É isso mesmo, você não entendeu errado. Quero falar um pouquinho sobre a violência contra o homem.

O movimento feminista, que diz lutar por equidade, não quer apenas humilhar e rebaixar os homens, quer aniquilá-los por completo e, para isso, vai sempre pintá-los como maus e demonizá-los. Parte da estratégia consiste em fazer com que se acredite que a violência doméstica só é cometida por eles e, contra as mulheres. Esse tipo de violência, é bom deixar bem claro, pode não ser apenas física, mas também emocional e, atinge tanto mulheres quanto homens. Sendo assim, o problema não está de um só lado, mas dos dois e deve ser abominado igualmente.

Muitos dos casos de violência contra crianças e adolescentes, verbi gratia, são cometidos por suas próprias mães. Podemos, assim dizer, que o homem não é o único agressor. Nesses casos, ele não deve levar toda a culpa. Tenha em mente que quando me refiro à violência contra as crianças e adolescentes, eu quero dizer agressões reais (maus-tratos, espancamentos, humilhações, privações, et caterva) e não apenas corretivos, que muitas vezes se fazem necessários, desde que não causem danos físicos ou psicológicos. 48% das acusações de violência contra crianças e adolescentes recaem sobre pessoas do sexo feminino.

Quando falamos em relacionamento entre jovens namorados, as garotas são mais violentas que os garotos. Mais de 28% delas já praticaram algum tipo de agressão física contra os meninos, enquanto eles, fizeram isso em 16,8% dos casos.

Na Inglaterra, a título de exemplo, dados de um relatório mostram que os homens representaram cerca de 40% das vítimas de violência doméstica entre os anos de 2004 e 2009. Já, nos Estados Unidos, estima-se que entre 25% e 50 % dos homens foram vítimas de violência íntima, 48.8% já sofreram agressão psicológica durante a sua vida, 31,9 % experimentaram alguma forma de agressão expressiva e outros 42 % experimentaram controle coercitivo. 39 % dos agredidos que necessitaram de socorro médico eram do sexo masculino.

O Atlas da violência de 2017 mostra que, dos mais de 59.000 assassinatos ocorridos no Brasil naquele ano, 54.459 das vítimas eram homens. Em termos de morte por armas de fogo, eles são a esmagadora maioria, com 94,4 % delas. Tivemos então a horripilante média de 13 pessoas do sexo masculino para cada uma do sexo feminino que perderam suas vidas por causa da violência. Mas quem se importa com eles? Em que programa matinal de uma emissora de Tv você viu esses dados? Em qual jornal de grande circulação você leu essas informações sobre a violência sofrida pelos homens? Eles são, em muitos casos, pais, filhos, esposos, irmãos, sobrinhos, netos… Mas não recebem o mesmo tratamento social.

Bom, é claro que não pretendo esgotar em um simples e pequeno artigo a amplitude e complexidade do tema, mas quero sim, trazer ao debate e ao conhecimento daqueles que me leem que, a violência contra o homem existe, é praticada por mulheres em muitos casos e deve ser tão abominada e, sobretudo, punida, quanto a violência contra a mulher.

Obrigado pela leitura! Eu fico por aqui! Até breve!

Dica de livro: Feminismo: perversão e subversão, Ana Caroline Campagnolo

João Alves, para Vida Destra, 17/02/2020.
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