Para bem conhecer o caráter do povo, é preciso ser príncipe, e para bem conhecer o do príncipe, é preciso pertencer ao povo.”                                                               Maquiavel

 

No momento o ativismo político está em excesso, impedindo inteligências ímpares obcecadas pelo partidarismo, de verem o óbvio.

Os processos das vacinas, pesquisa, fabricação, validação e distribuição são etapas fáceis em países pequenos e importadores do imunizante; todavia, no nosso, são etapas complexas pelas dimensões e acessos quase impenetráveis, além da burocracia e leis em abundância.

Nosso país vive ações libertárias, e ao mesmo tempo autoritárias, em relação à pandemia. A maioria quer uma atitude firme, rápida e respeitosa do Governo Federal, porém pela constituição, as epidemias são responsabilidade dos estados membros e das prefeituras, embora o Presidente quisesse um aval do STF para gerenciar as ações, mas não foi contemplado. Seus seguidores mais acirrados culpam a todo momento o STF, governadores e prefeitos pelos prejuízos financeiros, e pelas vidas ceifadas pelo vírus chinês, enquanto a oposição culpa o presidente e o Ministro da Saúde.

Somos péssimos administradores públicos e não é de hoje, parece até ser cultural a dependência de Governadores e Prefeitos do Governo Federal.

Essa confusão tem base no socialismo que não aceita as diferenças, passa a régua, todas as regiões são iguais, como se fosse uma mágica, daí a dependência.

Já fomos EUB, Estados Unidos do Brasil, onde a figura do presidente de estado tinha poderes para não depender do governo nacional.

Está difícil entender que a vacina chinesa com eficácia de 50,38% seja aplicada, ora aqui chegamos no ponto mais importante da celeuma. Vacinas não tem objetivo principal de imunizar todos os seres humanos e sim de impedir a propagação do vírus e em segundo plano defender o indivíduo das doenças virais. E se o cidadão cair nos 49,62%? Com certeza o fator psicológico é maior do que o biológico, portanto traz calma, embora não esteja imunizado, coisas do ser humano.

Quando falo que no passado era comum as pessoas duvidarem, muitos não acreditam:  “Será que a vacina pegou? ” Sim, essa era a grande preocupação, se a vacina não pegava teria que esperar outra campanha para imunizar o indivíduo, porém a propagação do vírus estava controlada.

A pressa em vacinar milhões de pessoas sem ter respaldo na fabricação parece não ter sido levado em conta pelos ativistas, o negócio é culpar o governo, mais um fator psicológico, joga o fardo nas costas do executivo federal como se isso resolvesse o problema.

Só para termos uma referência, o Japão irá iniciar o processo de vacinação em maio [quando o artigo foi escrito, a previsão era para Maio, porém a partir do dia 14 de fevereiro foi liberada a vacinação, devido às Olimpíadas que acontecerão em breve], mas como na Europa começou mais cedo, os ativistas vociferam, olha eles já começaram mas nosso governo é inerte, incompetente, etc. Na Europa a reclamação é a mesma daqui, mas essa notícia não é levada ao público da terra brasilis.

Brasileiro raiz é o sujeito do jeitinho e já sabíamos, que os furões de fila iriam dar um jeito para se vacinarem, mesmo sabendo que poderiam cair nos 49,62%, ficam no vazio, mas foram na frente!

O ativismo em excesso esqueceu, que investimos pouco na educação primária e com isso consequências são inevitáveis. Temos somente dois órgãos para pesquisa e fabricação de vacinas concentrados nas duas maiores cidades do país. É preciso planejar mais centros privados e públicos, ops! Privado? Sim, precisamos de investimentos privados nesse setor para contribuir com a nação. Esquecemos das sociedades anônimas devido ao atavismo socialista que investe mais no setor público, como se fosse a única via para a área da saúde. O vazio nessa área é enorme.

Queixar-se do destino é blasfemar. Conformar-se com o destino é blasfemar. Amar o destino para superá-lo é a mais nobre de todas as orações.”                                      Mário Ferreira dos Santos.

 

 

Welton Reis, para Vida Destra, 17/02/2021.
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Luiz Antonio
7 meses atrás

No intrigante artigo de @Weltonrei sobre o “Vazio algumas considerações” só posso dizer que a pressa é inimiga da perfeição. Estamos na frente da Europa em vacinação. Mas com Deputados patrocinados pela Fundação Lehmann, a educação básica não vai para frente.