A corrida para a eleição presidencial de 2022 teve o seu início antecipado. Governadores e outros atores políticos já vinham trabalhando com o objetivo de pavimentar possíveis candidaturas para concorrer à presidência, mas eis que quase num passe de mágica, o ex-presidente condenado se transforma em pessoa “decente”, com ficha “limpa”, e com o caminho aberto para concorrer no pleito do ano que vem.

Se ele será candidato de fato, não importa. O simples fato de terem anulado as suas condenações já é suficiente para reforçar a narrativa que vem sendo repetida à exaustão, até que passe a ser verdade: ele foi injustiçado, ele não roubou nem participou de nenhum esquema de corrupção, tudo isso não passa de falácias de seus adversários políticos, etc.

Estas narrativas podem parecer bobagem aos olhos de muitos, que pensam: “quem ainda acredita nessa ladainha?”. Não podemos ser ingênuos ao ponto de acreditar que as narrativas vão permitir que o ex-presidente seja eleito, caso se candidate. As narrativas são apenas uma pequena engrenagem num mecanismo muito maior, que vem trabalhando a todo vapor, com o objetivo de permitir à esquerda retornar (ou retomar) ao poder.

Sabemos que, caso consigam derrotar Bolsonaro e voltar ao poder, a esquerda não cometerá os mesmos erros que cometeu quando se permitiu brincar de democracia. O autoritarismo e as medidas ditatoriais permitirão ao governo interferir em todos os aspectos da vida dos brasileiros, controlando, cerceando, e calando quem se opuser. E se você, leitor, acha que as pessoas não aceitarão tais medidas, que o povo se revoltará, lamento desapontá-lo! O povo não se insurgirá contra os tiranos no poder. Basta ver o que ocorre hoje: por medo e desinformação, as pessoas aceitam dia após dia, medidas restritivas cada vez mais duras. E aceitam porque tudo é feito em nome da “ciência”, com o nobre objetivo de salvar vidas, mesmo que ao custo das nossas liberdades individuais. Claro que salvar vidas importa, o problema é que isso não passa de retórica eleitoreira, já que na prática, as pessoas continuam morrendo vítimas de descaso.

Está tudo sendo orquestrado, para acontecer no Brasil o mesmo que ocorreu nos Estados Unidos. Trump sabia dos riscos, mas subestimou os adversários, e a força do establishment. Não podemos correr o mesmo risco nem cometer os mesmos erros! Já estamos vivendo num país sem segurança jurídica, onde a Constituição nada vale quando é para defender o cidadão comum, onde a elite age em benefício próprio sem que nada a impeça, onde sabemos o que está sendo urdido e assistimos passivos aos planos se tornarem realidade, para depois chorar e xingar nas redes sociais. Ou alguém se surpreendeu com a decisão de Fachin? Desde que o STF mudou o entendimento a respeito da prisão após a condenação em segunda instância, o que permitiu que o ex-presidente réu aguardasse os julgamentos em liberdade, que se sabe que o objetivo final era inocentá-lo, e condenar os seus algozes. Os planos da esquerda vem sendo executados com maestria e os objetivos alcançados com êxito, sem que nada seja feito para impedi-los.

Precisamos reagir! Como? Saindo às ruas, pressionando os governantes. A pandemia exige cuidados de todos nós, mas é perfeitamente possível viver e trabalhar apesar da presença do coronavírus. Quantos outros vírus sempre estiveram presentes entre nós e continuam por aí, fazendo suas vítimas, sem esse exagero midiático que manipula as pessoas através do medo?

O nosso medo está nos imobilizando. Isto é fato. Muitos considerarão minhas palavras insensíveis, devido às vitimas desta pandemia. Respeito a opinião de cada um, mas creio que se for para ser derrotado em batalha, que seja ao menos em pé e com a espada na mão! Creio que, se honramos os nossos mortos, que lutemos para preservar o legado que eles nos deixaram, que lutemos para manter a liberdade da qual eles usufruíram, e que lutemos para construir o país com o qual sonharam e para o qual trabalharam duro!

As eleições vem aí. A corrida começou. Não desista do seu papel dentro do regime democrático. Não desista de votar por conta dos problemas com as urnas eletrônicas. Vamos lutar para resolver este problema, mas se não for possível, vote mesmo assim! Tenha em mente que sua abstenção não impedirá que possíveis fraudes ocorram, mas contribuirá para tornar mais fácil o trabalho dos fraudadores.

Não se trata apenas de apoiar o presidente Bolsonaro na sua reeleição. Trata-se da defesa dos nossos valores, da nossa liberdade, da nossa fé, do futuro das nossas crianças e do nosso país. Bolsonaro personifica esta luta, mas mais que lutar por ele, devemos lutar por nós mesmos!

Lute por aquilo que você acredita! Lute por sua família! Defenda o seu patrimônio! Defenda a sua fé e a sua liberdade, e dos seus entes queridos! Mais que o resultado de uma eleição, é o nosso modo de vida que estará em jogo. São os nossos valores. É tudo aquilo que faz de nós brasileiros. Lutemos de todas as formas que pudermos, nas redes sociais, nas ruas, nos nossos círculos de amigos. Não podemos permitir que a nossa passividade seja o motivo da nossa derrota!

 

 

Sander Souza (ConexãoJapão), para Vida Destra, 12/03/2021.
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Crédito da Imagem: Luiz Augusto @LuizJacoby

 

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Alexandre Fernandes
Alexandre Fernandes
1 ano atrás

Precisamos lutar contra a tirania.

Reginaldo B Brito
1 ano atrás

Justa conclamação. Precisamos lutar, cada um da maneira própria, e no dia a dia. Parabéns, Sander!

Luiz Antonio
Luiz Antonio
1 ano atrás

Neste excelente art.de @srsjoejp em q questiona se a história se repetirá,acredito q 15/3 em q teremos de eleger Major Mecca para Alesp saindo da letargia c/muitos telefonemas p/bases municipais de parlamentares, de forma ao impeachment de Dória. Daí é um passo p/cortar as asinhas deste Molusco.