenciam diretamente a maneira como se lida com a doença e suas consequências. Pra mim isso é claro e cristalino, já que o Japão, que não está tratando da pandemia de maneira ideológica, mas como problema de saúde pública, tem resultados muito melhores que os nossos, sem precisar tomar as mesmas medidas restritivas.

Claro que nem todos os médicos e nem todos os políticos pensam dessa maneira. Ainda há médicos que colocam a vida das pessoas acima das questões políticas e ideológicas, e ainda há políticos que realmente tratam com seriedade os interesses coletivos, mas são exceções à regra, infelizmente! Com a população aterrorizada pela mídia, esses políticos e esses médicos não obtém o apoio necessário para que possam fazer a diferença neste momento.

E o projeto de tomada do poder em curso segue adiante, sem ter que se esforçar para enfrentar obstáculos. Muitos médicos, políticos, jornalistas e juristas, para ficar apenas nesses, se tornaram verdadeiros mercenários, se colocando a serviço daquilo que lhe proporcionar melhores oportunidades de ganhos pessoais.

Imprensa, médicos, juízes e políticos, todos mancomunados e agindo de forma coordenada, dentro e fora do Brasil, para transformar uma pandemia em instrumento político e de dominação.

Por que as pessoas não percebem, se já está tudo sendo feito de forma escancarada? Por que, mesmo sem nenhum embasamento legal, as pessoas ainda acatam decisões arbitrárias de prefeitos e governadores?

A resposta é evidente: medo! Medo de contrair a doença e morrer, medo de ser apontado e julgado pelas outras pessoas, medo da repressão e perseguição do Estado e de seus agentes, públicos ou não. Podemos incluir aqui a resignação diante de uma situação à qual não temos nenhum controle e que parece que nunca acabará. A força e a esperança do brasileiro parece ter sido minada.

Nesses doze meses como colunista, e nesses seis meses que estou vivendo novamente no Brasil, depois de 24 anos fora, a conclusão que chego nesse momento de avaliação, é que infelizmente o establishment tem sido bem sucedido na execução de seu projeto de tomada do poder. E infelizmente, partes da Direita, e dos conservadores, estão presos dentro de uma bolha, sem se dar conta da real gravidade da situação. Parecem não entender que, se nossos inimigos tomarem o poder, dificilmente tiraremos eles de lá. Será necessário derramar muito sangue para reconquistar nosso espaço, se o perdermos.

A pandemia de covid-19 nos mostra de forma clara o que enfrentaremos no futuro caso permaneçamos nesse estado de torpor: viveremos num país onde nos dirão quando e como sairemos de casa; quando, como e onde trabalharemos; quais os bens que poderemos adquirir; o que poderemos expressar; quais as informações que poderemos consumir; onde nossos filhos serão educados para servir ao Estado; onde não haverá mais religiões; onde as ideias discordantes não terão lugar, serão silenciadas e todos serão obrigados a se adaptar a uma igualdade artificial, por bem ou por mal.

Exagero? Já fizeram isso antes, em várias partes do mundo, e apesar do fracasso no passado, agora parece terem aprendido onde erraram, e estão implementando em nosso país o seu plano maligno de dominação e controle. Isto está ocorrendo agora, no instante em que você lê esse artigo. Não é algo que irá acontecer. JÁ ESTÁ ACONTECENDO!

A pergunta que fica é: continuaremos a assistir a tudo isso sem reação? Nosso tempo está se esgotando! Tic, tac, tic, tac…

 

Sander Souza
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Luiz Antonio
5 dias atrás

Excelente artigo amigo Sander! Só posso dizer vida longa a Coluna Conexão Japão e a sua ativa participação no .

Nunes
Admin
5 dias atrás

Excelente. Obrigado por aceitar o desafio, meu amigo.

FABIO PAGGIARO
5 dias atrás

Excelente resumo do comportamento brasileiro perante a pandemia. Parábéns pelo um ano de Conexão Japão e que ela dure muitos anos mais.

Renata Araujo
5 dias atrás

Que coisa triste….ao mesmo tempo marcam carreatas…carreatas!!!! Onde isso vai parar com tanta covardia? Eles cagam e andam pra carreatas, não aguento tanta covardia e falta de fé em Deus.